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O rosto de Jesus era o de Tommaso Cavalieri, amante de Michelangelo?

Falso

O rosto de Jesus era o de Tommaso Cavalieri, amante de Michelangelo?

O rosto de Jesus era o de Tommaso Cavalieri, amante de Michelangelo?

É verdade que uma das pinturas que melhor representam a imagem de Jesus de Nazaré foi desenhado por Michelangelo em homenagem ao seu amante, Tommaso Cavalieri?

Essa história circula há anos na web, mas voltou a ser compartilhada no começo de junho de 2018 através das redes sociais e de grupos no WhatsApp. De acordo com o texto, o rosto conhecido como o de Jesus de Nazaré seria o de Tommaso Cavalieri, amante e discípulo de Michelangelo!

O texto ironiza que uma das imagens adoradas no mundo todo pelos cristãos seja, na verdade, de um homossexual…

Será que essa história é verdadeira ou falsa?

O rosto é conhecido como o rosto de Jesus de Nazaré é na verdade o rosto de Tommaso Cavalieri, que fora desenhado por Michelangelo, que retratara o seu grande discípulo e amante. Michelangelo o amava de tal maneira que decidiu para imortalizá-lo através do retrato que hoje conhecemos. Desdes então os católicos vem adorando a imagem de um homossexual!” – Texto espalhado junto com essa imagem!

Verdade ou mentira?

A Wikipedia fala sobre Tommaso dei Cavalieri como um grande colecionador de arte na Itália e que, sim, ele foi mesmo aluno e [parece que foi] um dos grandes amores de Michelangelo. O verbete em português até chega a levantar essa hipótese de que o grande Michelangelo teria imortalizado seu amante nas feições de uma de suas ilustrações sobre Jesus. No entanto, o próprio artigo diz que não há fontes que comprovem isso.

Aliás, tirando alguns sonetos bastante íntimos que Michelangelo fez para Cavalieri, não há nenhuma prova de que eles tiveram algum caso de amor e tampouco há dados que comprove que Tommaso fosse homossexual.  

A imagem que acompanha o texto que se espalhou pela web corresponde a uma de muitas versões do “Jesus da Divina Misericórdia”, cujo primeiro quadro foi pintado na Lituânia em 1934 (alguns séculos depois da morte de Michelangelo) pelo artista Eugeniusz Kazimirowski a pedido de um padre importante na época e na região.

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Historiadores argumentam que a imagem de um Jesus branco, de longos cabelos e olhos claros, se popularizou no século 15 (na época do Renascimento). No entanto, obras anteriores a essa época, como essa de Duccio di Buoninsegna, já retratavam um Jesus Cristo parecido com os posteriores:

Reprodução/Wikipedia

Em algumas versões, a imagem que acompanha essa história é uma variação de uma das muitas ilustrações de um artista norte-americano chamado Warner Sallman, que morreu em 1968, mas deixou um legado de pinturas que foram bastante divulgadas através de vários produtos, durante a Segunda Guerra Mundial.

Veja nesse link as obras de Michelangelo e compare com essa pintura espalhada pela web, tentando notar alguma semelhança nos traços de Michelangelo com o do Jesus da Divina Misericórdia!

Agora, compare um retrato de Tommaso Cavalieri ao lado de uma pintura de Jesus:

Conclusão

A história é falsa (ou, melhor dizendo, não há nada que a prove ser verdadeira) e mesmo que fosse real, não há demérito nenhum em ser homossexual (o que não se sabe ser o caso de Tommaso Cavalieri)!

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36 Comentários

36 Comments

  1. Vinicius

    7 de junho de 2018 em 0:05

    Acho que a história de ele ser homossexual não se espalhou para ser um tipo de demérito, mas sim para tentar dizer que seria hipocrisia religiosos abominarem homossexuais sendo que eles estariam adorando a imagem de um.

    • Igor

      15 de julho de 2020 em 9:15

      Católicos não adoram as imagens, a adoração se dirige a Cristo, não a imagem dele.

  2. William Riga

    7 de junho de 2018 em 8:08

    Muito bom, Gilmar!
    Parabéns pela isenção e pela imparcialidade nas investigações.
    Abs.

  3. Augusto

    7 de junho de 2018 em 8:37

    Gilmar está se revelando! “Não há demérito em liberar o toba!”

