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quarta-feira, junho 29, 2022

Eduardo Campos estava liderando as pesquisas eleitorais quando morreu?

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É verdade que o candidato à Presidência Eduardo Campos estava liderando nas pesquisas eleitorais quando morreu em um acidente de avião, em 2014?

A afirmação voltou a ser compartilhada nas redes sociais e em grupos de WhatsApp na segunda quinzena de maio de 2022 e dizia que o então candidato à Presidência, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, estava liderando nas pesquisas eleitorais quando sofreu um acidente aéreo fatal, em 2014.

O texto que acompanha a imagem do político dá a entender que sua morte teria sido encomendada, visto que – de acordo com pesquisas da época – sua vitória estava garantida, além da caixa preta do avião nunca ter sido encontrada e a investigação sobre o acidente arquivada.

Será que isso é verdade ou mentira?

Texto de uma das versões compartilhadas em maio de 2022: “Pra quem não sabe esse moço ai se chama Eduardo Campos, na eleição passada ele liderava as pesquisas eleitorais. Morreu em um trágico acidente onde a caixa preta da aeronave, não foi encontrada e, foi arquivada a investigação.” (foto: Reprodução/Facebook)

Verdade ou mentira?

Apesar dessa história se espalhar com força na segunda quinzena de maio de 2022, ela já circulava através das redes sociais em 2018, durante o período eleitoral. Naquela ocasião a afirmação já havia sido desmentida por diversos meios de comunicação, pois já era de conhecimento de todos que Eduardo Campos não liderava as pesquisas de intenção de votos quando morreu, em agosto de 2014.

Segundo o levantamento das últimas pesquisas divulgadas antes da morte do presidenciável, Eduardo Campos estava em terceiro lugar na preferência dos eleitores pesquisados.  

Na análise feita pelo instituto “Sensus”, Dilma Rousseff – que tentava a reeleição – tinha 32,7% de intenções de votos, Aécio Neves 21,4% e Eduardo Campos somou 9,2%. Na pesquisa anterior do mesmo instituto, Campos tinha 7%. Ou seja, tinha aumentado 2% das intenções de votos, o que ainda estava dentro da margem de erro da pesquisa.

Outros institutos de pesquisa, como o Ibope, também chegaram ao mesmo resultado: Eduardo Campos seguia estável em terceiro lugar nas pesquisas. Resultado semelhante foi atestado por diversos outros institutos de pesquisas.

Após a sua morte, as pesquisas passaram a incluir a vice-candidata da chapa de Eduardo Campos, Marina Silva, que acabou ficando em segundo lugar por algumas semanas:

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E a caixa-preta do avião?

Diferente do que foi compartilhado, a caixa-preta do avião que vitimou o candidato Eduardo Campos foi encontrada logo após o acidente. Infelizmente, o equipamento não gravou áudios que poderiam auxiliar na investigação. O inquérito acabou por ser arquivado sem que fosse descoberta a causa do acidente.

Dúvida requentada

Essa não foi a primeira vez que a teoria de que Eduardo Campos teria sido assassinado para não “atrapalhar” a corrida presidencial se espalhou na web. Em 2014 desmentimos aqui no E-farsas diversos boatos sobre o assunto. Como essas:

Variação do rumor compartilhado em 2018! (foto: Reprodução/Facebook)

Conclusão

Não é verdade que Eduardo Campos liderava as pesquisas de intenção de voto quando morreu, em 2014. Na ocasião de sua morte, o candidato à Presidência estava com cerca de 9% das intenções de votos em pesquisas feitas por diversos institutos, ficando atrás de Aécio Neves e Dilma Rousseff.

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Gilmar Lopes
Gilmar Henrique Lopes é Analista de Sistemas. Trabalha com PHP e banco de dados Oracle e é especializado em criação de ferramentas para Intranet. Em 2002, criou o E-farsas.com (o mais antigo site de fact checking do país!) que tenta desvendar os boatos que circulam pela Web. Gilmar também tem um espaço semanal dentro do programa “Olá, Curiosos!” no YouTube e co-apresenta o Fake em Nóis ao lado do biólogo Pirulla!

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