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As urnas eletrônicas brasileiras são 100% seguras?

Conspirações

As urnas eletrônicas brasileiras são 100% seguras?

As urnas eletrônicas brasileiras são 100% seguras?

É verdade que as urnas eletrônicas são totalmente à prova de fraude como o TSE vem afirmando? Será que é possível burlar as votações?

Desde a implantação do voto eletrônico no Brasil, em 1996, muito se questiona a respeito da segurança do sistema de votação brasileiro. O Tribunal Superior Eleitoral apresenta as urnas eletrônicas como sendo o que há de mais moderno em tecnologia no mundo, com um sistema de apuração de votos 100% confiável.

Mas será que as eleições por meio de urnas eletrônicas são à prova de fraudes?

Será isso é verdadeiro ou falso?

As urnas eletrônicas são mesmo 100% seguras? (foto: Divulgação/TSE)

As urnas eletrônicas são mesmo 100% seguras? (foto: Divulgação/TSE)

 

Verdadeiro ou falso?

É falso! O sistema eleitoral do Brasil não é 100% seguro porque não existe sistema 100% seguro! Mas isso não significa que o processo eleitoral brasileiro pode ser fraudado com facilidade.

Conforme explicado pela reportagem do Portal Terra, o cuidado com as urnas já começa um tempo antes das eleições, com a Cerimônia de Assinatura Digital e Lacração dos Sistemas, que acontecem no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Nessa ocasião, as urnas são lacradas pelo TSE, juntamente com a Ordem dos Advogados do Brasil, com o Ministério Público e conta com a presença dos partidos políticos e coligações que se mostram interessadas em acompanhar o ato.

Ou seja, durante a cerimônia – que no primeiro turno das eleições de 2014 foi encerrada no dia 04 de setembro – os programas são compilados e gravados nas urnas e todo o processo é companhado de perto por muita gente.

Pode haver alguma tentativa de fraude nesse momento? Sim! Mas a façanha teria que ser feita com o consentimento de muitos e em muitas urnas, ou não valeria a pena.

Segurança no dia da eleição

No dia da eleição, as urnas são ligadas pelos presidentes mesários, sempre na presença de um ou mais fiscais dos partidos políticos. Ao ser ligado, o equipamento imprime um relatório chamado Zerésima, mostrando que não há nenhum voto gravado na memória da máquina.

Pode haver alguma tentativa de fraude nesse momento? Sim! Alguem poderia trocar a urna por uma falsa! Mas isso teria que ser feito com a ajuda dos mesários, fiscais de partido e também da Polícia Militar – que cuida da segurança do pleito!

Não gosto muito de falar em primeira pessoa aqui no E-farsas, mas gostaria de passar para você, amigo leitor, que sou Analista de Sistemas e Especialista em Segurança da Informação (e também o criador do E-farsas e sou esse que vos escreve) e sempre fui mesário voluntário desde as primeiras eleições eletrônicas no país. Sempre tive a oportunidade de acompanhar de perto as eleições e nunca percebi nada de anormal que pudesse dar margem para fraudes.

Durante o dia das eleições, nenhum eleitor pode permanecer mais do que alguns minutos dentro da cabine de votação. O terminal que fica junto ao mesário avisa que o cidadão está demorando e os mesários tem que tentar ajuda-lo. Essa ajuda deve ser feira de longe, sem comprometer o sigilo do voto.

Ao final do dia, a urna deve ser encerrada. O presidente da mesa, juntamente com os demais mesários e fiscais de partido, imprimem um relatório em várias vias com o resultado dos votos daquela seção. São os Boletins de Urna.

Um desses boletins é afixado na porta da sala e as vias são entregues ao pessoal do TRE (e também para os fiscais de partido, que estão sempre de olho em tudo para evitar alguma maracutaia).

Quem quiser conferir o resultado de todos os boletins de urna dessas eleições, o TSE disponibiliza esses arquivos em sua página!

Além da impressão dos boletins de urna, o presidente da mesa também é responsável pela retirada do pendrive que estava lacrado dentro da urna eletrônica. O dispositivo onde estão gravado os votos daquela seção é guardado dentro de um envelope lacrado e assinado por todos os mesários e também pelos fiscais de partidos. Tudo é enviado para o TRE em automóveis escoltados pela Polícia.

Como todo o processo é feito às claras e na presença de muitas pessoas, seria muito difícil ocorrer algum tipo de fraude nesse momento.

Depois, os dados dos pendrives são enviados pela internet (através de conexões seguras) para os computadores do TSE, onde são descriptografados e apurados.

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 - t.me/efarsas

Esse é um dos momentos mais criticados de todo o Sistema Eleitoral Brasileiro. Alguns especialistas em segurança acreditam que durante o envio dessas informações podem ocorrer ataques, mas parece pouco provável que isso ocorra com sucesso.

Denúncias de fraudes

Existem inúmeras denúncias de fraude nas eleições eletrônicas assim como também havia muitas denúncias de fraudes no tempo da votação de papel. Na época da votação em cédulas de papel, um voto em branco podia virar um voto válido para algum candidato, bastando algum fiscal fazer um risco no papel (dando um voto para o seu partido, é claro).

Muito pior do que as supostas fraudes são as já comprovadas compras de votos, sejam por coação, sejam por oferecimento de “presentinhos” para quem votar em determinado candidato…

O Senado Federal admitiu que a urna eletrônica não é segura, mas que a cada nova eleição são acrescentados novos dispositivos e procedimentos para tornar cada vez mais rápidos e confiáveis os resultados das eleições.

Em 2012, um hacker supostamente teria conseguido invadir os computadores do TRE no Rio de Janeiro e diz ter conseguido alterar os dados da votação. Para isso, o rapaz (que não tem nome) teria afirmado possuir acesso privilegiado à rede usada pelo TSE. Conforme apurado pelo GizModo, não há nenhuma prova de que isso tenha ocorrido de fato e uma investigação feita pela Polícia Federal também não resultou em nenhuma prisão (ineficácia da polícia ou o  tal “hacker” estava apenas “contando vantagem”?).

Outra denúncia sobre possíveis vulnerabilidades no processo eleitoral brasileiro partiu do professor de Ciência da Computação da UNB, Diego Freitas Aranha, que fez doutorado em criptografia pela Universidade de Campinas (Unicamp). Em maio de 2012, Aranha e sua equipe de alunos participaram de um teste publico de segurança promovido pelo TSE e conseguiram quebrar a criptografia que protegia a ordem dos votos gravados na urna eletrônica.

De posse da ordem em que os votos foram gravados no banco de dados do equipamento, a equipe do professor Aranha conseguiu determinar quem votou em quem, quebrando assim o sigilo dos votos.

No entanto, na ocasião, o professor Diego Aranha explicou que a tarefa de violar completamente o sigilo do voto ainda estava incompleta, pois para se chegar aos nomes dos eleitores seria necessário acesso à lista externa de votação.

Atualização 24/09/2018

No dia 24 de setembro de 2018, recebemos via e-mail do professor Diego Aranha com um resumo do resultado dos testes feitos por ele e por sua equipe, em 2012. O professor nos lembra também que já havia nos alertado disso em 2014, mas que não havíamos corrigido essas informações na época.

Leia o conteúdo do e-mail enviado pelo professor Diego Aranha à nossa redação:

“Vamos supor que um fraudador está interessado em montar uma versão digital do voto de cabresto, a partir da coerção de n eleitores. 

1.1. Fraudador suborna mesário malicioso para marcar ordem de votação de uma seção eleitoral;
1.2. Alternativamente, fraudador transporta os n eleitores para que ocupem as primeiras n posições da fila de votação;
1.3. Ou ainda, fraudador determina que um dos eleitores coagidos vote em um número nulo específico (99) e os demais eleitores ocupem as (n-1) posições da fila.
2. O próximo passo é obter cópia do arquivo RDV de uma seção eleitoral específica, que armazena os votos fora de ordem. O arquivo pode ser requisitado por partidos políticos após a eleição, como o PSDB recebeu para a auditoria de 2014;
3. Com o conhecimento da hora da zerésima e um trecho de apenas 15 linhas de código do software de votação (também disponível para os partidos), é possível recuperar os votos em ordem e verificar se eleitores coagidos votaram como instruído.

