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TSE censurou o WhatsApp para impedir denúncias sobre a urna eletrônica?

Falso

TSE censurou o WhatsApp para impedir denúncias sobre a urna eletrônica?

TSE censurou o WhatsApp para impedir denúncias sobre a urna eletrônica?

Circula nas redes sociais, principalmente através de grupos no aplicativo WhatsApp, uma mensagem alegando que o TSE teria censurado o WhatsApp para impedir denúncias sobre a urna eletrônica.

Confira abaixo o texto que está circulando:

Texto que está circulando através de grupos no aplicativo WhatsApp.

Curiosamente, a mensagem propaga um link do site “Valor Econômico”, onde essa informação teria sido supostamente fornecida!

Entretanto, será que isso realmente procede? Descubra agora, aqui, no E-farsas!

Verdadeiro ou Falso?

Falso! Em primeiro lugar, em nenhum momento o texto publicado pelo site “Valor Econômico” disse que o TSE havia censurado o WhatsApp para impedir denúncias, muito pelo contrário. Segundo Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a principal preocupação da Justiça Eleitoral é combater a desinformação justamente sem que isso se transforme em controle de conteúdo.

Em segundo lugar, essa narrativa de que “sem a impressora, a urna eletrônica se transforma em um equipamento inapto e incapaz de atender exigências legais e constitucionais” é antiga e incorreta. As urnas eletrônicas podem ser auditadas e estão em conformidade com a Lei.

Enfim! A seguir explicaremos um pouco melhor essa história para vocês.

O Texto do Site “Valor Econômico”

Segundo o site “Valor Econômico”, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, formalizou hoje (1) uma parceria com o Facebook, Instagram e WhatsApp para combater a disseminação das chamadas “fake news” durante as eleições deste ano.

Trecho do texto que foi publicado no site “Valor Econômico”.

Ainda segundo o site, “um dos pontos da pareceria com o WhatsApp é a criação de um canal de comunicação justamente para que as pessoas denunciem contas suspeitas de realizarem disparos em massa. Recebidas as denúncias, a plataforma se compromete a realizar uma apuração interna para verificar se as contas indicadas violaram as políticas do aplicativo e, se for o caso, bani-las

Portanto, a parceria não visa censurar ou proibir ninguém de denunciar quaisquer irregularidades que sejam cometidas durante a campanha eleitoral ou no dia da votação.

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 - t.me/efarsas

Além disso, em uma pareceria inédita em todo o mundo, o TSE também criou um canal oficial para divulgar dados oficiais sobre o processo eleitoral e a votação. Para ter acesso às informações, basta adicionar o número +55 61 9637-1078.

As Urnas Eletrônicas Podem Ser Auditadas!

Se você tem dúvida se as urnas eletrônicas podem ou não ser auditadas, recomendamos que vocês leiam um recente artigo que publicamos sobre esse assunto.

Será verdade que as urnas eletrônicas brasileiras não são auditáveis?

Com certeza esse texto irá esclarecer muitas de suas dúvidas.

Algumas Dicas Para Não Cair nesse Tipo de Boato

O texto que circula em grupos no WhatsApp contém uma série de elementos típicos de mensagens falsas, e que vocês devem sempre desconfiar. Entre eles podemos citar:

  • O uso excessivo de palavras em caixa alta (letras maiúsculas) com o intuito de gerar alarmismo e senso de urgência;
  • A mensagem pede ostensivamente para ser compartilhada;
  • A utilização de um “tom conspiratório”, ou seja, induz falsamente a pessoa a acreditar que a mensagem pode ser censurada se ela não for compartilhada rapidamente;
  • A utilização de um link de um site tido como fonte confiável, como prova daquilo que está contido na mensagem, para tentar dar credibilidade a informação, mas, ao mesmo tempo, na esperança que as pessoas não leiam seu conteúdo;
  • A utilização de uma falsa analogia, visto que a urna eletrônica foi absurdamente associada na mensagem ao STF.

Portanto, fiquem atentos e pesquisem bem antes de compartilhar mensagens com tais elementos! Não sejam impulsivos!

Coalização de Checagem para as Eleições 2020

Essa publicação faz parte da Coalização de Checagem para as Eleições 2020, que se traduz numa parceria envolvendo nove agências de checagem: AFP, Agência Lupa, Aos Fatos, Boatos.org, Comprova, E-Farsas, Estadão Verifica, Fato ou Fake e UOL Confere!

As notícias, devidamente checadas, serão publicadas na página “Fato ou Boato“, disponível no Portal da Justiça Eleitoral. A página também traz informações sobre o funcionamento da urna eletrônica e o processo eletrônico de votação e mais dados sobre checagem.

Conclusão

Falso! Em primeiro lugar, em nenhum momento o texto publicado pelo site “Valor Econômico” disse que o TSE havia censurado o WhatsApp para impedir denúncias, muito pelo contrário. Segundo Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a principal preocupação da Justiça Eleitoral é combater a desinformação justamente sem que isso se transforme em controle de conteúdo.

Em segundo lugar, essa narrativa de que “sem a impressora, a urna eletrônica se transforma em um equipamento inapto e incapaz de atender exigências legais e constitucionais” é antiga e incorreta. As urnas eletrônicas podem ser auditadas e estão em conformidade com a Lei.

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Jornalista, redator, e pesquisador de comunicação social com foco no combate a disseminação de notícias falsas. Colaborador do site de verificação de fatos E-farsas.com desde janeiro de 2019. Entre junho de 2015 e abril de 2018, trabalhei como redator do blog AssombradO.com.br, além de roteirista do canal AssombradO, no YouTube, onde desmistificava todos os tipos de engodos pseudocientíficos, além de casos supostamente sobrenaturais.

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