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Os médicos que descobriram que as vacinas continham enzimas cancerígenas foram assassinados?

Conspirações

Os médicos que descobriram que as vacinas continham enzimas cancerígenas foram assassinados?

Os médicos que descobriram que as vacinas continham enzimas cancerígenas foram assassinados?

É verdade que os médicos que descobriram que as vacinas continham enzimas cancerígenas foram todos encontrados mortos?

A notícia não é nova, mas ganhou força na segunda semana de julho de 2018. De acordo com o texto, as mortes dos médicos deixaram a comunidade médica sem palavras porque eram pesquisadores que estavam trabalhando em uma nova cura revolucionária para o câncer, o GcMAF.

A notícia ainda afirma que o Dr. James Bradstreet, um dos médicos, foi encontrado morto em um rio com uma ferida de bala no peito e algumas pessoas disseram que as grandes empresas farmacêuticas podem ter visto o trabalho dos médicos como seu inimigo, por isso, os assassinatos.

Será que isso é verdade ou mais uma farsa da web?

Foto; Reprodução/Facebook

Verdade ou mentira?

Esse texto sensacionalista nasceu em uma postagem traduzida do inglês em sites já conhecidos aqui no E-farsas por disseminar fake news, como o Sempre Questione. Em maio de 2016, essa mesma história já circulava por aí, só que com outros personagens, mas o assunto se espalhou mais através de uma cópia desse mesmo “artigo” feito no obscuro Universo Alienígena BR, que – é óbvio – não deve ser levado a sério!

Em primeiro lugar, a notícia engana o leitor logo na manchete, pois fala de vários médicos (ou de todos que haviam descoberto enzimas do câncer em vacinas) que teriam sido mortos. No entanto, no texto fala apenas do Dr. James Bradstreet.

Só para esclarecer, o Dr. James Bradstreet existiu, de fato, e foi encontrado morto em um rio no estado norte-americano da Carolina do Norte. A sua morte foi divulgada em 2015 e a Polícia encerrou o caso como o de suicídio.

Entre em contato via WhatsApp: (11) 96075-5663

Apesar de médico, o dr. Bradstreet foi um dos primeiros a defender a teoria de que vacinas causam autismo nas crianças, algo que posteriormente ficou comprovado que se tratavam de pesquisas falsificadas.

Pesquisas contra o câncer (ou quaisquer outras)

Uma coisa que devemos deixar clara aqui é que as pesquisas científicas não são (ou não devem ser) feitas por uma única pessoa. As pesquisas nunca são solitárias!

O correto (e o que se manda nas boas práticas) é que tudo o que se é pesquisado seja documentado para que um mesmo experimento tenha os mesmo resultados independente de onde e quando ele seja feito.

Muita gente tem a ideia de que um remédio é desenvolvido por um único cientista maluco (como aqueles de cinema), mas há equipes trabalhando nisso e assassinar o chefe de uma pesquisa não inviabiliza o projeto.

O GcMAF

O mesmo texto alarmista que confunde o leitor (pois em um primeiro momento, dá a entender que as vacinas causam câncer) especula que o dr. James Bradstreet (assim como todos os outros envolvidos) estaria trabalhando na cura definitiva do câncer através do GcMAF. No entanto, é bom deixar claro aqui também que tratamentos com essa proteína estão proibidos desde 2014. Inicialmente considerada uma cura para várias doenças – como a AIDS, o autismo e o câncer (como se houvesse apenas um tipo de câncer) – não encontrou-se nenhuma comprovação de sua eficácia e, inclusive, as revistas científicas que publicaram estudos a respeito se retrataram pelo vacilo!

Conclusão

Não há nenhuma comprovação de que “todos” os médicos que descobriram que as vacinas continham enzimas cancerígenas foram assassinados!

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5 Comentários

5 Comments

  1. Pingback: Os médicos que descobriram que as vacinas continham enzimas cancerígenas foram assassinados? - Blog Ultradicas

  2. Robson Fernando de Souza

    10 de julho de 2018 em 18:13

    Gostei bastante da refutação dessa lorota conspiracionista. Só gostaria que corrigissem a menção ao autismo como uma “doença” da mesma categoria da AIDS e do câncer. Autismo é uma condição neurodiversa que torna o cérebro dos autistas diferente do cérebro neurotípico, não uma doença a ser “curada” (como os conspiracionistas, quase sempre capactistas até o talo, querem tentar).

    • Lily

      11 de julho de 2018 em 12:14

      Muito bem, Robson! É informando que se derruba preconceitos.

  3. Lucho

    10 de julho de 2018 em 18:58

    “enzima cancerígena”

    E um monte de biólogo chorou ao ler isso.

    • Lily

      11 de julho de 2018 em 12:11

      E como!

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