Nos testes de 2012, memorizamos esse código para reproduzi-lo no ambiente de testes e conseguimos recuperar, em ordem, os votos de uma eleição de tamanho realista com até 475 eleitores.

Uma modalidade do ataque direcionada a uma autoridade pública utiliza informação pública. Sabemos o horário que o presidente do TSE vota em uma certa eleição (ver metadados em http://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/atoms/image/931674-dsc_7200.jpg). Como o LOG (também público) da urna armazena o instante de tempo em que cada eleitor votou, em ordem, é possível descobrir a posição na fila de votação do eleitor ilustre. Ao recuperar os votos em ordem, fica possível determinar com exatidão o voto do eleitor ilustre.

Felizmente, esse problema estava corrigido na base de código examinada em 2017. Os problemas observados em 2012 estão descritos em maior nível de detalhes no relatório de 2012. É importante observar que uma das vulnerabilidades detectadas em 2012 ainda estava presente no sistema em 2017, e foi fundamental para o ataque de adulteração de software apresentado naquela ocasião. Você pode encontrar os relatórios em https://urnaeletronica.info/links/”

fim da atualização de 24/09/2018

Então, para se conseguir quebrar essa criptografia (e quebrar o sigilo do voto), seria preciso:

  1. Ter acesso físico à urna;
  2. Ter acesso ao pendrive onde estão gravados os votos;
  3. Ter um bom tempo para se quebrar as chaves eletrônicas de segurança;
  4. Ordenar os votos e a determinar a ordem dos eleitores;
  5. Ter acesso à lista com todos os nomes dos eleitores que votaram naquela seção;
  6. Cruzar essas informações;

E tudo isso apenas para descobrir quem votou em quem

Note que a quebra do sigilo do voto, apesar de ser um crime eleitoral, é diferente de computar votos incorretamente! Mas, curiosamente, esse foi o último teste público que o TSE fez com especialistas em segurança!

Há alguns anos foi criado o site independente Fraude Urnas Eletrônicas que, como o próprio nome já diz, reúne denúncias ou suspeitas de fraudes nas eleições. O curioso é que a ultima atualização do site foi em setembro de 2014 e, após o primeiro turno, teve apenas mais duas supostas denúncias (que ainda não se comprovaram).

Como a urna poderia ser mais segura?

Especialistas em segurança lutam há anos para que o TSE implante um sistema que imprima o voto no momento em que o eleitor vota na tela da urna digital, dessa forma, os votos de papel poderiam ser usados para uma recontagem em caso de dúvidas.

O Designer Rodrigo Portillo sugeriu que não apenas o voto seja impresso, como também que toda a urna eletrônica passe por uma reformulação visual para ajudar o eleitor na hora da decisão. A imagem abaixo é apenas conceitual:

Para ajudar a diminuir erros na hora da votação, designer propõe reformulação de toda a urna eletrônica! (foto: Reprodução/Portillo Designer)

Para ajudar a diminuir erros na hora da votação, designer propõe reformulação de toda a urna eletrônica! (foto: Reprodução/Portillo Designer)

Voto Impresso? Não! 

No entanto, apesar do pedido de diversos grupos pela impressão do voto, o jornal Ultimo Segundo informa que no dia 6 de novembro de 2013, o Supremo Tribunal Federal enterrou qualquer possibilidade de o voto ser impresso a partir das eleições de 2014. Por unanimidade, os ministros votaram pela procedência da ação direta de inconstitucionalidade 4543, de autoria da Procuradoria-Geral da República. Segundo o jornal, os ministros alegaram que a impressão poderia colocar em risco o sigilo do voto.

Conclusão

A urna eletrônica não é 100% segura assim como também não era na época da cédula de papel, mas todo o processo que envolve o sistema eleitoral brasileiro é fiscalizado por muita gente e, até hoje, não houve nenhum caso confirmado de fraude nas urnas eletrônicas. Cabe a nós ajudar a fiscalizar todo o processo e denunciar toda e qualquer tentativa de atrapalhar o pleito!

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94 Comentários

94 Comments

  1. Rafael Nunes

    23 de outubro de 2014 em 10:21

    quando falou que os votos vão pela inernet… pronto. já dá pra fraudar tranquilamente

    • Eduardo Tadeu

      24 de outubro de 2014 em 9:19

      Pela internet, sim, mas conexões seguras.
      O acesso a internet é “fechado” no sábado.
      Ademais, há um ponto importante não abordado. Na preparação das urnas eletrônicas, cada uma delas ao ser preparada, recebe um número de correspondência com 24 dígitos, agrupados de 3 em 3 (8×3=24). Ao final da cerimônia (com presença obrigatória de juiz e promotor, e aberta a quem quiser presenciar, particularmente, partidos políticos), esses números são transmitidos ao(s) TRE(s). Tudo devidamente tornado público através de editais publicados.
      Aliás, todo o processo eleitoral é público e, em cada passo, é publicado edital.
      No dia da eleição, quando da transmissão, os dados enviados de uma urna (votos)só serão recebidos e computados nos computadores do TRE(s) se a correspondência for igual.
      Outro coisa, os programas são atualizados até horas antes da totalização. E só após o meio dia, através de senha, o juiz eleitoral (oficializa).
      Mais um detalhe, TAMBÉM os computadores dos cartórios eleitorais emitem a zerésima (listagem registando 0 (zero)voto enviado.
      Curioso é que nas cerimônias de preparação de urnas, raríssimas vezes comparecem representantes de partidos ou políticos. Eu, como servidor do TRE-PE, já tendo participado de muitas dessas cerimônias, nunca vi nenhum participar. Ou seja, os maiores interessados em fraudar, parecem confiar no sistema.
      Não sou especialista em computação, mas parece um bocado complicado fraudar o processo.

      • Wilson Baptista Junior

        24 de outubro de 2014 em 13:11

        Qual a auditoria que é feita sobre os programas que são compilados e selados nas urnas, ou, como se garante que estes programas marquem corretamente os votos (claro que são feitos procedimentos de testes, mas como se garante que os programas não tenham sido modificados entre os testes e o momento da carga e selagem das urnas)?
        Pode-se, sem alterar o número total de votos, alterar o programa para que distribua diferentemente os votos entre os candidatos (como alguém já disse aqui, por exemplo, para a cada dez votos em um candidato mudar um para o candidato oposto); se isso fosse feito, os boletins e a “zerésima” continuariam fechando, tudo pareceria correto,mas os votos registrados não corresponderiam aos votos efetivamente digitados.
        Trabalhei com informática a minha vida inteira, sei que seria uma fraude difícil de operacionalizar mas não impossível. Não estou absolutamente insinuando que esta fraude exista, mas sim perguntando como se faz a prevenção contra ela.

        • Marcos+A.

          25 de outubro de 2014 em 10:19

          Além de tudo o teste, provavelmente é por amostragem. Sinceramente, sem haver a cédula de papel junto, não tem como confiar no sistema.

          • Mauricio

            28 de outubro de 2014 em 20:23

            Em TI os testes não são por amostragem. O teste é feito em um único programa, que é posteriormente distribuído (após assinatura digital) em todas as urnas.

    • Robson

      19 de setembro de 2018 em 18:34

      E na totalização do painel no TSE então, muito pior. Só colocar o resultado que quiserem…

  2. John lennom

    23 de outubro de 2014 em 10:44

    Caro Gilmar,

    há a possibilidade de criação de uma programação que quando usada, faça que na tela apareça um candidato e o voto seja computado a outro? ou ate mesmo que,por ex.: a cada 100 votos em um candidato 1 seja computado a outro?

    • Gilmar Lopes

      23 de outubro de 2014 em 13:33

      Sim! Há essa possibilidade! Por isso é muito suspeito o vídeo que mostra um eleitor tentando votar no 45 e a urna parecia não deixar. No caso de uma fraude bem elaborada, o software faria esse “desvio de votos” internamente, sem que o eleitor perceba.
      Não existe sistema 100% seguro. Mas acredito que pelo tanto de fiscais que temos, é bem difícil que ocorra!

