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Uma mulher engravidou após usar o sabonete do cunhado?

Falso

Uma mulher engravidou após usar o sabonete do cunhado?

Uma mulher engravidou após usar o sabonete do cunhado?

Será verdade que uma mulher de Camaçari, no Espírito Santo, teria engravidado ao usar o sabonete do cunhado? 

A notícia surgiu em diversos sites e blogs no final de maio de 2020 e fala sobre uma confusão que teria ocorrido em uma delegacia na cidade capixaba de Camaçari, há poucos dias.

Segundo o texto, o marido teria descoberto por meio de um exame de DNA que o filho do casal não era dele, mas do irmão e, ao questionar a esposa, esta lhe respondeu que nunca teve relações íntimas com o cunhado (um jovem de 17 anos de idade) e que possivelmente teria engravidado após usar um sabonete em comum.

Será que essa notícia é verdadeira ou falsa?

Mulher teria engravidado ao usar o sabonete do cunhado! Será verdade? (foto: reprodução/WhatsApp)

Verdade ou mentira?

Procuramos por essa notícia nos principais jornais sérios do Espírito Santo, como o Folha de Vitória, o Gazeta  e o ESHoje, por exemplo, e não encontramos nada a respeito.

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Além disso, os sites que publicaram essa história em maio de 2020 afirmaram que o fato teria ocorrido recentemente, mas basta uma busca na web para descobrirmos que isso já circulou no começo de novembro de 2019 e, da mesma forma, sem nenhuma fonte.

Não há nenhum dado que comprove o ocorrido, como o nome do delegado ou em qual delegacia a briga teria ocorrido.

Conforme bem observado por nossos leitores, mais uma prova de que essa história é falsa é o fato de não existir uma cidade chamada Camaçari no Espírito Santo. Há uma cidade com esse nome apenas na Bahia!

Conclusão       

A história da mulher que teria engravidado ao usar o sabonete do cunhado tem todas as características de uma “fake news”, de uma notícia falsa!  

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7 Comentários

7 Comments

  1. Breno Ferreira

    26 de maio de 2020 em 11:27

    Mais uma coisa: Sequer existe no ES um município chamado Camaçari. Também não estou lembrado de nenhum distrito com esse nome.

    • Gilmar Lopes

      26 de maio de 2020 em 11:29

      Verdade! Camaçari fica na Bahia!

    • Kevin

      26 de maio de 2020 em 23:04

      Vdd Camaçari e aqui na Bahia perto de Salvador 1h de carro

  2. Maria

    26 de maio de 2020 em 13:58

    Como postei naquela matéria da “Enfermeira flagrada transando”, sites e/ou jornais SÉRIOS não devem ficar “FLERTANDO” ou nem mesmo publicar algo a respeito dessas Fake News, leia-se: DAR PALCO, pois o “NÃO ENCONTRAMOS NADA A RESPEITO” muitas vezes ajuda e muito. A NÃO SER QUE tais sites sejam Agências de Fact-Checking, tenham alguma divisão dentro ou a Fake News tenha viralizado, polemizado a ponto de prejudicar e/ou enganar muita gente e, de preferência, mencionando alguma Agência de Fact-Checking que já tenha investigado. 😉

  3. Joselito

    26 de maio de 2020 em 15:57

    O Mythbusters já fez um episódio sobre isso quando comentaram do mito do ‘Son of a gun’ (filho da arma em tradução literal) em 2005, que demostra bem claramente o quanto isso não só é improvável como absurdo: https://www.imdb.com/title/tt0768500/.

  4. Claudinei

    27 de maio de 2020 em 8:05

    Deve ser dos mesmo criadores daquele que várias mulheres engravidaram após nadarem em uma piscina

  5. Maria

    27 de maio de 2020 em 19:33

    Sérgio Boeck Lüdtke, editor do Projeto Comprova, relatou na CPMI das Fake News que teve muita dificuldade e ALTOS CUSTOS para desmentir uma das Fake News a respeito das queimadas na Amazônia. Na minha opinião, esse é um método “errado” ou, no mínimo, improdutivo e ineficiente pois ele arcou com os CUSTOS da investigação (links abaixo) que não será ressarcido. É mais fácil, eficiente e simples constatar e dizer que “NÃO ACHAMOS NADA A RESPEITO” e classificar como CONSPIRATÓRIO (custo praticamente ZERO e sem o perigo de levar Processos para as Agências de Fact-Checking). O sujeito que criou/espalhou o boato que SE VIRE para provar, arcando com TODOS OS CUSTOS. 😉

    https://senado.jusbrasil.com.br/noticias/777738426/cpi-especialistas-apontam-alto-custo-e-dificuldades-tecnicas-no-combate-a-fake-news

    https://politica.estadao.com.br/blogs/estadao-verifica/comprova-explica-aviao-nao-apagava-incendio-na-amazonia-brasileira-mas-sim-na-bolivia/

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