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E-farsas – Desvendando fake news desde 2002!

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A gripe suína foi muito mais fatal do que o novo coronavírus?

Conspirações

A gripe suína foi muito mais fatal do que o novo coronavírus?

A gripe suína foi muito mais fatal do que o novo coronavírus?

É verdade que a gripe H1N1 matou muito mais pessoas do que o surto do coronavírus de 2020, mas a mídia quer te fazer acreditar do contrário?

A constatação começou a se espalhar através de grupos do WhatsApp no final de março de 2020 e compara a epidemia do COVID-19 com o surto da H1N1. Segundo o texto compartilhado, o coronavírus teria matado “apenas” 18 pessoas em 2020 no Brasil, enquanto que a epidemia da gripe suína teria feito mais de 2.100 vítimas fatais.

O comparativo ainda afirma que, dadas as circunstâncias, a “mídia esquerdista” estaria dando uma atenção exagerada ao coronavírus e manipulando a sua opinião, já que o COVID-19 seria bem menos perigoso que o H1N1.

Será que esses dados estão corretos? Estamos sofrendo um exagero da mídia?

Texto de uma das versões que se espalharam através do WhatsApp: “COVID-19 – Coronavírus, Casos No Brasil: 1.128 (21/3), Mortes: 18, Nível de Pânico: APOCALÍPTICO!! H1N1 – Gripe Suína Casos no Brasil: 58178, Mortes: 2.101, Nível de Pânico: É só um resfriado. Entenderam como uma mídia esquerdista pode manipular a sua vida?

Verdade ou mentira?     

A imagem viral surgida aqui no Brasil na última semana de março de 2020 é uma versão de um conteúdo semelhante ao que foi compartilhado em inglês, na primeira quinzena do mesmo mês. Como no Brasil, a versão norte-americana compara as epidemias de 2020 do coronavírus – na gestão de Donald Trump – com a de 2009 da gripe suína – na gestão do então presidente Barack Obama. Perceba que na versão em inglês, o texto também fala da suposta manipulação da mídia (sem falar de Esquerda ou de Direita).

As agências de checagem norte-americanas analisaram os números compartilhados por lá e apuraram que eles estão corretos, mas é preciso se analisar com mais cuidado para não compartilhar conteúdo enganoso.

Em primeiro lugar, o texto em inglês compara os números de vítimas do coronavírus de apenas dois meses contra a quantidade de vítimas do H1N1 de um período de mais de um ano (entre 2009 e 2010). Além disso, a taxa de mortalidade do H1N1 é de 0,02%, enquanto que a do coronavírus é de 2%.

Ainda em defesa da gestão Barack Obama, o diretor interino de saúde e serviços humanos do então presidente declarou o H1N1 uma emergência de saúde pública nos Estados Unidos quando o país tinha apenas 20 casos confirmados de H1N1 e ainda nenhuma morte.

Mas e o Brasil?

O texto compartilhado aqui no Brasil (inclusive, por pastores que insistem em manter suas igrejas abertas sob o risco de espalhar ainda mais a epidemia) também erra ao comparar dois períodos incompatíveis. O total de casos de H1N1 registrados no país foi de 59.867 com 2.173 mortes, mas isso se somando os anos de 2009 e 2010.

O primeiro caso de coronavírus foi registrado no Brasil no dia 25 de fevereiro de 2020. Até o dia 23 de março (28 dias depois) o Brasil havia registrado 1800 casos, com 34 mortos.   

Entre em contato com o E-farsas

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Se compararmos o mesmo período de 28 dias entre o coronavírus e a gripe suína, o H1N1 havia matado “apenas” uma das suas 627 vítimas brasileiras.

Se avançarmos apenas 2 dias no calendário, vamos descobrir que o número de infectados no Brasil já havia subido para 2.433 casos, com 57 mortes. Ou seja, um aumento de mais de 600 casos em 2 dias!!!   

É IMPORTANTE notar que a Covid-19 já matou mais pessoas em três meses do que a H1N1 em um ano e meio. Portanto, temos motivos para preocupação, sim!