      • Henrique

        20 de setembro de 2018 em 18:21

        Mas se só convocarem ficais que forem favoráveis apenas a um partido?

        • Gilmar Lopes

          20 de setembro de 2018 em 21:27

          É difícil! O que mais tem é fiscal!

      • Adrian

        22 de setembro de 2018 em 10:05

        O problema eh que o programa pode agir como um cavalo de troia, que soh vai agir na hora da emissao do BU. E como os fiscais e demais autoridades que acompanharam a programacao final das urnas nao conhecem de informatica, nao vao saber disso. O problema todo estah em fiscalizar a contagem final e a geracao do Boletim de Urna, que serah usado pelo TRE na totalizacao dos votos das urnas

        • Gilmar Lopes

          22 de setembro de 2018 em 17:23

          Em que momento esse cavalo de troia seria instalado?

          • frans

            3 de outubro de 2018 em 23:07

            Gilmar Lopes
            Sou de TI a 30 anos. O Cavalo de troia só seria executado no dia da votação.
            É só colocar um “IF date” dentro do programa. Entendeu?

          • Gilmar Lopes

            4 de outubro de 2018 em 8:38

            Acontece que, como veremos no dia 7, só vão reclamar de fraude se um certo candidato não ganhar! Se ele ganhar, ninguém vai falar nada de fraude!

    • Marcos A.

      25 de outubro de 2014 em 10:21

      Ou seja, eu poderia estar convicto e votando em candidato A, e acabaria votando sem saber em candidato B.

  3. kamila

    23 de outubro de 2014 em 12:14

    Ouvi boatos de que mesários chegaram na seção e a urna já estava montada… podendo assim haver fraude! Sei que não é tão fácil disso acontecer, mas bem possível né?

    • Gilmar Lopes

      23 de outubro de 2014 em 13:30

      No meu caso, nós mesmos tiramos a urna da caixa e montamos tudo!

    • Hugo

      23 de outubro de 2014 em 16:15

      As urnas já ficam montadas nas seções antes dos mesários chegarem. Elas são montadas no dia anterior pelo pessoal do TRE. No domingo, os supervisores (pessoal voluntário que fica de fora da seção, com camisas do TRE) de cada escola ligam as urnas e pede aos presidentes para emitirem a zeresima.

      • Maicon

        24 de outubro de 2014 em 12:49

        O procedimento depende do local.
        Trabalho nas eleições desde 2008 e sempre fui EU mesmo que tirei a urna da caixa e fiz toda a instalação a partir das 7:00 do dia da eleição.

  4. Ricardo

    23 de outubro de 2014 em 12:15

    Opa, vocês saberiam me responder:
    É possível fraudar no processo de fabricação da Urna Eletrônica? Sei lá, a empresa que ganhou a licitação (é por licitação, né?) pode fraudar uma Urna para que os votos das pessas nessa urna caiam sempre para o mesmo candidato? Isso é possível?
    Valeu!!!
    Ricardo

    • Marcos+A.

      25 de outubro de 2014 em 10:22

      A empresa Diebold, fabricante da urnas eletrônicas brasileiras, foi processada e condenada a pagar 50 milhões de dólares em multa por corrupção e banida dos EUA. Só por aí já dá para imaginar, não é?

    • Pedro Rocha

      7 de novembro de 2014 em 9:41

      Sim. A fraude poderia ser feita por hardware mas isso seria contraproducente por ser mais fácil de detecção em relação a uma fraude em um código-fonte.

      Como a urna atualmente utiliza Linux, poder-se-ia esconder um código malicioso no próprio sistema operacional que operasse em conjunto ou fraudasse o aplicativo de votação eletrônica instalado.

      Essa fraude também seria detectável, mas poderia levar anos para descobrir no meio de todo o código-fonte do sistema operacional; isso se todas as urnas fossem viciadas, porque se apenas um grupo de urnas espalhadas por todo o Brasil estivesse fraudada seria praticamente impossível descobrir, a não ser que se auditasse todos os códigos-fonte de todas as unidades!

      Por aí, vê-se que a credibilidade do processo eleitoral do Toffoli (advogado do PT)…

  5. Ricardo

    23 de outubro de 2014 em 12:21

    Opa, vocês saberiam me responder:
    É possível fraudar no processo de fabricação da Urna Eletrônica? Sei lá, a empresa que ganhou a licitação (é por licitação, né?) pode fraudar uma Urna para que os votos das pessoas nessa urna caiam sempre para o mesmo candidato? Isso é possível?
    Valeu!!!
    Ricardo

    • Gilmar Lopes

      23 de outubro de 2014 em 13:30

      Sim! Isso é até possível, mas para chegar a influenciar em uma votação presidencial por exemplo apenas algumas urnas não fariam diferença. Além disso, o software é padrão para todas as máquinas (só mudam os nomes dos candidatos em caso de eleições regionais).
      Como disse no artigo, há sempre a possibilidade de fraude em qualquer sistema, temos que ficar de olho.

      • Vlaj Lindemuth

        24 de outubro de 2014 em 13:55

        FRAUDE NO DESENVOLVIMENTO DO SISTEMA !!! (no código)

        Sou Analista Desenvolvedor de Sistemas e acredito que pode haver fraude no momento do desenvolvimento do software que realiza a votação. Funcionando da seguinte forma, o sistema já teria uma porcentagem de acordo com as pesquisas (que também acredito que são manipuladas). Então na hora que o eleitor aperta o botão CONFIRMA, independente de quem seja o candidato de sua escolha, o sistema faz o cálculo dos votos efetuados até o momento naquela urna e, de acordo com a porcentagem que se deseja chegar para cada candidato, desvia o voto para que o resultado final seja de acordo ou bem próximo com a pesquisa. Mas daí alguém pode falar, mas cada urna tem um resultado diferente, sim, isso pode ser bem calculado e programado de acordo com a região em que o candidato é mais forte ou mais fraco… É trabalhoso… mas não é impossível e caso a empresa desenvolvedora do sistema seja de má índole, fará isso facilmente por um bom dinheiro, o qual sabemos que não é problema para quem está no poder.

        • Pedro Rocha

          28 de outubro de 2014 em 14:31

          Também sou da área de TI e defendo a urna eletrônica, mas com ressalvas. Como sabemos, bandidos “pés-de-chinelo” não têm condições de fraudar ou mesmo desaparecer com urnas como era feito no passado, mas o problema está no processo como um todo coordenado pelo TSE que não responde a máxima de Juvenal: “Quis custodiet ipsos custodes?” – “quem vigia os vigilantes?

          O TSE é o responsável pela eleição e o auditor do mesmo processo, o que só por isso o torna impossível de receber uma Certificação ISO 9001:2008, por exemplo. A urna eletrônica é trabalhosa para ser fraudada unitariamente, mas os DBAs que estão trabalhando na consolidação das bases de dados poderiam vir a fraudar votos alterando-os via SQL! No caso de um TSE aparelhado no estilo bolivariano, a fraude poderia ser ocultada pois não há auditoria externa!

          A solução para isso seria uma redundância em papel, na qual um papel com voto fosse impresso, conferido pelo cidadão e inserido em uma urna, sendo que assim seria extremamente trabalhoso realizar uma fraude pois teria que ser coordenada do TSE até o juiz e promotor eleitorais.

          • MC

            1 de novembro de 2014 em 18:15

            Ainda é mais fácil e seguro comprar votos das pessoas do que tentar burlar a urna eletrônica. É muita teoria da conspiração, sem tem nenhuma prova comprovada, só teorias e teorias, mas ninguém consegue provar, se houvesse fraude já teria aparecido e provada, ou você acham que o PSDB e sua trupe são santos e imaculados?

