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Livro infantil sobre casamento entre pai e filha foi distribuído pelo MEC?

Verdadeiro

Livro infantil sobre casamento entre pai e filha foi distribuído pelo MEC?

É verdade que o Ministério da Educação distribuiu para todo o Brasil um livro infantil que conta a história do casamento de um pai com a sua filha?

A notícia apareceu em diversos sites e blogs no dia 02 de junho de 2017 e se espalhou através das redes sociais. De acordo com o texto, o Ministério da Educação (MEC) teria distribuído nas escolas públicas de todo o Brasil o livro infantil “Enquanto o Sono Não Vem”, que sugere o casamento entre pai e filha!

Dentre os contos do livro, que seria destinado aos alunos do primeiro ao terceiro ano do ensino fundamental (entre 6 e 8 anos de idade), o conto “A Triste História de Eredegalda” fala do pedido de casamento de um rei para uma das filhas, que recusa o convite do pai e é presa em uma torre até aceitar o convite do pai.

Será que isso é verdade?

Trecho do livro sobre incesto que teria sido distribuído para as crianças pelo MEC! Será verdade? (foto: reprodução/Facebook)

Verdade ou farsa?

O livro o livro infantil “Enquanto o Sono Não Vem” é obra do escritor José Mario Brant, foi publicado pela Editora Rocco, e está no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC). De acordo com o Ministério da Educação, o processo de seleção e avaliação, realizado e publicado em 2014, está sendo revisto. No entanto, em uma busca na web, descobrimos que em 2008 esse livro já causava estranheza entre os mais puritanos!

No conto, o rei sugere se casar com uma de suas filhas, mas como ela não aceita, acaba sendo presa em uma torre. Morrendo de sede, ela aceita se casar com o pai, mas morre  antes do casório!

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 - t.me/efarsas

Em nota, a UFMG, que analisou as obras do PNAIC, afirma que toda a polêmica em torno desse conto “trata-se de um julgamento indevido construído por leitura equivocada“.

Prefeituras do ES retiram o livro das salas de aula

No dia 1º de junho de 2017, as prefeituras da Serra, Vila Velha e de Cariacica (no Espírito Santo) informaram que o livro “Enquanto o sono não vem”, começaria a ser recolhido das escolas municipais.

Em entrevista ao Portal G1, o autor do livro disse que foi pego de surpresa e que atribui toda essa polêmica no estado do Espírito Santo à falta de capacitação dos professores!

“Há uma desinformação do que é o conto folclórico e dos contos de fada, que são territórios que abordam assuntos delicados. A gente está falando de um universo simbólico. É uma história que dá voz a uma vítima”, disse ele ao G1.

Ele explicou também que conta essa história há 25 anos e que o livro já foi publicado há mais de 15 anos!

Conclusão

O livro infantil “Enquanto o Sono Não Vem” é uma coleção de contos do folclore reunidos pelo escritor José Mario Brant e um dos contos fala de um rei que sugere se casar com uma das filhas, mas ela morre antes do ato se consumar! O livro foi retirado das escolas de algumas cidades do Espírito Santo e o MEC diz estar reavaliando o processo de seleção!  

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36 Comentários

36 Comments

  1. Cesar da Silva

    3 de junho de 2017 em 3:36

    Uai, a estorinha incomodou aos conservadores… mas não são esses mesmos conservadores que querem que as crianças leiam a Bíblia nas escolas (aquela Bíblia que cita casos de incesto e sexo com amantes “cujos membros eram como os de jumentos”)?

    • Jacqueline

      3 de junho de 2017 em 13:27

      No caso o incesto na bíblia não é aceito nem por Deus, nem pelo homem, a bíblia é um livro histórico que fala principalmente do Hebreu.
      Mosgra claramente o homem como pecador e carente de Deus.

      • Alan Souza

        5 de junho de 2017 em 8:56

        Jacqueline, me explica então Gênesis 19:30 a 38 e Gênesis 20:12…

    • Rodolpho Cunha

      8 de junho de 2017 em 16:09

      Uma coisa não anula a outra seu RETARDADO! Isso é doença, vai se tratar! Eu corta os pulsos logo!

