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quarta-feira, agosto 10, 2022

Livro infantil sobre casamento entre pai e filha foi distribuído pelo MEC?

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É verdade que o Ministério da Educação distribuiu para todo o Brasil um livro infantil que conta a história do casamento de um pai com a sua filha?

A notícia apareceu em diversos sites e blogs no dia 02 de junho de 2017 e se espalhou através das redes sociais. De acordo com o texto, o Ministério da Educação (MEC) teria distribuído nas escolas públicas de todo o Brasil o livro infantil “Enquanto o Sono Não Vem”, que sugere o casamento entre pai e filha!

Dentre os contos do livro, que seria destinado aos alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental (entre 6 e 8 anos de idade), o conto “A Triste História de Eredegalda” fala do pedido de casamento de um rei para uma das filhas, que recusa o convite do pai e é presa em uma torre até aceitar o convite do pai.

Será que isso é verdade?

Trecho do livro sobre incesto que teria sido distribuído para as crianças pelo MEC! Será verdade? (foto: reprodução/Facebook)

Verdade ou farsa?

O livro o livro infantil “Enquanto o Sono Não Vem” é obra do escritor José Mario Brant, foi publicado pela Editora Rocco, e está no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). De acordo com o Ministério da Educação, o processo de seleção e avaliação, realizado e publicado em 2014, está sendo revisto. No entanto, em uma busca na web, descobrimos que em 2008 esse livro já causava estranheza entre os mais puritanos!

No conto, o rei sugere se casar com uma de suas filhas, mas como ela não aceita, acaba sendo presa em uma torre. Morrendo de sede, ela aceita se casar com o pai, mas morre  antes do casório!

Em nota, a UFMG, que analisou as obras do PNAIC, afirma que toda a polêmica em torno desse conto “trata-se de um julgamento indevido construído por leitura equivocada“.

Prefeituras do ES retiram o livro das salas de aula

No dia 1º de junho de 2017, as prefeituras da Serra, Vila Velha e de Cariacica (no Espírito Santo) informaram que o livro “Enquanto o sono não vem”, começaria a ser recolhido das escolas municipais.

Em entrevista ao Portal G1, o autor do livro disse que foi pego de surpresa e que atribui toda essa polêmica no estado do Espírito Santo à falta de capacitação dos professores!

“Há uma desinformação do que é o conto folclórico e dos contos de fada, que são territórios que abordam assuntos delicados. A gente está falando de um universo simbólico. É uma história que dá voz a uma vítima”, disse ele ao G1.

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Ele explicou também que conta essa história há 25 anos e que o livro já foi publicado há mais de 15 anos!

Conclusão

O livro infantil “Enquanto o Sono Não Vem” é uma coleção de contos do folclore reunidos pelo escritor José Mario Brant e um dos contos fala de um rei que sugere se casar com uma das filhas, mas ela morre antes do ato se consumar! O livro foi retirado das escolas de algumas cidades do Espírito Santo e o MEC diz estar reavaliando o processo de seleção!  

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Gilmar Lopes
Gilmar Henrique Lopes é Analista de Sistemas. Trabalha com PHP e banco de dados Oracle e é especializado em criação de ferramentas para Intranet. Em 2002, criou o E-farsas.com (o mais antigo site de fact checking do país!) que tenta desvendar os boatos que circulam pela Web. Gilmar também tem um espaço semanal dentro do programa “Olá, Curiosos!” no YouTube e co-apresenta o Fake em Nóis ao lado do biólogo Pirulla!

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37 COMENTÁRIOS

  1. Uai, a estorinha incomodou aos conservadores… mas não são esses mesmos conservadores que querem que as crianças leiam a Bíblia nas escolas (aquela Bíblia que cita casos de incesto e sexo com amantes “cujos membros eram como os de jumentos”)?

  2. Não Cesar, não sou conservadora a ponto de pregar o que a Bíblia diz ao pé da letra e sou completamente contra esse livro ridículo. O pai, que deveria zelar pelos filhos, quer se casar com a filha?! Pra mim, só posso supor que seja doente mental. Lamentável vc querer justificar uma coisa podre comparando com Bíblia.

    • Perfeito, Letícia. Esses acéfalos, em breve, dirão que se fartar de fezes é algo tão comum e normal quanto comer um bife, ou um peixe suculentos, só porque alguém um dia já bebeu urina. Eles não tem e não se dão limites.