          • Pedro Rocha

            7 de novembro de 2014 em 9:33

            Ilustrando o que escrevi acerca do que o mais importante não é a urna eletrônica, mas a central onde se consolidam os dados. Seguem denúncias de fraude no sistema de votação venezuelano: http://www.folhapolitica.org/2014/11/general-penaloza-denuncia-como-agencia.html

            “Quem vota e como vota não conta nada; quem conta os votos é que realmente importa.” (Stálin, genocida socialista)

          • maicon

            11 de novembro de 2014 em 8:19

            Apenas para completar a informação. Não seria inteligente alterar votos durante a apuração, pois isso criaria uma inconsistência entre os BUs impressos pelas urnas as 17:00 e os números de cada sessão constantes no TSE.

            A melhor forma de adulterar seria alterando o software da urna para “sequestrar” votos durante o processo de votação. Com isso ao imprimir o BU da urna a votação estaria adulterando inclusive a documentação que é utilizada para validação dos votos.

  6. Cátia Oliveira

    23 de outubro de 2014 em 12:38

    Auxiliar de limpeza da escola falando alto no telefone, dizia: “Fulana tu votou na errada só pode”. Como o papo estava muito animado, depois que ela desligou resolvi perguntar o que ouve com sua amiga. Então, a mesma me relata o problema. É que sua amiga votou no candidato X e na sessão dela não apareceu nenhum voto pro candidato X. Como será que isso pode ter ocorrido? Afirmei para ela que não tem como votar na urna errada. Ou seja …. FRAUDE.Com certeza sua amiga não vai denunciar e quantos casos neste país corrupto isso deve ter acontecido. Alguém daqui verificou quantos votos seus candidatos receberam na sua sessão de votação? Pra mim acreditar que não a manipulação em urna eletrônica é o mesmo que acreditar em contos de fadas.

    • Hugo

      23 de outubro de 2014 em 16:23

      Nesse caso, não teria nenhum pra esse candidato em nenhuma urna, pois o sistema é o mesmo e a base de dados só tem variação de localidade (cidade e estado). Acontece bastante de algumas pessoas, principalmente idosos e/ou analfabetos errarem na hora de digitar o voto. É recomendado que se leve a “colinha” para ajudar, mas a maioria não leva e depois coloca a culpa na urna.

  7. Giácomo Ferreira

    23 de outubro de 2014 em 13:16

    Engraçado que numa era onde “todo mundo” expõe abertamente seu voto em redes sociais, ainda usem de argumento que “que a impressão poderia colocar em risco o sigilo do voto”!
    Faça-me o favor!

  8. Maicon

    23 de outubro de 2014 em 16:22

    Olá Gilmar,
    Sobre a lista os itens que tu informou que seria necessário para quebrar a criptografia dos votos, segue meus comentários:

    1) Ter acesso físico à urna;
    Não é preciso ter acesso fisico a urna uma vez que, após a eleição, os dados de cada urna podem ser solicitados ao TSE pelos partidos, OAB e MP. Portanto são dados públicos.
    2) Ter acesso ao pendrive onde estão gravados os votos;
    Idem ao idem 1
    3) Ter um bom tempo para se quebrar as chaves eletrônicas de segurança;
    Não é preciso quebrar nada, vide item1.
    4) Ordenar os votos e a determinar a ordem dos eleitores;
    Na verdade só é necessário ter duas coisas (que são públicas, vide item 1):
    – a zerésima, para saber a semente de embaralhamento dos votos.
    – a tabela de votos, para desembaralhar.
    5) Ter acesso à lista com todos os nomes dos eleitores que votaram naquela seção;
    – Não adianta ter a lista de nomes pois em nenhum lugar fica salvo a ordem de votação dos eleitores. Mesmo ordenando os votos não é possível definir quem votou em quem.

    Conclusão: através de um partido, OAB ou MP é relativamente fácil restaurar a ordem de votação das urnas. Com isso é possível:
    – tornar público o voto de algum famoso, pois a mídia divulga seção e horário de votação de vários deles.
    – Voto de cabresto digital: indicando vários eleitores para votarem em sequência e solicitar ao primeiro que faça um voto especifico como marcação, como votar nulo no número 69 em todos os cargos, por exemplo. Assim será fácil saber que todos os seguintes devem ter votado conforme orientação prévia.

    Mais detalhes sobre as falhas em:
    http://bit.ly/AranhaFISL – Palestra do Professor Diego Aranha no FISL 15 em Porto Alegre explicando os testes de 2012
    http://bit.ly/UrnasUFBA – Apresentação da Advogada Maria Cortiz, integrante do CMInd, falando sobre os testes realizados em 2014 a pedido do PDT.

    Espero ter contribuído.

    • Gilmar Lopes

      23 de outubro de 2014 em 16:28

      Obrigado pela ajuda!
      Quanto ao fato de restaurar a ordem dos votos a partir dos dados publicados pelo TSE, acho meio difícil (note que como estou escrevendo aqui nos comentários como um leitor, posso entrar no ramo do “achômetro”). Mas essa ideia da marcação me parece ser razoável e plausível.
      Como eu disse no artigo, o Sistema Eleitoral não é 100% pois não existe sistema 100%. Vamos acompanhar e cobrar dos órgãos melhorias contínuas.
      Abração!

      • Maicon

        23 de outubro de 2014 em 16:41

        Gilmar,
        Peço que veja o vídeo do primeiro link que postei. o vídeo tem uma hora mas é bem esclarecedor a este respeito. Basta um partido solicitar ao TSE e ele poderá ter acesso aos seguintes itens:
        – Zerézima
        – BU
        – Tabela de votos
        – Logs da Urna (onde constam os horários de cada voto)

        Basta um partido mal intencionado para que o voto de cabresto digital se torne real sem dificuldade.

        • neia

          4 de outubro de 2016 em 23:19

          TSE? falsificaram minha assinatura ,foram no cartorio me desfiliaram , solicitei a filmagem e a resposta foi, o HD do TRE foi triturado

  9. Maicon

    23 de outubro de 2014 em 16:35

    Sobre a impressão do voto ser um risco para o sigilo do voto os argumentos do STF são totalmente sem sentido. Fica claro que os ministros foram orientados de forma errada e não entenderam como o procedimento funcionaria.

    Em 2002 o TSE testou urnas com voto impresso e recusou alegando alto custo. Nesta urna o voto era impresso dentro de uma caixa com um painel de acrílico, permitindo que o eleitor visualize o voto impresso sem ter contato físico com ele, sendo impossível que ele leve o voto consigo. O voto impresso deveria retornar em 2014, mas infelizmente a lei foi alterada…

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Urna_eletr%C3%B4nica_brasileira#Vota.C3.A7.C3.A3o_impressa

    Uma imagem da urna brasileira com a impressora pode ser vista aqui:
    http://www.conjur.com.br/2010-mar-06/clube-harmonia-sao-paulo-testa-eleicao-voto-impresso

    • Gilmar Lopes

      23 de outubro de 2014 em 16:39

      Concordo! Também acredito que o voto impresso reduziria em muito a desconfiança nas urnas eletrônicas.

    • Marcos A.

      25 de outubro de 2014 em 10:27

      A desculpa de alto custo da impressão de um pedacinho de papel não cola. Se tem algo em que não se economiza no Brasil é no processo eleitoral.

      • maicon

        11 de novembro de 2014 em 8:20

        o custo não é do pedacinho de papel e sim das milhares de impressoras. Mas esse nem é mais o problema uma vez que a impressora foi considerada (indevidamente) inconstitucional…

  10. Tom

    23 de outubro de 2014 em 16:53

    Boa tarde. Considero a discussão muito interessante e gostaria de ver respondido o seguinte ponto:

    Onde está a garantia certificada, de forma independente e transparente, por pessoas e instituições isentas, com evidências constatáveis por todos os interessados, especialmente os eleitores, de que os votos registrados na urna são os mesmos que foram alocados aos candidatos?

    Atente que não estou me referindo a testemunhos, muito menos a declarações de autoridades.

    Se existirem essas provas e me forem apresentadas, confiarei no sistema eleitoral brasileiro. Ante sua inexistência ou impossibilidade de evidenciação, sou forçado a denunciar o sistema como uma GIGANTESCA FRAUDE.

