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A BBC censurou uma cientista por falar na possibilidade de sinais de uma civilização alienígena?

Conspirações

A BBC censurou uma cientista por falar na possibilidade de sinais de uma civilização alienígena?

A BBC censurou uma cientista por falar na possibilidade de sinais de uma civilização alienígena?

Será verdade, que a BBC teria cortado o áudio de uma astrofísica chamada Elizabeth Pearson durante uma entrevista, após ela falar que os misteriosos sinais de rádios recentemente detectados poderiam ser oriundos de uma civilização extraterrestre avançada?

Essa história foi veiculada hoje pelo site “OVNI Hoje“,  dia 15 de janeiro de 2019. No texto é mencionado, “que uma apresentadora da BBC interrompeu uma astrofísica, no momento em que ela afirmava, que as rajadas rápidas de rádio recentemente detectadas, podem ser sinais de uma civilização alienígena avançada. Segundo o site, o áudio foi misteriosamente cortado, e a imagem da astrofísica foi removida, para a surpresa dos espectadores. Além disso, o curioso incidente causou todos os tipos de reações nas redes sociais. Os teóricos da conspiração denuciaram publicamente, que a BBC faz parte dos meios de mídia manipulados para esconder a verdade, que neste caso não esperava, que a astrofísica comentaria livremente a teoria de que a rajadas rápidas de rádio seriam de origem alienígena.”

Entretanto, será que essa história é verdadeira? A BBC realmente censurou uma astrofísica por falar na possibilidade de sinais de rádio alienígenas? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Contextualizando o Caso: A Detecção de 13 FRBs Pelo Radiotelescópio CHIME, no Canadá

No dia 9 de janeiro de 2019, dois estudos foram publicados na conceituada revista Nature. Um estudo chamava-se “Observations of fast radio bursts at frequencies down to 400 megahertz” (“Observações de rajadas rápidas de rádio em frequências de até 400 megahertz”, em português) e o outro “A second source of repeating fast radio bursts” (“Uma segunda fonte de rajadas rápidas de rádio recorrentes”). Ambos retratavam uma descoberta fantástica por parte de astrofísicos canadenses: 13 FRBs (“fast radio bursts“, ou seja, rajadas rápidas de rádio), sendo que uma delas foi recorrente, repetindo-se por seis vezes. Isso é algo considerado incrível, porque a detecção de FRBs é relativamente rara. Os pesquisadores só conseguiram detectar cerca de 60 FRBs até hoje (esse número aumenta gradativamente de acordo com os nossos avanços tecnológicos, visto que os cientistas acreditam que até 10.000 FRBs ocorram diariamente), sendo que a repetição de uma FRB, de uma mesma fonte, só tinha sido descoberta uma única vez, em 2015, pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.

Os pesquisadores só conseguiram detectar cerca de 60 FRBs até hoje (esse número aumenta gradativamente de acordo com os nossos avanços tecnológicos, visto que os cientistas acreditam que até 10.000 FRBs ocorram diariamente), sendo que a repetição de uma FRB, de uma mesma fonte, só tinha sido descoberta uma única vez, em 2015, pelo radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico.

Obviamente, vocês devem estar se perguntando, mas o que é exatamente uma FRB? Bem, uma FRB é considerada como um fenômeno astrofísico de alta energia, que se manifesta na forma de um pulso de rádio de curta duração (milésimos de segundo), que por sua vez simplesmente viaja pelo espaço, geralmente por milhões ou bilhões de anos-luz. As FRBs podem, em questão de milissegundos, emitir a mesma quantidade de energia que o nosso Sol levaria pra emitir em 10.000 anos. Portanto, são pulsos muito intensos e muito rápidos. Aliás, no passado, já escrevi em um outro blog, sobre FRBs e sinais de rádios, que foram detectados ao longo do tempo. Vale a pena conferir, caso queiram saber maiores informações sobre FRBs (cliquem aqui e aqui).

