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Um membro do grupo Antifas que agrediu um homem na avenida Paulista esquartejou a mãe?

Crimes

Um membro do grupo Antifas que agrediu um homem na avenida Paulista esquartejou a mãe?

Um membro do grupo Antifas que agrediu um homem na avenida Paulista esquartejou a mãe?

É verdade que o manifestante que aparece em foto agredindo um homem de camisa amarela esquartejou a própria mãe?

Notícia publicada em diversos sites no começo de junho de 2020 afirma que V.H.S, preso pela Polícia Militar na Avenida Paulista após agredir um cidadão que estava vestindo uma camiseta amarela, possui ficha criminal desde 2013, por assalto a mão armada e pelo assassinato da própria mãe no ano seguinte!

A notícia, que mostra os números dos processos pelos quais o agressor V.H.S responde, afirma ainda que o sujeito – que pode ter envolvimento com o satanismo – esquartejou e tentou ocultar o cadáver da mãe, a Sra. Marleide Barbosa de Souza!

Será que isso é verdade ou mentira?

Membro da Antifas que agrediu um homem na avenida Paulista teria esquartejado a própria mãe! Será verdade? (foto: Reprodução/WhatsApp)

Verdade ou mentira?

Buscamos pelo processo número 1.0079.13.037.108-5/001 e encontramos uma sentença de maio de 2020 que condenou 06 anos e 08 meses de reclusão o réu cujas iniciais batem com o da reportagem. O assaltante, na época em que cometeu o crime juntamente com outros comparsas, era menor de idade.

Esquartejou a mãe      

Em novembro de 2014, um adolescente de 17 anos foi preso suspeito de matar a própria mãe, com a ajuda da namorada de 15 anos. Segundo a Polícia, foram encontrados em um terreno baldio vários sacos de lixo com pedaços do corpo da vítima e, após a descoberta, ele confessou o crime.

Em relação ao processo de número 0006210-23.2014.8.26.0052 (citado na notícia), o nome do indiciado é Jonathan Henrique Amaral Malavasi, mas o nome de um menor de idade que aparece no processo também tem as iniciais semelhantes às da reportagem.

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O curioso é que no processo de Minas Gerais, o primeiro nome do então menor era grafado com a letra “C” entre as sílabas. Já no processo mais recente, de 2014, o nome do rapaz não tem a letra “C”. Podemos elaborar duas hipóteses a partir daí:

  1. Os réus não são a mesma pessoa;
  2. Todos os escreventes erraram o nome do réu;

Mesmo que as iniciais dos nomes batam (o que não aconteceu, visto que o nome está levemente diferente nos processos), como saber se ele é o mesmo rapaz da foto? Nessa postagem de 2014, é mostrado levemente o rosto do suspeito de ter esquartejado a mãe, mas é difícil afirmar que se trata da mesma pessoa.

 

Também não encontramos em nenhuma reportagem (a não ser em sites que copiaram o mesmo texto) nenhuma menção à satanismo entre os agressores do homem de camisa amarela do Rio de Janeiro.

A agressão não ocorreu em SP

Diferente do que foi afirmado na reportagem, a foto mostrando um grupo agredindo um homem em uma calçada não foi registrada em São Paulo, mas no Rio de Janeiro. A fotógrafa Bruna Prado capturou a cena no dia 31 de maio de 2020, durante manifestações ocorridas na cidade fluminense.

Conclusão

A foto usada para ilustrar a acusação contra o agressor não foi tirada em São Paulo, mas no Rio de Janeiro e não há como ligar os agressores citados na matéria amplamente compartilhada com o réu dos processos citados! 

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