    • Maicon

      24 de outubro de 2014 em 12:01

      veja estes dois links, onde especialistas falam sobre as falhas e sobre como a urna funciona. Ainda não é uma garantia de 100% mas são o ponto de vista de especialistas.

      http://bit.ly/AranhaFISL – Palestra do Professor Diego Aranha no FISL 15 em Porto Alegre explicando os testes de 2012
      http://bit.ly/UrnasUFBA – Apresentação da Advogada Maria Cortiz, integrante do CMInd, falando sobre os testes realizados em 2014 a pedido do PDT.

  11. Cristian T Moecke

    23 de outubro de 2014 em 20:14

    Olá Gilmar. Antes de começar, gostaria de frisar três pontos: primeiro, como você, sou formado e especialista em segurança (com mestrado em aplicações de criptografia), o que provavelmente nos equipara na falácia da autoridade, então deixemos isso de lado :). Segundo, todos meus argumentos abaixo são contrapontos aos seus argumentos de que é muito difícil fraudar a urna; e não devem de forma alguma ser entendidos como argumentos de que exista fraude e nem mesmo de que é fácil fazê-lo, apenas estou especificamente refutando alguns argumentos no sentido contrário. E terceiro, todos meus argumentos são direcionados aos argumentos do seu texto, não a você.

    Par introduzir a argumentação, gostaria de dizer que não temos só uma urna eletrônica, mas sim um processo de votação eletrônico, bastante complexo. Você não deixa isso explicito nestas palavras, mas corretamente vê e apresenta o sistema como tal ao longo do texto. Não é só uma questão se a urna é confiável, é uma questão se o processo como um todo é confiável. É possível ter um processo 99% confiável mesmo com um componente (urna) pouco confiável? Acredito que sim, basta que o processo como um todo mitigue efetivamente as fraquezas da urna (e outros elos fracos). E mostrarei que os argumentos do texto publicado tem vícios que portanto não possibilitam concluir que o processo como um todo é seguro.

    Então vamos por partes, comentando cada um dos argumentos que pude identificar:

    1) A cerimônia é acompanhada por OAB, MP e alguns poucos partidos interessados, mas é apenas uma cerimônia. A lacração nada mais é que uma assinatura às cegas de um código que ninguém realmente auditou (até porque é quase impraticável auditar uma base de código deste tamanho que pode ter mudado até pouco antes da lacração). Uma cerimônia deste tipo não impede qualquer fraude, apenas “garante” que uma vulnerabilidade presente ali estará na urna com a chancela dos envolvidos na cerimônia (as aspas é considerando que a lacração esteja bem implementada, o que também não sabemos). Se desta eventual vulnerabilidade, proposital ou não, existir possibilidade de fraude, nada é evitado com a cerimônia.
    Poderia dizer que a cerimônia permite que:
    a) uma vez “lacrado” o código, uma vulnerabilidade encontrada depois pode ser apontada como presente já no código fonte que foi utilizado e portanto pode se buscar um responsável e tomar providências caso ela tenha permitido fraudes. O problema é SE alguém realmente procura algo depois da eleição, e o que acontece SE alguém encontra algo (se joga pra baixo do tapete ou se anula a eleição?). Além disso, uma fraude bem construída pode se tornar praticamente invisível num código desse tamanho, tornando-se praticamente indetectável por muito tempo (temos aí na nossa área inúmeros exemplos de softwares críticos abertos e vistos por milhões de pessoas, como openssl, onde só depois de muito tempo se acha uma vulnerabilidade gravíssima que ninguém viu antes. Imagina num sistema que pouca gente realmente vê o código). E por fim, as vulnerabilidades encontradas pelo Prof. Aranha são de tão básicas que sugerem fortemente que realmente ninguém realmente audita o código.
    b) que teoricamente não se pode inserir vulnerabilidades no sistema depois da lacração (supondo que seja bem implementada). Entretanto, não vejo grande problema pra um fraudador com a questão do tempo, se ele conseguir influenciar no código ele pode fazer isso antes.
    c) existem efetivamente alguns ataques pré-eleição que são evitados, como carga de sistemas não assinados e lacrados. Isso, de novo, considerando que seja corretamente implementado sem falhas, e considerando a falha descoberta pelo Prof. Diego Aranha, difícil confiar nisso. Mas para isso a lacração ser feita em cerimônia com todas essas testemunhas ou sem não faz a mínima diferença.
    Portanto, penso que pouco pode ser afirmado sobre a segurança da urna a partir da cerimônia de lacração.

    2) Qualquer prova produzida pelo equipamento que não seja verificável de maneira independente do equipamento sob suspeita, não pode ser considerado como prova da segurança do equipamento. A zerésima é uma prova sobre segurança do processo pré-eleição, mas tem como premissa a confiança que a urna emite uma zerésima correta. De forma alguma é um argumento que prove algo sobre a segurança da própria urna, o que seria um raciocínio circular: confia-se na urna pois ela emite uma prova de que se pode confiar nela.
    Portanto, realmente, isso verifica uma parte importante do processo: de que a urna não foi utilizada antes, desde que se confie na urna. Mas não verifica nada da segurança do equipamento em si.

    3) Você ser, como eu, especialista, e nunca ter visto nada irregular nas urnas que acompanhou, não pode ser usado como prova de segurança da urna e nem do processo. Fazê-lo seria uma mistura de falácia de autoridade (“sou especialista”) e generalização precipitada (existe A que não B, portanto não B, ou ainda pior na verdade, existe A que “aparentemente” não B, então não B).

    4) Não penso que se sugere que fraudes possam ocorrer na cabine de votação, então as questões de tempo de permanência na urna não me parecem ser relevantes de alguma forma.

    5) Sobre os BUs, tem sua importância. Recomendo referenciar o projeto Você Fiscal do prof. Diego Aranha que busca fazer uma auditoria social colaborativa neste produto das urnas. Note entretanto que isso apenas serve, novamente, como uma prova para uma parte do processo de votação, que é o transporte e totalização dos dados. Isso considerando que de fato sejam auditados, o que agora começa a ser feito pelo projeto você fiscal em uma escala muito pequena que pouco poderá dizer sobre o sistema como um todo. E não pode ser usado como prova de confiabilidade do equipamento, seria novamente um raciocínio circular.
    Resumindo: Novamente, é um argumento que nada diz sobre a urna em si, apesar de ser muito importante por ser um dos poucos pontos auditáveis do processo de maneira independente pela sociedade!

    6) Todos argumentos seguintes são novamente sobre o processo, e se referem a outras partes do sistema que são bastante nebulosas. Conexão segura pela internet? Como são totalizados? Como é garantida a cifragem correta e integridade? Todos pontos que não temos acesso e são cruciais pra se avaliar a segurança dessa etapa. Dizer que se usa criptografia não me diz nada, principalmente quando já se sabe o cuidado que se tinha com o mais básico da criptografia, que é inicialização do gerador de números aleatórios. Mas novamente, pretendo me manter na questão do equipamento urna, e nada aqui diz respeito ao equipamento. Qualquer coisa feita extra urna é importante mas em nada ajuda se a urna não computar meu voto corretamente.

    7) A existência de fraudes possíveis em papel e questões como compra de votos não tem nada a ver com a segurança do voto eletrônico, então não vejo relevancia em debater isso.

    8) Ausência de provas de fraude não implica que não existem fraudes, acredito que não há dúvida sobre isso. Mas cabe destacar que justamente o problema das urnas é que ela não gera muita prova, nem de que houve nem de que não houve fraude.