Voltando ao recente caso, as 13 FRBs foram detectadas por um revolucionário radiotelescópio canadense inaugurado no final de 2017, o CHIME (acrônimo para “Canadian Hydrogen Intensity Mapping Experiment” ou “Experimento Canadense de Mapeamento de Intensidade de Hidrogênio”, em português). O CHIME está montado no Observatório Rádio-Astrofísico Dominion, na Colúmbia Britânica, no Canadá. Ele é o resultado da colaboração de cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica, da Universidade McGill, da Universidade de Toronto, do Instituto Perimeter de Física Teórica, e o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá. Cerca de 50 cientistas participam desse projeto.

O CHIME está montado no Observatório Rádio-Astrofísico Dominion, na Colúmbia Britânica, no Canadá. Ele é o resultado da colaboração de cientistas da Universidade da Colúmbia Britânica, da Universidade McGill, da Universidade de Toronto, do Instituto Perimeter de Física Teórica, e o Conselho Nacional de Pesquisa do Canadá

Desde o início esse radiotelescópio se mostrou muito promissor. Em agosto de 2018, o site Phys.org anunciou que, no fim do mês anterior, o CHIME havia descoberto sua primeira FRB, e na frequência de 400 MHz. A primeira detecção já tinha entrado para história por um motivo bem simples: foi a primeira vez que uma FRB foi detectada em uma frequência abaixo de 700 MHz. O CHIME opera entre 400 e 800 MHz, sendo que normalmente as FRBs são detectadas na frequência de 1.400 MHz. Isso quer dizer, basicamente, que podem haver FRBs em frequências ainda mais baixas do que conhecíamos anteriormente.

Conforme dissemos anteriormente, entre essas 13 FRBs, que foram descobertas em meados do ano passado (entre os meses de julho e agosto), uma delas, a FRB 180814.J0422+73, se repetiu por seis vezes, ou seja, os cientistas foram capazes de detectar seis rajadas rápidas de rádio de uma mesma posição no céu. Acredita-se que essas rajadas vieram de uma galáxia a 1,5 bilhão de anos-luz de distância da Terra, porém devido as diversas interferências que os pulsos de rádio sofrem ao longo do caminho, pode ser que tenham vindo de um ponto ainda mais distante. Os cientistas ainda precisam de tempo para tentar encontrar o local exato de onde esses pulsos repetidos vieram, e que demoraram 1,5 bilhão de anos, viajando a velocidade de luz (300.000 km/s), para chegar até o nosso planeta.

De qualquer forma, a equipe de cientistas do CHIME está muito animada com a confirmação dessas descobertas e acredita que, até o fim deste ano, podem detectar cerca de 1.000 FRBs! Quanto mais dados e informações os cientistas tiverem em mãos, mais facilmente será resolver o mistério por trás delas. Ah sim, quase ia me esquecendo de falar algo fundamental e a razão pela qual existe tanta especulação por parte de sites de cunho conspiratório: o mistério por trás das FRBs! Os cientistas não sabem exatamente o que gera essas rajadas rápidas de rádio. Ao longo do tempo, algumas hipóteses foram aventadas, tais como: explosão de supernovas; estrela de nêutrons com um campo magnético muito forte, que esteja girando muito rapidamente; duas estrelas de nêutrons se fundindo; eventos que ocorrem ao redor de buracos negros massivos etc… Apesar de tantas possibilidades plausíveis e naturais, algumas pessoas gostam da ideia, embora fantasiosa e extremamente improvável, de que as FRBs são sinais emitidos por civilizações extraterrestres avançadas.