      • marcos cesar

        5 de outubro de 2018 em 8:25

        Corno evanjegue do caralho!

  2. Leticia

    3 de junho de 2017 em 15:50

    Não Cesar, não sou conservadora a ponto de pregar o que a Bíblia diz ao pé da letra e sou completamente contra esse livro ridículo. O pai, que deveria zelar pelos filhos, quer se casar com a filha?! Pra mim, só posso supor que seja doente mental. Lamentável vc querer justificar uma coisa podre comparando com Bíblia.

    • Porfílio

      5 de junho de 2017 em 13:21

      Perfeito, Letícia. Esses acéfalos, em breve, dirão que se fartar de fezes é algo tão comum e normal quanto comer um bife, ou um peixe suculentos, só porque alguém um dia já bebeu urina. Eles não tem e não se dão limites.

  3. Ruth suellen

    7 de junho de 2017 em 11:37

    sinceramente, sou evangélica e não aprovaria a leitura da bíblia em nenhuma escola pública, não se faz isso, o estado é laico. Agora esse conto tá errado! como podem colocar isso pra crianças lerem, sou pedagoga, sei do que estou falando!! isso é errado

    • Carolina

      29 de agosto de 2018 em 13:50

      É muita ignorância achar que os alunos vão ler e entender sozinhos. Os livros são para serem trabalhados na escola e com a família, por que não? Trabalhar sobre violência intra familiar, incesto, entre outras coisas de forma lúdica! Em MG tinha um projeto do MP chamado Maria da Penha Vai às Escolas, vc acha que iam passar um livro com homem batendo em mulher e deixariam os alunos sozinhos na interpretação? Que tipo de profissionais estão nas escolas que não tem competência para trabalhar assuntos que envolvem graves problemas da sociedade? Isso não tem a ver com Lula, muito menos com comunismo. Tem a ver com realidade, preparar uma pessoa em desenvolvimento (crianças e adolescentes) para que consigam identificar e pedir ajuda em caso de violação de direitos.

      • Virginia

        30 de agosto de 2018 em 9:03

        O problema é exatamente a qualidade de professores que temos hoje nas escolas, não querendo generalizar. Penso que escola é lugar para se aprender a ler e escrever e que educação sexual deve partir dos pais ou de um profissional especializado, se for o caso.

  4. Raquell Silveira

    8 de junho de 2017 em 13:46

    Traduzindo: não é uma farsa. Absurdo isso!

    • Conceição Barreto

      1 de setembro de 2018 em 19:30

      Isso mesmo! NÃO É FARSA, mas o e-farsas.com trata como se fosse… ABSURDO!

      • Júnior César.

        12 de outubro de 2018 em 11:43

        Eu também cheguei a mesma conclusão, quando de fato é farsa eles deixam bem claro que é farsa, nesse caso eles se omitem de deixar claro que NÃO É FARSA. Só quem lê toda a explicação chega à nítida conclusão que é farsa e deveriam ter escrito na conclusão deles. Percebam o que escreveram “De acordo com o Ministério da Educação, o processo de seleção e avaliação, realizado e publicado em 2014, está sendo revisto.” e colocaram “está sendo revisto” em negrito.

        Daí eu pergunto, esse site é isento de partidarismo ou não? Já estou começando a duvidar desse site.

    • Marcelo F. de Menezes

      11 de fevereiro de 2019 em 9:49

      Pois é. Esse e-Farsas seria também uma? Há outras situações em que o site tomou partido de um lado só, mesmo não se tratando de uma farsa, como quis levar os leitores a crerem no caso do Decreto da Dilma, que trata desabamento de barragem como desastre natural. Ou seja, se o livre existe e foi mesmo distribuído pelo MEC, onde está a farsa?

      • Gilmar Lopes

        11 de fevereiro de 2019 em 13:06

        Cadê os links que comprovam isso?