    9) A interpretação do trabalho do Prof. Aranha está equivocada. De fato, ele conseguiu quebrar a ordem dos votos do RDV e de fato é necessário saber a ordem dos votantes, como foi referenciado. Entretanto a conclusão que segue está incorreta. Não são necessários os ítens 1, 2, 3 e 5, enquanto 4 e 6 são justamente os passos do ataque que são executáveis por qualquer pessoa, não requisitos para o ataque. Não é preciso de forma alguma acesso físico a urna e pendrive, pois todos artefatos envolvidos no projeto são públicos e publicados pelo TSE, especificamente, o RDV e a zerésima. O tempo necessário não é tão grande, tanto que foi explorado nos testes do TSE que tem janelas de exploração extremamente curtos. A falha é no seed do gerador de números aleatórios, que usa um valor conhecido, no caso, o horário de emissão da zerésima. Desta forma, quebrar o embaralhamento torna-se trivial. Resta portanto a real dificuldade de saber a ordem de votação daquele que se deseja violar o sigilo, mas isso pode ser obtido observando-se a cabine de votação desde o início até o momento que o alvo vota, ou através de notícias no caso de pessoas famosas (“O Fulano famoso votou as 13:55”, de onde pode ser extraída a ordem com pouca dificuldade dos registros da urna). Em seguida, um ato falho da sua colocação: você diz “*apenas* para descobrir quem votou em quem”, quando pouco antes disse que o mais grave numa eleição seria compra de votos por coação ou presentes, que é justamente o que é viabilizado quando se sabe quem votou em quem.

    10) Realmente foi o último teste público, mas partidos (PDT em especial é um que faz mais acompanhamento) fizeram novos testes e pelo que foi encontrada a MESMA falha que comprometia o RDV em outras partes do código (veja http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/analise-encontra-novas-falhas-de-seguranca-na-urna-eletronica.html). Ou seja, depois desse tempo todo, corrigiram a falha encontrada pelo Dr. Diego mas deixaram a mesma falha em outras partes.

    11) Você não defendeu o argumento de que o voto impresso viola o sigilo, mas citou ele sem questioná-lo, então irei refutá-lo também: é uma falácia do espantalho, está se refutando o voto impresso “batendo” numa caricatura dele. Ninguém defende que o voto impresso possa sair da cabine de votação. Deve ser depositado em urna para ser possível realizar uma auditoria física por amostragem paralela ou após a totalização eletrônica. Não deve de forma alguma identificar o eleitor. Não há nada de violação de sigilo nisso.

    12) De maneira geral, note que as provas de segurança do processo que surgiram ao longo do debate são muitas vezes dependentes de artefatos gerados pela urna. Então, para considerá-los válidos, precisa-se partir da premissa que a urna eletrônica é confiável. Não se pode dizer que o sistema é confiável se para confiar nele se depende de algo não confiável (a urna), e muito menos por raciocínio circular concluir que o todo é confiável. Daí a importância que dou a termos mais confiabilidade na própria urna (equipamento) ou nos livrarmos de vez de depender de confiar nela através de um processo auditável e controlável, que seria o voto impresso.

    13) Com tudo isto, não estou defendendo que as urnas são vulneráveis, muito menos que podem ser fraudadas e muito menos ainda que já foram fraudadas. Mas certamente não posso, ainda mais como especialista da área, me esquivar de refutar argumentos falhos na defesa dela. Eu gostaria que a urna pudesse ser entendida como segura por QUALQUER pessoa, mas enquanto isso não for possível, que pelo menos possa ser percebida como segura por especialistas. E se avaliarmos criteriosamente o que temos de evidências e colocar todas as evidências a prova, resta realmente pouca garantia de segurança e sobram pelo menos alguns indícios sérios de perigo.

    Finalizo pedindo desculpas por qualquer tom que possa ter soado mais agressivo em algum item da minha postagem, qualquer sinal de agressividade (exemplo chamar algo de falácia) é um ataque ao argumento, não a sua pessoa e ao seu site que admiro muito, peço que se possível entenda assim. E estou aberto a revisar meus argumentos diante de novos contra-argumentos.

    • Gilmar Lopes

      24 de outubro de 2014 em 9:39

      Muito bom! Obrigado pela ajuda. A ideia do artigo era essa: Criar uma discussão a respeito da lisura do processo eleitoral. Acho que, dessa forma, podemos ajudar às pessoas a ficarem de olho no assunto.

      • Maicon

        24 de outubro de 2014 em 12:05

        Pena que poucos leem todos os comentários…

        • Pedro Rocha

          3 de novembro de 2014 em 12:18

          Vai um comentário curto do ídolo da Dilma:

          “Quem vota e como vota não conta nada; quem conta os votos é que realmente importa.” (Stálin)

      • Cristian+T+Moecke

        25 de outubro de 2014 em 9:10

        🙂 Certamente é interessante, mas como disse o Maicon abaixo, poucos leem os comentários. Fica a sugestão que do debate resulte uma revisão ou nova postagem.

      • Cristian+T+Moecke

        25 de outubro de 2014 em 18:59

        Aproveitando, segue mais um artigo relevante sobre o tema, com informações bem claras sobre alguns dos problemas das urnas:
        http://www.brasilpost.com.br/helder-ribeiro/quem-vai-desempatar-entre-aecio-e-dilma_b_6037694.html

  12. PCX

    23 de outubro de 2014 em 22:39

    Olha galera gosto do e-farsa e fico feliz por saber que o dono é Analista de Sistemas e Especialista em Segurança da Informação, mais eu ví muita falha ai tambem, e eu prefiro deixar que o governo e os “Analista de Sistemas” pensem que estão sabendo de tudo kkk, pois quando notícia dessa aparece pode ser uma verde para colher o que as pessoas sabem sobre Segurança da Informação. deixa eu aqui com minhas programações e meu KALI.

  13. Paulo_PoA

    23 de outubro de 2014 em 22:44

    Putza! Bem fraquinha essa!

    Software não é tangível pelos nossos sentidos logo, o cara simplesmente “acredita” no que aconteceu.
    Certo?
    Huuuuum, quero ver quem me prova que quando eu digito lá (aperto a tecla) 6 É GRAVADO UM 6 e não, digamos um 2. O efeito de “apertar” a tecla está associada a um trecho de código que jamais vai poder ser recuperado (a ação ficou no passado sem registro).
    Aliás, parece evidente que o “recurso” comentado de “distribuir um percentual dos votos para outro número” já está sendo usado. Deem uma olhada na curva dos votos brancos e nulos. Não crescem mas a insatisfação com a classe política é imensa!
    Para ser seguro, o voto TEM que ser impresso e automaticamente lançado (depois de visualizado pelo eleitor) em uma urna lacrada para possibilitar recontagem da urna (auditoria).

    Tem mais sobre esse engodo da urna eletrônica aqui http://www.brunazo.eng.br/voto-e e vale muito uma lida.

    Pra quem tá com esse papinho de “culpa do PT” dá uma verificada em que ano começamos a usar essa Urna Eletrônica e quem era governo na época.

    Gilmar, fazes um baita trabalho com o e-farsas mas, o que tens de idade tenho de profissão (por coincidência analista de sistemas). ~25 anos.
    Já vi cada uma, velho.

    Abr.,
    Paulo

    • Maicon

      24 de outubro de 2014 em 12:47

      Concordo com sua opinião de que não temos como saber se os votos estão sendo gravados corretamente, mas ao dizer que os votos nulos e brancos não aumentaram demonstra que tu não tens olhado o histórico eleitoral pois ele aumentaram sim!!

      Sobre os votos brancos e nulos estarem iguais:
      2008 – 10,5%
      2010 – 9,5%
      2012 – 12,5%
      2014 – 9,64

      Não da pra dizer que não cresce(percentuais do primeiro turno de cada ano), e a insatisfação pode justamente diminuir os brancos e nulos pois torna o eleitor mais consciente.

      • Paulo_PoA

        24 de outubro de 2014 em 15:58

        Certo, Maicon.

        Mas veja que o índice oscila entre 9 – 12%.
        Se pegares um histórico maior, verás que é semelhante.

        O que quero justificar é que, a desilusão com a classe política é muito maior que esse índice (curva) mas na hora da eleição ela, estranhamente, não aparece.
        O que houve? O eleitor na hora se “arrepende” e acaba votando em qualquer um ou …. “vamos trabalhar os votos indignados para não impactar na curva”?
        Acho que já dá pra pensar, não?