    • Gilmar Lopes

      7 de junho de 2018 em 12:06

      E digo mais: Deve ser até gostoso, visto que não existe ex-gay! 🙂

      • Myhh

        28 de dezembro de 2018 em 7:10

        hauhauhau

      • João

        2 de agosto de 2020 em 12:17

        Existe ex-gay sim! Eu conheço vários e sou amigo de um. A Fé transforma, Gilmar!

    • Eu™

      7 de junho de 2018 em 12:34

      Demérito é querer controlar o toba alheio. Demérito e falta do que fazer da própria vida inútil e miserável.

    • Alípio Martins

      10 de junho de 2018 em 22:23

      Enquanto você continua enrustido.

    • Guilherme

      25 de janeiro de 2019 em 11:34

      Cuide do seu toba Augusto. Ou tem alguém cuidando pra você?

    • Wanderson

      20 de junho de 2020 em 13:00

      Gentchy, a Augusta fico irritadíssima!!!

  4. Allisson

    8 de junho de 2018 em 14:11

    é muito bom Gilmar! eu aprovo. 🙂

    • Gilmar Lopes

      8 de junho de 2018 em 16:16

      kkkkkkkkk! Obrigado por avisar!

  5. Everton

    9 de junho de 2018 em 18:56

    Parabéns pela análise do mérito da homossexualidade. Também não há provas da sexualidade de Jesus e nem que “Deus” seja um homem. Mas o citado de fato tem traços parecidos com a imagem de Michelangelo.

  6. Hugo Cesar Hoeschl

    10 de junho de 2018 em 8:51

    Parabéns, Gilmar!
    Excelente texto. Abs.

  7. iuri

    12 de junho de 2018 em 12:55

    “mesmo que fosse real, não há demérito nenhum em ser homossexual (o que não se sabe ser o caso de Tommaso Cavalieri)!”

    deleta essa frase pelo amor de deus!!
    nao ha necessidade disso. o post original nao trata como demerito e só faz pegar mal!
    depois deleta esse meu comentario!

    • Gilmar Lopes

      12 de junho de 2018 em 13:28

      O texto espalhado dá a entender que cristãos estão idolatrando a imagem de um homossexual e que é um demérito!

  8. Zé Carlos

    12 de junho de 2018 em 21:27

    A figura desse Jesus branco,alto, de cabelos claros e olhos azuis é de César Bórgia, filho do Papa Alexandre VI (também conhecido como Rodrigo Bórgia), um dos nobres mais sanguinários que já existiram na Itália. Ele também serviu de inspiração para a obra “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel.
    É irônico que o rosto de um carrasco tenha servido para retratar um ícone da paz mas é pra isso que servem os puxa-sacos e os hipócritas.

    • Igor

      15 de julho de 2020 em 9:18

      Quais as provas dessa afirmação?
      Qual a fonte?
      De preferência cite diretamente um historiador, e não um site protestante ou ateu, já que estes teriam obviamente um viés

  9. Renan Gómez

    17 de março de 2019 em 16:19

    Na vdd a hipocrisia está em adorar um rosto que nem é de Jesus, já que sabemos que Jesus não tinha boa aparência

    • João

      2 de agosto de 2020 em 12:21

      Sabemos? Quem sabemos? Você já viu o Santo Sudário de Turim? Quando a NASA fez a proteção em 3D do rosto a partir do negativo, é muito parecido com as pinturas.

  10. Marcelo Tobias

    8 de abril de 2019 em 0:04

    Há relayos na internet de que o rapaz de chapéu não seria Tommaso dei Cavalieri e sim Andrea Quaratesi.

  11. Benevides

    24 de janeiro de 2020 em 17:46

    Creio que quem foi o modelo pouco importa. O fato é que Michelangelo difundiu a ideia de um Jesus europeu; alto, branco, de olhos azuis e cabelos claros. O que não condiz em nada com o povo palestino.

    • João

      2 de agosto de 2020 em 12:22

      Jesus era judeu e eles são brancos e muitos deles são loiros.

  12. Paulo Henrique Silva Santos

    6 de julho de 2020 em 11:07

    Não há nada que comprove ser verdade. Logo, tbm não há nada que comprove ser mentira.