De qualquer forma, a equipe de cientistas do CHIME está muito animada com a confirmação dessas descobertas e acredita que, até o fim deste ano, podem detectar cerca de 1.000 FRBs! Quanto mais dados e informações os cientistas tiverem em mãos, mais facilmente será resolver o mistério por trás delas

A maior parte das 13 FRBs detectadas pelo CHIME apresentaram um fenômeno chamado de “espalhamento”, que revela informações sobre o ambiente ao redor da fonte. A quantidade desse “espalhamento”, fez com que os pesquisadores pudessem concluir que as fontes das FRBs são poderosos objetos astrofísicos. Os pesquisadores disseram que poderiam ser remanescentes de supernovas ou algum fenômeno, que acontece nas proximidades de um buraco negro.

É importante que seja dito que, embora a hipótese das FRBs serem sinais emitidos por civilizações extraterrestres avançadas não seja descartada de imediato, a absoluta maioria dos astrofísicos a colocam no último lugar possível da longa lista de possibilidades muito mais plausíveis e naturais, ou seja, é extremamente improvável que seja algo assim. No caso da FRB 180814.J0422+73, por exemplo, se fosse um “sinal de uma civilização alienígena” seria possível que tal civilização já tenha sido extinta. Se tivéssemos tecnologia para mandar um pulso semelhante, extramemente energético, como resposta, muito dificilmente ainda estaríamos nesse planeta (se é que a Terra ainda existiria), quando o pulso chegasse ao seu destino.

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Os Problemas e as Péssimas Fontes Utilizadas para Compor o Artigo do Site “OVNI Hoje”

O artigo publicado pelo site “OVNI Hoje” tem uma série de problemas, sendo que três deles são gravíssimos:

  • A astrofísica Elizabeth Pearson não pertence ao Observatório Chimem e nem é professora da Universidade da Colúmbia Britânia. Elizabeth é editora de notícias da revista britânica “BBC Sky at Night Magazine“,  de periodicidade mensal, sobre astronomia, e dirigida a astrônomos amadores, que é publicada pela Immediate Media Company;
  • A tradução e a transcrição das falas de Elizabeth Pearson e da âncora Joanna Gosling (uma vez que se trata de um noticíario da BBC News) estão incorretas e incompletas;
  • Não houve repercussão alguma nas redes sociais (Twitter e Facebook) sobre esse assunto, e muito menos de forma ampla entre teóricos da conspiração (somente quatro sites, incluindo o “OVNI Hoje”, divulgaram isso).

Captura de tela de um trecho do artigo publicado no site “OVNI Hoje”

O vídeo e o áudio originais não foram publicados pelo “OVNI Hoje”, apenas um vídeo de um canal do YouTube chamado “news snakedos“, que mostra algumas imagens do ocorrido, porém sem o áudio original. Os vídeos desse canal são amplamente divulgados por um site chamado “UFO Spain“, que é justamente a fonte que o “OVNI Hoje” praticamente copiou para compor seu artigo. Por sua vez, o “UFO Spain” não menciona a fonte dessa informação, porém não é difícil encontrá-la. A informação partiu do famigerado tabloide britânico “Daily Express“, que publicou no dia 11 de janeiro de 2019, a seguinte notícia: “BBC News: Guest CUT OFF after revealing FREAK space radio signal could be ALIENS – VIDEO” (“BBC News: Convidada é interrompida após revelar que estranho sinal de rádio espacial poderia ser alienígena”).  Essa é uma fonte que jamais deveria ser utilizada por nenhum veículo, que realmente preze pela qualidade da informação fornecida.

Verdade ou Mentira? A Realidade Por Trás da Conspiração

Esse é basicamente o nível de tabloides sensacionalistas como o “Daily Express” e “Daily Star“, que quase sempre servem como “fonte” para sites e canais no YouTube, de cunho conspiratório, sensacionalista ou especulativo. Nesse caso, o tabloide simplesmente inventou uma narrativa para indicar, que a astrofísica Elizabeth Pearson tivesse sido interrompida. Confiram o áudio e o vídeo originais logo abaixo (em seguida irei traduzir o que foi falado pela Elizabeth Pearson e a âncora Joanna Gosling):