      • Lucho

        11 de fevereiro de 2019 em 19:57

        Fonte: Boga.

  5. Jullya Karolliny

    9 de junho de 2017 em 22:53

    Olá! Bem, sou estudante do último semestre do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia. Recentemente uma de nossas professoras nos solicitou que estudássemos o livro para discussão. Após muito ler e analisá-lo, grande parte da turma concluiu que o livro não se trata de um incesto, pois o pai nem sequer chega a se casar com a filha. Se analisar com cautela o mesmo, perceberá que o livro na verdade fala de uma criança que sofre tortura de seu pai, e como consequência disso ela acaba morrendo de tristeza e fraqueza. Permitir que as crianças leiam esta obra, seria um aspecto até mesmo positivo, fazendo com que algumas delas se identifiquem com o caso da menina e descubram que podem estar sendo vítimas de abuso ou pedofilia em casa ou por outra pessoa, por exemplo.
    Sendo assim, não acho que o livro influência a prática do incesto. E sim, mostra a realidade vivida por uma criança torturada pelo seu pai. Espero ter contribuído! Um abraço

    • ricardo barbosa

      25 de agosto de 2018 em 8:23

      Jullya desculpe deixe me ver se entendi formou se um gruppo de estudo o qual apos deliberações chegaram ao consenso de que um livro que diz claramente de forma romantizada que um pai quer casa com a filha e um livro normal????? Talvez vc não saiba mas abusos acontecem de forma dissimulada onde o abusador diria: Olhe ate no livro e normal um pai casar com a filha pois uma criança de seis anos não tem um grupo de estudo para chegar ao consenso o qual vc chegou. Pense com sua cabeça imagine a situação e não vera nada de bom neste livro.

    • carolina

      29 de agosto de 2018 em 13:58

      Entendo como vc Jullya! O livro é para ser trabalhado em sala e ate mesmo com a familia! São assuntos que podem ser trabalhados de forma lúdica e ajuda sim em casos de violação de direitos, quando a criança se reconhece vítima e procura ajuda. Tá faltando nesse povo é interpretação. Usar algo a favor de ampliar conhecimento e ajudar crianças que passam por situação de violência.

  6. Graça

    12 de junho de 2017 em 15:54

    Você sabe o que é se dizer de esquerda? É ser a favor do estado garantir direitos iguais a sua população. Independente de ser rico ou pobre. Que direitos são estes : acesso a. Educação, saúde , trabalho., habitação…. E ser contra que pouquíssimas pessoas tenham muito e a maioria viva na miséria. Não tem nada a ver com o que vc falou!

  7. joatas

    17 de junho de 2017 em 15:45

    Se encontramos adultos se desdobrando para analisar o livro e buscar uma justificativa é poque a mesma não é óbvia parauma criança entre 6 a 8 anos … só um demente pra defender esse lixo como sugestão de leitura.

  8. Meganegão

    19 de junho de 2017 em 14:28

    Pessoal, nesse livro o pai é o vilão e como tal faz muitas maldades. A proposta de se casar com a filha é mais uma de suas maldades. O que seria desclassificável é os heróis proporem isso e a situação fosse tratada como boa e normal.

    • Maria Cecilia Rizo Pereira

      1 de setembro de 2018 em 17:01

      Parabéns pelo seu comentário! Exatamente isso!

  9. Maria Cecilia Rizo Pereira

    1 de setembro de 2018 em 17:03

    Parabéns pelo seu comentário! Exatamente isso!

