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Homem foi enterrado em João Alfredo há 16 anos e seu corpo ainda está intacto! Será verdade?

Morte

Homem foi enterrado em João Alfredo há 16 anos e seu corpo ainda está intacto! Será verdade?

Homem foi enterrado em João Alfredo há 16 anos e seu corpo ainda está intacto! Será verdade?

Foram desenterrar um caixão em João Alfredo e, após 16 anos, o defunto continua intacto! Será que isso é verdade mesmo?

A foto de um corpo em um caixão dentro de uma cova começou a se espalhar através de grupos do WhatsApp no final de junho de 2019 e deixou muita gente curiosa com o suposto milagre. Os funcionários do cemitério teriam se assustado ao desenterrar o corpo de um homem enterrado há 16 anos e perceberem que ele ainda estava intacto, mesmo depois de tanto tempo!

Será que essa história é real? Qual é a explicação para esse fenômeno?

Morto fica com corpo intacto após 16 anos enterrado! Será verdade? (foto: Reprodução/WhatsApp)

Verdade ou mentira?

No dia 27 de junho de 2019, dois coveiros do Cemitério de São José, localizado na cidade de João Alfredo (PE) abriram um túmulo para a limpeza enterro de um agricultor. Ao abrirem o caixão, os servidores se depararam com outro corpo em considerável estado de conservação e o fato do morto ter sido enterrado há 16 anos gerou grande repercussão na região.

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No entanto, como foi explicado pelo jornalista Dimas Santos em seu site, apesar de incomum, o fato não tem nada de sobrenatural ou de milagroso!

Em 2003, o jovem Manoel Feliciano da Silva Neto morreu ao 23 anos de idade, no Rio de janeiro e, como ocorre em casos de translado de longas distâncias de avião, seu corpo teve que passar por um processo de embalsamento para o sepultamento em sua terra natal, João Alfredo.

“Acontece que um corpo para poder viajar de avião tem que ser embalsamado, e vem dentro de caixão de zinco, revestido por outro ataúde de madeira. O citado corpo foi sepultado em uma cova com profundidade de mais ou menos 4 metros, entrou água dentro do caixão de zinco que, sendo galvanizado não enferruja, não teve como a água sair; a água e o produto do embalsamento conservaram o estado do corpo. Isso é uma coisa normal”, explicou o funcionário público Tito Alves Filho – que também é sócio de uma das funerárias locais. 

O professor Manoel Mariano Neto, tio do falecido, também enviou uma mensagem ao blog de Dimas Santos sobre o ocorrido: 

“Pessoal, boa noite. Viver, morrer e apodrecer. Biologicamente falando, esse é o curso natural para a maioria dos seres humanos. Após a morte, nossas células liberam enzimas. Isso cria um ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias, que auxiliam na decomposição do corpo. Isso que observamos na foto (apesar de parecer estranho), pode ocorrer de várias  maneiras. Se a temperatura do local for alta, o corpo se desidrata antes que as enzimas entrem em ação, aí ocorre a mumificação. O processo inverso também pode ocorrer porque o frio inibe a atividade das bactérias. Em igrejas (criptas) e túmulos de cimento (o que observamos na foto) é mais comum encontrarmos a mumificação de corpos; a temperatura é baixa, em geral há boa ventilação e, normalmente, as construções por cima as protegem d’água. Agora é interessante observar a presença d’água nesta foto, talvez por conta das últimas chuvas. Em contrapartida, a água auxilia na decomposição… Outros fatores de preservação é a presença de metais pesados no solo, a presença de pouca gordura no corpo e até mesmo certos tipos de musgos (shagnum ou esfagano)  eles criam alterações químicas capazes de frear a atividade microbiana, o que auxilia na preservação dos tecidos. Enfim, vários fatores juntos auxiliaram neste caso raro. Nada de outro mundo.”

Conclusão

É verdade que o corpo de um defunto enterrado há 16 anos em um cemitério de Pernambuco está aparentemente intacto mesmo após tanto tempo! No entanto, a conservação desse corpo tem explicações comprováveis e não há nada de sobrenatural nisso! 

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2 Comentários

2 Comments

  1. Saint Anna

    29 de junho de 2019 em 18:18

    Bota o link da foto sem censura também, ô!! Não quero ter que ir caçar.

    • Wailler

      1 de julho de 2019 em 11:29

      No link da reportagem, colocado no texto, tem a foto original.

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