O vídeo, que na verdade é um trecho da participação da astrofísica na BBC News para falar sobre a recente descoberta canadense, começa com ela dizendo:

então, essas rajadas rápidas de rádio, particularmente essa que está se repetindo, é apenas a segunda recorrente que encontramos. Esperamos entender um pouco melhor o que essas coisas são. Atualmente, tudo o que sabemos é que seja algo, que pode produzir muita energia e, portanto, coisas como buracos negros se fundindo, ou estrelas de nêutrons se fundindo, que são uma espécie de estágio abaixo de buracos negros. Espero que, observando essas novas rajadas rápidas de rádio, possamos determinar se é ou não um desses casos. Uma das teorias mais remotas e excêntricas, é que pode ser uma civilização alienígena avançada, porém está mais pra uma questão de não podermos descartar do que acreditemos que seja alienígena.

Nesse ponto gostaria de fazer duas observações importantes em relação a fala, em inglês, da astrofísica Elizabeth Pearson. A primeira é que ela usa a expressão “One of the slightly more out there theories” para se referir a hipótese de uma civilização alienígena avançada. Esse “slight” significa “remoto”, “trivial”, de “pouca importância”. Já esse “more out there” significa “excêntrico”, “incomum”, “não convencional”, ou seja, a possibilidade é bem remota. A segunda observação é quando ela fala, em seguida: “it might be an advanced alien civilisation“. Apesar de haver diversas formas de falar ou escrever o verbo “poder” em inglês, esse “might” significa que, apesar de algo poder acontecer, é muito pouco provável que aconteça, ou seja, Elizabeth Pearson deixou claro que é muito pouco provável que a FRB seja oriunda de uma civilização alienígena avançada. Quando você não explica isso para as pessoas ou não traduz/adapta de uma forma mais adequada, acaba gerando outras interpretações bem diferentes da original.

Durante a chamada de vídeo, Elizabeth Pearson deixou claro que é muito pouco provável que as FRBs detectadas sejam oriundas de uma civilização alienígena avançada

Então, a âncora da BBC News, Joanna Gosling, responde sorrindo, e agradece a participação de Joanna sobre o assunto:

Bem, você sabe, obviamente, você disse que essa é uma das teorias mais excêntricas, que é justamente aquela que aguça os ouvidos de todo mundo, essa é a manchete, obrigada,

Joanna visivelmente se despede de Elizabeth, e se volta para a câmera. Porém, devido ao pequeno delay entre ambas (Elizabeth estava em uma chamada de vídeo pela internet, e Joanna no estúdio da BBC), Joanna não esperava a resposta de Elizabeth que, em seguida, responde apenas “Sim, ela é…“, quando a transmissão acaba caindo ou sendo finalizada pela equipe responsável da BBC News devido ao tempo, uma vez que se tratava do trecho final de sua participação.

No entanto, o “Sim, ela é…” de Elizabeth é sobre algo que ela concordou com Joanna, ou seja, que a teoria que mais desperta interesse nas pessoas, e o principal chamariz por parte da imprensa. Joanna não foi interrompida por dizer que o pulso de rádio pudesse ter vindo de uma civilização alienígena. Nem ela acreditava nisso, visto que falou em tom de brincadeira. O famigerado “Daily Express” simplesmente inventou uma narrativa, valendo-se talvez, do frenesi por parte de teóricos da conspiração, que sequer sabem falar o próprio idioma.

Conclusão

A alegação que a BBC teria cortado o áudio de Elizabeth Pearson ou que âncora Joanna Gosling tivesse a interrompido por falar sobre a possibilidade das FRBs recentemente descobertas serem oriundas de uma civilização alienígena avançada é falsa. Infelizmente, sites como o “OVNI Hoje” reproduzem inúmeros textos de outros sites de cunho conspiratório, de baixa credibilidade ou então sabidamente disseminadores de desinformação, sem que haja qualquer mínima análise crítica e prévia do material oferecido ao leitor.