    • Lays

      22 de dezembro de 2018 em 4:23

      O problema é que não pode o PAI ser o vilão! O Pai e a Mãe têm que ser os heróis, os que protegem! Não os que assediam e torturam. Nos contos infantis, normalmente, a malvada é a Madrasta! Que se colocasse então o Padrasto como o algoz dessa história…

  10. Anderson Cardoso Pereira

    4 de outubro de 2018 em 8:46

    E-FARSA, assim vcs estão perdendo credibilidade. O livro existe e foi distribuído pelo MEC, então se é tudo verdade eu creio que vcs não deveriam sequer incluir aqui, pois pelo que entendia, este site é só para divulgar notícia falsa. Agora se vc acha que é questão de conservadorismo que criança não se fixe em histórias como estas é lamentável, pois desde que me entendo como gente, criança brinca com brinquedos inofencivos, vê filmes de fantasia com contos inofencivos e esta história está mais para filme de horror có que com desenhos. HIPOCRISIA DE HIPÓCRITAS, isto não é xingamento é verdade dita sobre o fato de vocês do e-farsas amenizarem a história de horror. Acho que se Jesus fosse pregar a verdade nos dias de hoje, vcs o crucificariam no primeiro dia.

    • Gilmar Lopes

      4 de outubro de 2018 em 9:02

      O livro não foi distribuído pelo MEC!

      • Vine

        18 de outubro de 2018 em 18:31

        Foi sim , hj mesmo encontro um na biblioteca da escola ?! Como foi parar lá? Por bruxaria?? Não sou contra conversar com crianças sobre temas de alerta , mas não for mentiras …

    • Júnior César

      12 de outubro de 2018 em 11:46

      Quando de fato é uma farsa eles deixam bem claro que é farsa, nesse caso eles se omitem de deixar claro que NÃO É FARSA. Só quem lê toda a explicação chega à nítida conclusão que é farsa e deveriam ter escrito na conclusão deles. Percebam o que escreveram “De acordo com o Ministério da Educação, o processo de seleção e avaliação, realizado e publicado em 2014, está sendo revisto.” e colocaram “está sendo revisto” em negrito.

      Daí eu pergunto, esse site é isento de partidarismo ou não? Já estou começando a duvidar desse site.

  11. Débora mello

    4 de outubro de 2018 em 10:22

    Acabei de perder a confiança no e-farsas . E verdade sim .

    https://www.youtube.com/watch?v=9Bs1XCcIIl0

  12. Edi Jr

    4 de outubro de 2018 em 12:33

    o e_farsas está virando uma farsa, infelizmente

    • Gilmar Lopes

      4 de outubro de 2018 em 13:53

      Claro que sim!

  13. Marcos Lima

    4 de outubro de 2018 em 19:44

    Estão reavivando a polêmica agora com as eleições, usando esse livro para atacar o PT. Essa obra é objeto de decisão conjunta de especialistas da área, muito ousada na direção de fazer o bem, que é ajudar crianças a entender um problema de abuso sexual domestico e principalmente fazer com que a criança que esteja sofrendo esses abusos denuncie. O lúdico aqui é usado para imergir no fato com o cuidado que se deve dar ao assunto para uma criança. É desconcertante, é fato, também fico, mas pensem por exemplo nos testes psicológicos em que crianças fazem desenhos para que profissionais que cuidam de casos de pedofilia ou agressão familiar tentem descobrir o que está se passando com a criança no ambiente doméstico.

  14. Binho

    9 de outubro de 2018 em 8:50

    O conteúdo do livro choca sim, me chocou, mas há uma diferença gritante entre o conteúdo e como se aborda tal história. Às crianças de hoje não precisam mais de “atirei o pau no gato”, ou melhor, elas precisam refletir que é uma canção abominável. A diferença está aí! Cantamos essa “musiquinha”, entre outras, em nossa infância e só fui interpretar ser conteúdo depois de adulto.

  15. Carlos Ártemis Freire

    6 de novembro de 2018 em 18:22

    Acompanho já há algum tempo este site, para tirar as dúvidas sobre algum assunto que aparece nas redes sociais, mas desta vez tenho que descordar sobre o site, pois encontrei relatos de que esse livro foi passado para alunos de 8 anos da rede pública de Boa Viagem-Ce.

    • Gilmar Lopes

      6 de novembro de 2018 em 20:03

      Relatos apenas? Manda um link pra gente, por favor?

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