Dados da OMS são preocupantes!

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, os dados da Covid-19 conhecidos até o momento da publicação desse artigo indicam que o coronavírus é uma doença mais contagiosa e mais letal que a gripe sazonal.

Enquanto que o número reprodutivo da gripe H1N1 é de 1,5 (cada pessoa infectada passa em média a doença para 1,5 pessoa) o vírus causador do coronavírus é de 2 e 3. Ou seja, o Covid-19 poderá infectar muito mais mais pessoas que a gripe comum se medidas não forem tomadas.

A mídia não falou nada na época da H1N1?

Outro trecho errado do texto compartilhado nas redes sociais é o que afirma que a mídia não deu atenção ao H1N1 na ocasião e que teria tratado o surto como “um simples resfriado”. Na verdade, ao fazer uma busca pelo tema no Google no período de 2009 e 2010, concluímos que os jornais deram bastante espaço para a doença e, inclusive, mostraram a gravidade da epidemia. Essa matéria do G1 – por exemplo – esclareceu as várias dúvidas em relação à gripe suína. Outro exemplo é essa matéria de 2009 da BBC. A Folha de São Paulo também tratou do assunto insistentemente, sem chamar o surto de “apenas um simples resfriado”.

Aqui no E-farsas, entrevistamos duas vezes o biólogo Atila Iamarino (em 2009 e em 2010) a respeito da gripe suína, mostrando a nossa preocupação com o tema na época. O vídeo a seguir é de 2010, quando tratamos de uma vacina que estava em fase de testes: 

Conclusão

O texto compartilhado através de grupos do WhatsApp erra ao comparar a epidemia de H1N1 de 2009 com o surto do coronavírus de 2020, pois os períodos comparados não são compatíveis, além da taxa de mortalidade do COVID-19 ser muito maior que a da H1N1. Os jornais da época deram atenção ao caso.

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23 Comentários

23 Comments

  1. Pingback: R7.com | Notícias Litorâneas

  2. Maria

    27 de março de 2020 em 13:06

    Nossa! Eu me lembro desse vídeo… Nostalgia, heim! Os dois sem barba, parecendo molecões e/ou jovens universitários e, agora, vejo os dois mais maduros, mais evoluídos e fãs da barba do sapo barbudo do Lula (brincs). Gtalk!? Caramba, nem me lembrava mais desse aplicativo. Tudo isso na velha resolução 480p 4:3 do YouTube de anos atrás. 😉 KKKKKKKKKKKKK! 😀

    • Gilmar Lopes

      27 de março de 2020 em 13:53

      Bons tempos! 🙂

  3. Maria

    27 de março de 2020 em 13:28

    Nitidamente são Bolsomínions ou Gado (como a Esquerdalha e os PeTralhas os chamam) que escreveram e espalharam essa porcaria, não se esquecendo de que estou vendo Fake News na rede partindo dos dois lados nessa briga politizada imbecil que dura até hoje. Bom, do meu ponto de vista, a esta altura do eventos, as Fake News de ambos os lados são INÚTEIS, haja visto que o caso Corona Vírus está sendo amplamente divulgada e noticiada pelas mídias corporativas tradicionais nacional e internacionais. Entretanto, as agências de Fact-Checking continuam a desempenhar um papel importantíssimo nessa crise de Saúde Pública ao desmascararem esses farsantes! 😉

  4. Filipe Costa

    28 de março de 2020 em 6:23

  5. Pedro Lucio Ribeiro

    28 de março de 2020 em 11:22

    Bons tempos, Gilmar; sem smarphone, redes sociais, fake news não bombava…
    Esses números apresentados são para enganar minions-burrossauros: na Era Bolsonaro: 1.128/18 = 62,666; na Era Lula (H1N1): 58.178/2.101 = 27,69… Calculei errado? E a Pandemia está a mess de se findar. Gripezinha se cura com chazinhos. Covid-19, sem leitos, médicos, enfermeiros, etc… é morte certa!!!