  3. sinceramente, sou evangélica e não aprovaria a leitura da bíblia em nenhuma escola pública, não se faz isso, o estado é laico. Agora esse conto tá errado! como podem colocar isso pra crianças lerem, sou pedagoga, sei do que estou falando!! isso é errado

    • É muita ignorância achar que os alunos vão ler e entender sozinhos. Os livros são para serem trabalhados na escola e com a família, por que não? Trabalhar sobre violência intra familiar, incesto, entre outras coisas de forma lúdica! Em MG tinha um projeto do MP chamado Maria da Penha Vai às Escolas, vc acha que iam passar um livro com homem batendo em mulher e deixariam os alunos sozinhos na interpretação? Que tipo de profissionais estão nas escolas que não tem competência para trabalhar assuntos que envolvem graves problemas da sociedade? Isso não tem a ver com Lula, muito menos com comunismo. Tem a ver com realidade, preparar uma pessoa em desenvolvimento (crianças e adolescentes) para que consigam identificar e pedir ajuda em caso de violação de direitos.

      • O problema é exatamente a qualidade de professores que temos hoje nas escolas, não querendo generalizar. Penso que escola é lugar para se aprender a ler e escrever e que educação sexual deve partir dos pais ou de um profissional especializado, se for o caso.

      • Eu também cheguei a mesma conclusão, quando de fato é farsa eles deixam bem claro que é farsa, nesse caso eles se omitem de deixar claro que NÃO É FARSA. Só quem lê toda a explicação chega à nítida conclusão que é farsa e deveriam ter escrito na conclusão deles. Percebam o que escreveram “De acordo com o Ministério da Educação, o processo de seleção e avaliação, realizado e publicado em 2014, está sendo revisto.” e colocaram “está sendo revisto” em negrito.

        Daí eu pergunto, esse site é isento de partidarismo ou não? Já estou começando a duvidar desse site.

    • Pois é. Esse e-Farsas seria também uma? Há outras situações em que o site tomou partido de um lado só, mesmo não se tratando de uma farsa, como quis levar os leitores a crerem no caso do Decreto da Dilma, que trata desabamento de barragem como desastre natural. Ou seja, se o livre existe e foi mesmo distribuído pelo MEC, onde está a farsa?

  4. Olá! Bem, sou estudante do último semestre do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Recentemente uma de nossas professoras nos solicitou que estudássemos o livro para discussão. Após muito ler e analisá-lo, grande parte da turma concluiu que o livro não se trata de um incesto, pois o pai nem sequer chega a se casar com a filha. Se analisar com cautela o mesmo, perceberá que o livro na verdade fala de uma criança que sofre tortura de seu pai, e como consequência disso ela acaba morrendo de tristeza e fraqueza. Permitir que as crianças leiam esta obra, seria um aspecto até mesmo positivo, fazendo com que algumas delas se identifiquem com o caso da menina e descubram que podem estar sendo vítimas de abuso ou pedofilia em casa ou por outra pessoa, por exemplo.
    Sendo assim, não acho que o livro influência a prática do incesto. E sim, mostra a realidade vivida por uma criança torturada pelo seu pai. Espero ter contribuído! Um abraço

    • Jullya desculpe deixe me ver se entendi formou se um gruppo de estudo o qual apos deliberações chegaram ao consenso de que um livro que diz claramente de forma romantizada que um pai quer casa com a filha e um livro normal????? Talvez vc não saiba mas abusos acontecem de forma dissimulada onde o abusador diria: Olhe ate no livro e normal um pai casar com a filha pois uma criança de seis anos não tem um grupo de estudo para chegar ao consenso o qual vc chegou. Pense com sua cabeça imagine a situação e não vera nada de bom neste livro.

      • Discordo completamente do seu comentário, li o livro minha infância inteira, esse sempre foi meu preferido, decorei ele na aos 9 anos e posso até recitar pra você agora.. te garanto que não virei uma psicopata e meus pais não tiveram que me levar no psicólogo por causa desse poema…as pessoas tem que aprender que as crianças não são tão frágeis, tem que parar de problematizar coisas que só agregam no ensino e se preocupar mais com o que leem na internet…livros só tem a somar, foi causa desse poema que comecei a ler…vou defender esse poema de gente como você até o fim.

