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terça-feira, abril 16, 2024

O preso que matou um policial na saidinha de Natal foi tratado como um príncipe por uma juíza?

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É verdade que o preso que matou um sargento da PM durante saidinha de Natal foi tratado com carinho por uma juíza dos Direitos Humanos?

O vídeo começou a se espalhar através das redes sociais na segunda semana de 2024, e mostra um homem com uniforme de presidiário, prestando depoimento em uma mesa a frente de uma juíza. O que chama a atenção no vídeo é que, em certo momento, a juíza oferece um café ao preso e, depois, pergunta se ele está com frio, oferendo uma blusa para o sujeito.

De acordo com o que se espalhou, o homem seria o preso que matou um policial durante a saidinha de Natal, um benefício dado pelo sistema carcerário que libera alguns detentos com bom comportamento para irem visitar suas famílias na época de Natal.   

Será que isso é verdade? Eles são a mesma pessoa?

Preso que matou um sargento da PM foi tratado como príncipe na cadeia! Será verdade? (foto: Reprodução/Kwai)

Verdade ou mentira?

O vídeo é real, mas o preso não é o mesmo que matou um policial durante a saidinha de Natal!

O homem que aparece nas imagens se chama Luan Gomes e a filmagens foram feitas no Tribunal de Justiça de Roraima, durante sua audiência de custódia. A voz de uma mulher, captada no vídeo, é da juíza Lana Leitão Martins, homenageada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pelo tratamento humanizado dado ao preso.

A audiência de custódia é o momento em que o Judiciário avalia a legalidade de uma prisão em flagrante. O processo é obrigatório por lei e serve para garantir que não houve nenhum abuso na prisão, além de verificar se se a detenção é mesmo necessária ou se ela pode ser substituída por medidas alternativas, como distribuição de cestas básicas, pagamento de multa, etc.

Luan Gomes continua preso por tráfico de drogas.

O suspeito de matar o sargento da Polícia Militar Roger Dias da Cunha se chama Webert Souza Fernandes e foi indiciado por homicídio por motivo torpe, porte ilegal de arma de fogo, dissimulação e assassinato que impossibilitou a defesa.  

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Em entrevista, a delegada Ariadne Heloise, da Delegacia de Homicídios de Venda Nova (em Belo Horizonte, MG) disse que esse foi o primeiro homicido do fugitivo:  

“O autor do crime, Webert, confessou ter atirado contra o sargento Dias e disse, ainda, que o fez porque não queria voltar para o presídio, onde cumpria pena por roubo e tráfico de drogas”

Conclusão

É verdade que uma juíza fez uma audiência humanizada com um preso, mas não é verdade que o homem que aparece no vídeo seja o mesmo que matou um sargento da PM durante a saidinha de Natal!

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Gilmar Lopes
Gilmar Henrique Lopes é Analista de Sistemas. Trabalha com PHP e banco de dados Oracle e é especializado em criação de ferramentas para Intranet. Em 2002, criou o E-farsas.com (o mais antigo site de fact checking do país!) que tenta desvendar os boatos que circulam pela Web. Gilmar também tem um espaço semanal dentro do programa “Olá, Curiosos!” no YouTube e co-apresenta o Fake em Nóis ao lado do biólogo Pirulla! Autor do livro de ficção Marvin e a Impressora Mágica!

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