        Abr.,
        Paulo

  14. Bernardo Borges Silva

    23 de outubro de 2014 em 23:38

    A auditoria do software da urna é feita pela votação paralela. uma urna da capital e outra do interior são sorteada e utilizada em uma audiência publica com votação paralelamente a eleição normal, todo o processo é gravado e no final do dia feita a comparação dos votos da urnas com o votos anotados.
    o vídeo pode ser conferido em http://www.tre-df.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/votacao-paralela

    • Cristian+T+Moecke

      25 de outubro de 2014 em 11:29

      O problema da votação paralela é que ela tem uma dinâmica diferente da votação normal (tempo entre votos, etc.) que torna tecnicamente detectável para o sistema se ele está sendo testado ou não.

      Não estou dizendo que é feito, apenas que é viável.

  15. Antonio+Carlos

    24 de outubro de 2014 em 7:02

    Qualquer partido político no poder, pode tudo.
    A diferença entre outros países e o Brasil é que a maioria corrupta e bandida se instalam aqui na política.

  16. Fernando Hermany

    24 de outubro de 2014 em 8:10

    Assim como as máquinas dos Cassinos; as tais caça níqueis, são programadas; ou seja: são fraudadas, quem garante que lá em setembro qdo da regulagem das urnas, não seje colocado um dispositivo para que aleatóriamente a cada (x)votos não vá 1, 2, 3 ou mais voto para determinado candidato? Vão dizer que não é possível, pois, aparece a foto do candidato. Mas, assim como no exemplo acima, pode o sistema implantado neste momento, vc aperta no nº do candidato “A” e a foto é do candidato “A”, só que os votos vão para o candidato “B” e assim ninguém descobre a fraude.

  17. André

    24 de outubro de 2014 em 9:04

    Eu sou Formado em ADS,e afirmo que é possível criar um vírus que altere a contagem e que se auto destrua em uma determinada hora

    • Gilmar Lopes

      24 de outubro de 2014 em 9:24

      Tudo bem, pode até ser possível, mas como instalar isso na urna?

      • Maicon

        24 de outubro de 2014 em 12:52

        Para instalar um aplicativo na urna basta usar o aplicativo Inserator, presente na urna desde 2002. Para ter acesso à urna basta vencer o edital de concorrência para ser o responsável pela instalação das urnas. Cada estado fica responsável por organizar seu edital e portanto temos 27, possíveis, diferentes empresas fazendo este trabalho.

        fonte: http://bit.ly/UrnasUFBA – Apresentação da Advogada Maria Cortiz, integrante do CMInd, falando sobre os testes realizados em 2014 a pedido do PDT.

  18. Nerildo

    24 de outubro de 2014 em 10:31

    Na propaganda no TSE eles falam da segurança no processo eleitoral, mas nós não estamos falando do processo, e sim, como alguns comentaram, o antes disso, eu posso programar uma condicional no sistema que eles utilizam, que no caso de se digitar 13, automaticamente o programa inverte para 45, ou se digitar 45 inverte para 13, vemos isso no excel, onde colocamos condicionais, que fazem aquilo que desejamos, por isso, considero a urna eletrônica totalmente insegura, visto que só através de uma auditoria no sistema eletrônico da urna e não no processo de votação poderia identificar.

    • Maicon

      24 de outubro de 2014 em 12:53

      Dizer que ela é totalmente insegura é exagero. Dizer que ela possui problemas graves seria uma afirmação mais coerente.

  19. Daniel

    24 de outubro de 2014 em 16:07

    Caro Gilmar, você afirma que é bem difícil de fraudar. Uma coisa que aprendi é que tudo o que se informatiza se torna pelo menos 50% mais vulnerável, já que deixa de ser palpável como algo físico.

    Você já viu aquele golpe da frente falsa de caixa eletrônico (http://youyu.be/eASP7XeYieo)? Acredito que com a urna eletrônica seja bem fácil de ocorrer também. Basta deixar a casca por fora e por dentro manipular os circuitos manipulando votos.

    Você disse que tem muitos fiscais, muita gente. Com os esquemas de corrupção gigantescos que já tiveram, manipular diversas pessoas numa mesma linha, inclusive requisitanto que pessoas específicas atuem em determinados locais, tudo fica, em verdade, muiiiiiito fácil de se fazer…

    A maioria dos esquemas só são pegos quando alguém dedura. Quem faz um negócio desses não joga pra perder e raramente será pego. A falha será detectada, não por quem fiscaliza, mas será delatada por quem é do esquema..

    Falando em auditoria, já assistiu este vídeo (http://youyu.be/DQONk4disU)?

    Não é porque não se pegou o bandido, que ele não roubou…

  20. Devanir Nunes

    24 de outubro de 2014 em 19:59

    Bando de paranoicos. É claro que uma urna pode ser fraudada. Até duas. Ou três. Mas sabem quantas são? São 530.000. Trabalhei 45 anos em informática (desde os tempos do cartão perfurado), sendo 10 em segurança da informação. Na ocasião bolei uma frase: A porta que um homem fecha, outro pode abrir. Será apenas questão de esforço: tempo, cérebro, ferramentas e dinheiro. Ou, como dizem mais recentemente, força bruta. Só que força bruta não sai barato nem rápido. Parem de delirar. Valeu, Gilmar.

    • Marcos+A.

      25 de outubro de 2014 em 10:36

      Sim, mas é uma única empresa que fabrica as 530 mil urnas. E essa empresa, a Diebold, já foi inclusive condenada por corrupção em 50 milhões de dólares e banida dos EUA.

      • dudu

        27 de outubro de 2014 em 7:15

        Mandou bem velho! A empresa foi realmente “BANIDA” dos EUA e veio fazer negócio na Banânia, a terra dos macacos imbecilizados….

        • maicon

          11 de novembro de 2014 em 8:26

          A empresa não foi banida dos EUA coisa nenhuma. Continua sendo uma das maiores fornecedoras de ATMs do mundo.

          Ela foi condenada por corrupção para vencer editais e não por fraude em equipamentos.

          As urnas foram fabricadas por eles mas desde 2002 o desenvolvimento dos sistemas que rodam nas urnas é 100% provido pelo TSE! A Diebold só entrega o hardware para o governo brasileiro.

  21. Reinaldo

    25 de outubro de 2014 em 9:55

    Pergunto:
    Por que os Países do 1º mundo não informatizam a eleição em seus Países?
    Por que o País criador da Informática não à utiliza para eleição?
    Nós Tupiniquins somos mais malandros que eles?

    • maicon

      11 de novembro de 2014 em 8:30

      Como assim não usam? Os EUA é o país mais avançado em termos de eleições eletrônicas!!! mas como o processo eleitoral de lá fica a cargo de cada estado, eles também utilizam alguns dos processos mais questionáveis, como o famigerado cartão perfurado!

      Alguns estados dos EUA já estão utilizando urnas de terceira geração (a nossa é de primeira geração) com votos que possuem código de verificação que o eleitor pode levar para casa e verificar a integridade de seu voto no sistema sem comprometer o sigilo de seu voto. Procure sobre Scantegrity para maiores detalhes.

    • Renato

      22 de março de 2015 em 23:15

      É pq a eleição nos EUA não é nem um pouco parecida c/ a do Brasil. Veja um exemplo de cédula eleitoral da Carolina do Norte e tente imaginar como montar uma urna p/ substituir ela.

      http://s2.glbimg.com/a8N2l7Bo57U2eUGudQay-Y20UciYH-8V9y6Joha5IoJIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/jo/g1/f/original/2012/11/06/cedula.jpg

      Sem falar que o processo não dura um dia, mas dura ATÉ determinado dia. É difícil avaliar sem conhecer o processo

  22. Renato P. Lima

    25 de outubro de 2014 em 9:58

    Nos Estados Unidos o cidadão vota num papel impresso/cédula e, depois, passa esse papel/cédula num “scanner”. O voto é computado eletrônicamente e o voto impresso (papel/cédula) fica guardado dentro da própria máquina de votação/”scanner”. Em caso de dúvida, os votos impressos estão lá para conferir.

    O TSE poderia adotar esse mesmo sistema de cédula/scanner, em vez da máquina eletrônica, para eliminar todas essas dúvidas e evitar quaisquer outras possibilidades de fraudes.