    • Entendo como vc Jullya! O livro é para ser trabalhado em sala e ate mesmo com a familia! São assuntos que podem ser trabalhados de forma lúdica e ajuda sim em casos de violação de direitos, quando a criança se reconhece vítima e procura ajuda. Tá faltando nesse povo é interpretação. Usar algo a favor de ampliar conhecimento e ajudar crianças que passam por situação de violência.

  5. Você sabe o que é se dizer de esquerda? É ser a favor do estado garantir direitos iguais a sua população. Independente de ser rico ou pobre. Que direitos são estes : acesso a. Educação, saúde , trabalho., habitação…. E ser contra que pouquíssimas pessoas tenham muito e a maioria viva na miséria. Não tem nada a ver com o que vc falou!

  6. Se encontramos adultos se desdobrando para analisar o livro e buscar uma justificativa é poque a mesma não é óbvia parauma criança entre 6 a 8 anos … só um demente pra defender esse lixo como sugestão de leitura.

  7. Pessoal, nesse livro o pai é o vilão e como tal faz muitas maldades. A proposta de se casar com a filha é mais uma de suas maldades. O que seria desclassificável é os heróis proporem isso e a situação fosse tratada como boa e normal.

    • O problema é que não pode o PAI ser o vilão! O Pai e a Mãe têm que ser os heróis, os que protegem! Não os que assediam e torturam. Nos contos infantis, normalmente, a malvada é a Madrasta! Que se colocasse então o Padrasto como o algoz dessa história…

  8. E-FARSA, assim vcs estão perdendo credibilidade. O livro existe e foi distribuído pelo MEC, então se é tudo verdade eu creio que vcs não deveriam sequer incluir aqui, pois pelo que entendia, este site é só para divulgar notícia falsa. Agora se vc acha que é questão de conservadorismo que criança não se fixe em histórias como estas é lamentável, pois desde que me entendo como gente, criança brinca com brinquedos inofencivos, vê filmes de fantasia com contos inofencivos e esta história está mais para filme de horror có que com desenhos. HIPOCRISIA DE HIPÓCRITAS, isto não é xingamento é verdade dita sobre o fato de vocês do e-farsas amenizarem a história de horror. Acho que se Jesus fosse pregar a verdade nos dias de hoje, vcs o crucificariam no primeiro dia.

      • Foi sim , hj mesmo encontro um na biblioteca da escola ?! Como foi parar lá? Por bruxaria?? Não sou contra conversar com crianças sobre temas de alerta , mas não for mentiras …

    • Quando de fato é uma farsa eles deixam bem claro que é farsa, nesse caso eles se omitem de deixar claro que NÃO É FARSA. Só quem lê toda a explicação chega à nítida conclusão que é farsa e deveriam ter escrito na conclusão deles. Percebam o que escreveram “De acordo com o Ministério da Educação, o processo de seleção e avaliação, realizado e publicado em 2014, está sendo revisto.” e colocaram “está sendo revisto” em negrito.

      Daí eu pergunto, esse site é isento de partidarismo ou não? Já estou começando a duvidar desse site.

  9. Estão reavivando a polêmica agora com as eleições, usando esse livro para atacar o PT. Essa obra é objeto de decisão conjunta de especialistas da área, muito ousada na direção de fazer o bem, que é ajudar crianças a entender um problema de abuso sexual domestico e principalmente fazer com que a criança que esteja sofrendo esses abusos denuncie. O lúdico aqui é usado para imergir no fato com o cuidado que se deve dar ao assunto para uma criança. É desconcertante, é fato, também fico, mas pensem por exemplo nos testes psicológicos em que crianças fazem desenhos para que profissionais que cuidam de casos de pedofilia ou agressão familiar tentem descobrir o que está se passando com a criança no ambiente doméstico.

  10. O conteúdo do livro choca sim, me chocou, mas há uma diferença gritante entre o conteúdo e como se aborda tal história. Às crianças de hoje não precisam mais de “atirei o pau no gato”, ou melhor, elas precisam refletir que é uma canção abominável. A diferença está aí! Cantamos essa “musiquinha”, entre outras, em nossa infância e só fui interpretar ser conteúdo depois de adulto.

  11. Acompanho já há algum tempo este site, para tirar as dúvidas sobre algum assunto que aparece nas redes sociais, mas desta vez tenho que descordar sobre o site, pois encontrei relatos de que esse livro foi passado para alunos de 8 anos da rede pública de Boa Viagem-Ce.

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