  6. Luiz F. Santana

    28 de março de 2020 em 15:39

    PARABÉNS ao E-FARSAS da Web por ajudar a esclarecer esta enxurrada de Fake News que rolam nas redes sociais. Independente de cor partidária, ou sigla partidária, muitas são facilmente divulgadas e o “Quanto mais falado, a mentira se torna verdade”, e as pessoas de maneira inadvertida, fazem a divulgação destas noticias falsas. Minha opinião aqui é apenas elogiar ao site do E-Farsas por este trabalho que a anos vem fazendo, esclarecendo o que é verdade e mentira. Entendam os partidários do A ou do B que nada haver com politica. Já o papel da Imprensa, infelizmente, embora dê a noticia, alguns por interesses próprios são altamente contaminados com noticias e interpretações falsas tentando conduzir os ouvintes e telespectadores para um caminho dos interesses destes órgãos. Vamos nos resguardar que esta crise vai passar como tudo passa na vida.

  7. Mario Marcos Zaniol

    28 de março de 2020 em 18:38

    … é… fake news nas redes sociais e old fakes na TV; a band comprada pela china esta semana, o que esperar dali: fakes comunistas… e assim vai a vida do brasileiro sendo moldada por mentiras… eu estudei história nos livros e não na sala de aula; quem lê nesse país é chamado de louco porque “fica influenciado pelos livros” vai entender quem botou isso na cabeça das pessoas… mas por aqui é assim! enfim, pesando tudo, fico com as redes sociais, são gratuitas, e isso incomoda muita, muita gente! e não é tão difícil assim de saber o que é mentira e o que é verdade nas redes, por favor, basta ter um pouco de lógica e discernimento, e logo se terá um veredito… bem, mas porque eu falei de livros de história?, é porque eu nunca fui conivente com esses regimes comunofascistas ou socialistas, basta ler sobre a história desses países comunistas para ver as bases de sangue, medo, ultracontrole, em que estão calcadas… nem vou falar muito de mortes, de 100 mil monges e monjas, 87 mil foram assassinados, fora os 5 mil dos 7 mil monumentos que foram destruídos… ou seja, quem é comunista, ou apoia ou sente alguma simpatia, é um grande fdp…

    • Felipe Pereira dos Santos

      29 de março de 2020 em 3:17

      Bolsonaro foi pedir importação de máscaras para os chineses esta semana, e da mesma forma, muitos países vêm pedindo o apoio da China neste momento, já que eles souberam administrar e controlar a propagação do vírus.

      Não sei qual o seu ponto aqui, Marcos. Não há “fale news chinesa”, o COVID-19 é uma realidade. Essa estorinha que inventaram para minimizar a pandemia e politizar o discurso foi derrubada, é MENTIRA e pronto. Porque tem que fazer esse textão dramático, quando em nenhum momento estamos discutindo política e ideologia?

      Sinceramente, se você realmente LESSE, não importando o seu posicionamento político, estaria satisfeito com o esclarecimento dos fatos, e não com essa “birra” totalmente destoada da realidade, como se de alguma forma a exposição das fale news dos bolsominions te incomodassem.

    • Maria

      29 de março de 2020 em 10:12

      @Mario Marcos Zaniol , livros de História, discussões a respeito de ideologias Comunistas, Socialistas, Economia Mista etc são IRRELEVANTES para o problema atual em questão a respeito do Covid-19 que é um problema de SAÚDE PÚBLICA e deve ser abordada e analizada à luz das CIÊNCIAS MÉDICAS em áreas específicas: Medicina, Infectologia, Imunologia, Virologia etc. E já que você gosta de ler, sugiro que leia coisas relacionadas a essas áreas/temas. 😉

  8. Caio Diniz

    28 de março de 2020 em 19:48

    Essa taxa de mortalidade do coronavirus só leva em consideração os testes positivos, não leva em consideração as pessoas assintomáticas que não fazem o teste, então não podemos afirmar que a taça de mortalidade é essa…

    • Err Ado Tado

      29 de março de 2020 em 9:27

      Bem observado. Talvez, talvez seja muito maior.