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10 Comentários

10 Comments

  1. Alexandre Mendes

    15 de janeiro de 2019 em 13:45

    Deus do céu por que um texto tão extenso.

    • Marco Faustino

      15 de janeiro de 2019 em 16:25

      Olá Alexandre! Geralmente crio meus textos com o intuito de explicar o background (“pano de fundo”) do que foi divulgado, as razões que levam ao erro, e a explicação exata em relação ao realmente ocorreu. Não costumo deixar “pontas soltas”, e o texto acaba ficando um pouco longo na opinião de algumas pessoas. Não todas, é claro, visto que muitas pessoas agradecem pelo comprometimento que tenho nas explicações e com a verdade.

      Alternativamente, você pode ler apenas o título e ler a conclusão. Ao fazer isso, já será melhor do que muitas pessoas que consomem esse tipo de conteúdo. Porém, caso deseje realmente se informar, recomendo a leitura completa da publicação.

      Abraços!

      • Diego Vieira

        15 de janeiro de 2019 em 18:48

        Continue com textões por favor. Amo coisas desenhadas pra explicar.

      • Eduardo

        16 de janeiro de 2019 em 0:07

        Seus artigos costumam serem bem melhores que os do dono do site.

        • Marco Faustino

          16 de janeiro de 2019 em 10:53

          Olá Eduardo,

          Agradeço pelo carinho e por estar gostando do trabalho que venho fazendo no E-Farsas! O Gilmar é o criador e o principal responsável por pesquisar há 17 anos inúmeros boatos e notícias falsas, principalmente de cunho social, político e econômico no Brasil. Quando se mexe nesse vespeiro é natural que as pessoas, por viés de confirmação, acabem acreditando mais em “A” ou “B”, e isso acaba o deixando exposto a diversas críticas ao ponto de acreditarem, que haja uma tendência mais para um lado do que para o outro, sabe como é!

          Geralmente, as pessoas não têm tempo ou paciência de ler, e um caso desmentido por determinada razão pode não abranger todas as possibilidades. O Gilmar faz verdadeiros malabarismos para tentar adaptar uma leitura mais fácil com a verdade por trás de um boato, e isso é louvável da parte dele. No meu caso, meus textos costumam ser um pouco mais longos, porque adoto uma linha diferente, e geralmente abordo outros temas, o que me deixa menos exposto ao caos sociopolítico que estamos acostumados a viver. Enfim, ambos têm seus méritos e a comparação seria injusta.

          De qualquer forma, mais uma vez, agradeço por me acompanhar!

      • Walkiria Toledo Veiga Schwab

        16 de janeiro de 2019 em 8:58

        Pode continuar com explicações bem detalhadas. Os preguiçosos de leitura poderão ir direto para as conclusões

        • Marco Faustino

          16 de janeiro de 2019 em 11:07

          Agradeço pelas palavras Walkiria! Fico feliz que esteja gostando do meu trabalho por aqui! 🙂

    • Alan Souza

      16 de janeiro de 2019 em 11:18

      Se extenso, detalhado e bem-explicado assim já tem mané que duvida, imagina se resumirem…

  2. Alan Souza

    16 de janeiro de 2019 em 11:21

    Até parece que se a BBC censurasse de fato a cientista não teria inúmeros outros espaços pra divulgar a informação: palestras, simpósios, seminários, congressos científicos, publicações especializadas ou não, blog pessoal, YouTube, Instagram, Twitter, Facebook…

  3. José Marcos

    11 de fevereiro de 2019 em 13:44

    Muito bom o texto. Continue assim. As pessoas que reclamam que o texto está longo, devem ser as mesmas que só leem a chamada de posts ou jornais e depois, sem uma informação completa, ajudam a espalhar informações descontextualizadas e com isso dá margens a fake news. Parabéns pela matéria!

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