    • Gilmar Lopes

      6 de julho de 2020 em 11:19

      Então, cabe a quem faz a acusação também apresentar as provas!

    • Igor

      15 de julho de 2020 em 9:16

      Ônus da prova, algo não deve ser considerado verdadeiro até que se prove sua veracidade. Em resumo: Se algo não tem provas não deve ser considerado verdadeiro

    • João

      2 de agosto de 2020 em 12:27

      O cara faz uma “conclusão lógica” com uma só premissa que não dá essa tal conclusão… Kkk

      É que nem dizer: “nada prova que os índios respiram debaixo d’água, logo nada prova que os índios não respiram debaixo d’água”

  13. Anísio Quintiliano

    6 de julho de 2020 em 17:29

    Sobre essa pesquisa eu já vi vários comentários de estúdios e pesquisadores e ninguém tem prova de nada e Deus não faz acepção de pessoas,Esses relatos parece o de uma antiga mulher que também questionou jesus sobre o adorar e crer em Deus;livro de Jó:4.22,23e24 e é o único documento que um cristão que tem a Bíblia como guia de fé e não ser enganado e adorar a jesus de tabela e de maneira errada porque se fosse pra hoje nos o adorarmos olhando para uma foto ou desenho ele permitiria o inventor da máquina fotográfica ter nascido muito antes dele ou um desenhista ter feito sua pintura,mas como lá está escrito ele busca os verdadeiros adoradores que o. adorem em espírito e em verdade ( sem mentiras, sem falsidade ) .

  14. Lorenzo Alves

    16 de julho de 2020 em 9:04

    Nem havia ainda o desenho do coração de Jesus no século XV, essa devoção surgiu no século XVII.

    • João

      2 de agosto de 2020 em 12:33

      Nessa época nem havia tido ainda a aparição Sagrado Coração de Jesus, retratado na imagem.
      A UOL, como sempre, desinformando!
      Parece o “Fatos Desconhecidos”, que afirmou que a mulher iria para a fogueira na Idade Média se deixasse o leite azedar NA GELADEIRA.

  15. Ivar

    16 de julho de 2020 em 9:38

    A história mais plausível de aceitação é que o retrato de Jesus teria por inspiração o rosto de César Bórgia, príncipe, cardeal e nobre italiano da Renascença filho do Rodrigo Bórgia, eleito Papa Alexandre VI em 1492. O fato se dá devido entre a amizade de César com o artista Leonardo da Vinci provavelmente ajudou a disseminar o Jesus Borgia na Europa. Muitas imagens de Jesus pintadas por Leonardo aparentam ter um pé de inspiração na figura de César. Segue o link Aventuras na História publicado pelo UOL que fala um pouco sobre essa fato.
    https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/historia-a-imagem-moderna-de-jesus-cristo-foi-baseada-em-cesar-borgia.phtml

    • João

      2 de agosto de 2020 em 12:34

      Nessa época nem havia tido ainda a aparição Sagrado Coração de Jesus, retratado na imagem.
      A UOL, como sempre, desinformando!
      Parece o “Fatos Desconhecidos”, que afirmou que a mulher iria para a fogueira na Idade Média se deixasse o leite azedar NA GELADEIRA.

  16. Pingback: Is Jesus' picture a portrait of the painter Miguel Ângelo's lover? - Observer

  17. Jorge Alonso

    29 de julho de 2020 em 13:14

    A foto não é de Tommaso, mas de Andrea Quaratesi, modelo de Michelângelo.

  18. Cláudio Cesar de Lima

    10 de agosto de 2020 em 8:06

    Michelangelo, um grande artista inspirou-se apenas numa pretensa beleza a fim de divinizar Jesus. É totalmente falso que, em meio a um tipo de pessoas da época, haja um que destoe tanto dos outros e que não causaria espanto ou mesmo qualquer escrito. Jesus ainda é uma incógnita, indicando uma avaliação errônea (ou propositadamente difundida) apenas com o intuito religioso.
    Não há, portanto, a possibilidade de que ele seja a imagem que o retrata. Acreditar nessa inversão, espécie de fhotoshop é compartilhar uma mentira.
    Quanto a Michelangelo ser homossexual, isso era comum na época e muitos nobres mantinham seus “garotos” e até mesmo exibindo-os.

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