  9. Bilbo Ceteiro

    28 de março de 2020 em 21:14

    Relaxem, bozominions e petralhudos.. Nenhum de vocês, nem mesmo o “deus da sabedoria” Gilmar Men…, digo, lopes(ô família) sabem de toda a verdade. Deem tempo ao tempo que tudo se explicará. Só temos certeza de uma coisa, se o canalha, ladrão, larápio, rato, nove dedos e auto declarado viva alma mais honesta do Brasil ainda estivesse por aqui, no Governo, tudo seria bem melhor… rsrs… Brincs e Serious

  10. Para Sempre PT

    28 de março de 2020 em 21:24

    Venhamos e convenhamos companheiros, Gilmar… O título, cabeçalho, Lula Ladrão não é fake e, por mais que oremos par que seja, é uma da poucas coisas reais e provadas empiricamente nesse nosso mundinho. Tenham força! Talvez ele volte, em 2022, para tentar lhes convencer, mais uma vez, de que ainda é a vivalmaizonesadobraziullllllll zil zil zil….

    • Ed Vogado

      28 de março de 2020 em 22:16

      “uma da poucas coisas reais e provadas empiricamente nesse nosso mundinho.”
      Cadê as provas? Mostra aí se for capaz. Duvido. No aguardo.

      • Bilbo Ceteiro

        29 de março de 2020 em 21:17

        Vara, é mais fácil enganar as pessoas(você no caso) do que convencê-las de que elas foram, estão e serão sempre enganadas.

  11. Joabe

    28 de março de 2020 em 23:05

    Infelizmente eu perdi um ente querido pro h1n1 🥺

    • Maria

      29 de março de 2020 em 18:35

      @Joabe , lamento… O duro, na situação atual, é ouvir coisas do tipo “é só uma gripezinha” (Jair Bolsonaro), “Vai matar só velhinhos e gente já doente” (Roberto Justus) e outras gafes de Luciano Hang, Junior Durski, Alexandre Guerra etc. 😐

      • Bilbo Ceteiro

        29 de março de 2020 em 21:18

        Eleitora devota, vara do larápio, em crise existencial.

        • Maria

          30 de março de 2020 em 22:05

          @Bilbo Ceteiro , de que “larápio” você está falando? 😐 Do sapo barbudo do Lula? Eu quero mais é que ele SE DANE! Tá com “crise existencial”? Bem feito! Tá colhendo o que plantou ou destruiu. 😉 KKKKKKKKKKKKKKKK! 😀

  12. Michele

    29 de março de 2020 em 21:47

    Vamos ser sinceros… Militante é um pé no saco, seja de direita (apoiadores do Bolsonaro), quanto de esquerda (apoiadores do Lula), entre outros. Adoram criar e espalhar fake news apenas para provar que o seu “Deus” está certo.

    • Élvy Adão Felix da Silva Souza Koch Bauer

      4 de abril de 2020 em 20:20

      Melhor resposta de todos os tempos, até do futuro, aqui no e-farsas!

  13. Joao

    8 de abril de 2020 em 1:49

    Só uma correção. Essa taxa é de letalidade e não de mortalidade como o texto menciona. Mortalidade é sobre o total da população e letalidade é de apenas sobre os infectados. A taxa de letalidade no Brasil na epoca do h1n1 foi de 4%, semelhante a de agora do covid19. Mas o numero de infectados e a mortalidade do covid19 tende a ser maior, justamente pelo seu alto grau de contagio, que este sim é maior que o h1n1. É verdade que as estatisticas do h1n1 se referem a 1 ano e, portanto um periodo mais longo que o que estamos vivenciando com o covid19. Mas tambem vale lembrar, que a medida que, conforme o numero de infectados aumenta, a taxa de letalide do covid19, diminui. e tende ao final da pandemia ser bem mais baixo realmente, do que o h1n1 foi em sua epoca.

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