    Parabéns pela reportagem.

    Abraços

    • maicon

      11 de novembro de 2014 em 8:32

      Esse é o sistema Argentino. Nos EUA cada estado utiliza o seu metodo e talvez alguns deles utilizem este também, mas não todo o país, pois alguns ainda utilizam cedulas de papel e até cartões perfurados no processo.

  23. Marcos A.

    25 de outubro de 2014 em 10:08

    O que deixa mais suspeito é o motivo da pressa de se saber quem é o novo eleito. Ainda mais em um país como o Brasil que a lerdeza em tudo prevalece.

  24. Marcos+A.

    25 de outubro de 2014 em 10:17

    Mais de 50 países já testaram e não aprovaram a urna eletrônica brasileira, justamente por serem mais suscetíveis a fraude. Não suficiente, a Empresa Diebold, fabricante da urnas eletrônicas brasileiras, foi processada e condenada a pagar 50 milhões de dólares em multa por corrupção, além de ser banida dos EUA.

    • Lóide

      28 de outubro de 2014 em 17:14

      Gostaria de saber o que os canadenses, quando estiveram no Brasil antes do primeiro turno das eleições, acharam do sistema.

  25. André

    25 de outubro de 2014 em 16:01

    Gilmar,

    se é possível determinar a ordem dos votos, há a possibilidade de o “segredo eleitoral” ser uma piada, pois uma vez no TSE, a tarefa seria bem mais simples! Isso abre leque para muita especulação.

  26. dudu

    27 de outubro de 2014 em 7:18

    O Marcos+A tem razão: a empresa foi condenada por corrupção nos EUA e banida e só paisécos de merd@ usam essas urnas: VENEZUELA, BOLÍVIA, NICARÁGUA, CUBA, COREIA DO NORTE e… Brasil. O engraçado é que em TODOS os partidos nazifacistas vencem as eleições sempre…

  27. Fernando

    5 de novembro de 2014 em 6:37

    Texto bastante tendencioso que, ao invés de utilizar fontes de especialistas críticos das urnas, usou fontes de notícias e do TSE.

    1-Urnas brasileiras são de primeira geração, do tipo DRE. Esse tipo de urna não permite que o eleitor possa CONFERIR para onde seu voto foi de verdade. Ou seja, é necessário que ele tenha FÉ de que o seu voto fora computado para o candidato que ele escolheu.

    2-Não permite aos partidos políticos, fiscais, candidatos e pessoas interessadas a procederem à conferência, contagem ou recontagem dos votos, demonstrando tratar-se de um sistema eleitoral de baixo nível de transparência, segurança e confiança, o que coloca o Brasil como alvo de críticas internacionais.

    3-No Brasil, desde 1996, o Ministério Público nunca efetuou nenhuma análise e validação do software eleitoral, sob a alegação de falta de verba ou de especialização. A OAB tentou por em prática, uma vez, em 2004, mas, seus representantes concluíram que a tarefa, por seu porte, superava em muito os recursos disponíveis.

    4-A falta de transparência das máquinas de votar DRE fez com que elas fossem proibidas na Holanda, em 2008, depois de mais de uma década de uso, e a serem declaradas inconstitucionais pelo Tribunal Constitucional Federal da Alemanha, em 2009, depois de usadas, no ano de 2005, para não se falar do Paraguai, o qual abandonou mais de 17.000 Urnas Eletrônicas ao Brasil, depois que sua Alta Corte proibiu-as naquele País.

    • Gilmar Lopes

      5 de novembro de 2014 em 7:18

      A ideia do artigo era essa mesmo: Iniciar o debate para ajudar a tentar melhorar o processo eleitoral.
      Me chamar de tendencioso é uma inverdade e até me sinto ofendido! Escrevi no artigo mais de uma vez que as urnas NÃO SÃO 100% SEGUERAS e é preciso que haja uma melhoria nisso. Suas observações são importantes e esperamos que outras pessoas pensem como você pra gente tentar melhorar a democracia no Brasil!

  28. Nuno Figueiredo

    7 de maio de 2015 em 18:31

    Se você é analista de sistemas, da mesma forma que eu, sabe perfeitamente que há outras formas de fraudar e uma delas é pelo programa. Eu desconheço como ele é feito e compilado, mas é possível colocar métodos que alteram votações, sejam eles aleatórios ou controlados por eventos.
    Uma média de 20% de abstenções na maioria das urnas, segundo eu soube, vai totalmente contra uma curva de distribuição normal, que regula a maior parte dos eventos estatísticos. Eu estou seriamente inclinada a aceitar a tese de fraude destas eleições. Mas uma coisa sei perfeitamente: é virtualmente impossível provar isso.

  29. Fábio Fleck

    20 de novembro de 2015 em 2:19

    Gilmar, ressuscita esse artigo aí! O Congresso aprovou a volta do voto impresso. Se o argumento das pessoas é que o voto na urna eletrônica não é confiável, o voto via papel será??? Por favor, hein?!

  30. DRAKE

    26 de dezembro de 2015 em 23:54

    SMARTMATIC +URNA FRAUDÁVEL=PT SALVO EM 2016
    https://www.youtube.com/watch?v=XcOe5Mn9ZKA

  31. Pingback: Como o PT fraudou as eleições, segundo um pessoal que assistiu muito Scooby Doo

  32. Cláudio Andrino Fanaya

    23 de maio de 2017 em 0:13

    Se as urnas eletrônicas são seguras, por que países de primeiro-mundo não as utilizam?
    Eu não acredito em honestidade no processo eleitoral no Brasil.
    Não estou dizendo que mesários e outros que participam sejam desonestos ou estejam envolvidos em algum tipo de fraude mas não confio no governo e seus órgãos.

  33. Oliveiro inacio da silva filho

    15 de fevereiro de 2018 em 12:07

    Em meu ponto de vista a urna não tem culpa e sim os envolvidos, não falo de mesários e outros e sim dos que estão no poder e sabemos que no Brasil é jogo de interesse. é como o bola da vez e quem não é da vez espera, sua hora vai chegar! jogo de interesse. O nosso Amigo Gilmar foi feliz no comentário é nisso q penso .
    Gilmar Lopes: Acredite: A “trapaça” desse ou daquele político não está na apuração dos votos! A corrupção está arraigada dentro do Congresso, infelizmente…

  34. Vlad

    18 de abril de 2018 em 1:45

    Mesmo com todas essas “seguranças”, as urnas não são confiáveis, com votos impressos. Devem ser BANIDAS!

  35. Antonio Caser

    17 de setembro de 2018 em 8:20

    O único problema que existe é que o próprio TSE PROGRAMA AS URNAS ELETRÔNICAS E ELES MESMOS FISCALIZAM. É “cheiro” fortíssimo de FRAUDE. O programa gravado na memória da Urna Eletrônica é outro…

  36. Marcelo

    23 de setembro de 2018 em 19:16

    A comparação com a possibilidade de fraude na época do voto em papel é equivocada por conta das devidas proporções.
    Não há dúvida de que o papel pura e simplesmente era frágil mas em compensação a possibilidade de haver uma alteração de votos em grande quantidade era muito mais difícil.
    Já num sistema puramente digital, apesar da dificuldade ser maior, quando se consegue o estrago é grande. Eu também sou analista de sistemas e DBA oracle por muitos anos. Afirmo que a possibilidade é real !!

    • Luís Henrique Donadio Baptista

      24 de setembro de 2018 em 21:26

      Alteração em grande quantidade era facílima. Bastava “estufar” as urnas dos redutos do seu adversário, o que levava à anulação delas. Não era necessário alterar voto por voto.

  37. Ricardo

    6 de outubro de 2018 em 0:16

    vejam isso pessoal, e façam um artigo provando que é fake news, porque se isso nao for fake news tamo é fodido:
    https://www.youtube.com/watch?v=d-mHCX8CR-A&feature=youtu.be&fbclid=IwAR3UTs6bf7HizRtweBCevZokNb7qWRG3f3k1FQNTkBLpgxufNIBIFemRBxg

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