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Momo invadiu o YouTube Kids e está ensinando crianças a se matarem?

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Momo invadiu o YouTube Kids e está ensinando crianças a se matarem?

Momo invadiu o YouTube Kids e está ensinando crianças a se matarem?

Diversos usuários nos pediram ao longo dos últimos dias para que fizéssemos uma postagem sobre a “Momo”, e sua suposta relação com o aplicativo “YouTube Kids”. Está sendo amplamente divulgado, seja através de sites de revistas, de notícias ou por meio de reportagens de TV, que o fenômeno “Momo” teria retornado de uma forma ainda mais cruel e sádica: incentivando crianças a se matarem, através de orientações inseridas no meio de vídeos inocentes acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, destinado a crianças com menos de 13 anos.

Entretanto, será que isso é realmente verdade? Tais inserções macabras foram realmente inseridas maliciosamente em vídeos infantis? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entendendo o Fenômeno “Momo”

Se vocês não fazem ideia do que é a “Momo”, fiquem tranquilos! Vamos explicar rapidamente o que é isso para vocês. Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Muitas dessas postagens, no entanto, tinham caráter de corrente, ou seja, pediam para que as pessoas compartilhassem o conteúdo, caso contrário morreriam. É difícil apontar quem foi que começou com toda essa história, visto que o fenômeno “Momo” pode ter começado em um grupo privado no Facebook ou em demais redes sociais.

Bem, a “Momo” surgiu no início de julho de 2018 através de vídeos publicados por adolescentes no YouTube, que tentavam interagir com “alguém” chamado “Momo”. A mesma situação ocorreu no Facebook, através de postagens que incentivavam os usuários a entrarem em contato, por meio de números do WhatsApp, com essa tal “Momo”.

Curiosamente, ao entrar em contato com a “Momo”, muitas vezes “ela” sequer respondia as mensagens. Em outras ocasiões respondia com mensagens genéricas, ameaças aleatórias ou enviando imagens contendo violência gráfica. Já em outros casos, usuários alegaram que a “Momo” tinha capacidade de saber seu nome, endereço e demais dados pessoais. Porém, não temos evidência alguma, que isso realmente ocorreu ou diante de qual situação isso pode ter acontecido. As histórias foram crescendo ao longo do tempo, e houve até quem sugerisse que a “Momo” fosse um projeto japonês visando o roubo de informações de terceiros. No entanto, nunca apontaram uma única evidência ou prova que sustentasse tal alegação.

Assim sendo, podemos dizer, com certa tranquilidade que as interações entre a “Momo” e seus interlocutores não envolviam nada de paranormal ou extraordinário. Além disso, a teoria que a “Momo” seria um hacker ou um computador destinado a coletar informações é totalmente infundada. Se quiserem saber maiores informações recomendo fortemente, que assistam a um vídeo do do canal “Fábrica de Noobs”, no YouTube, chamado: “Desmistificando: Momo, o perfil amaldiçoado do WhatsApp“.

A Origem da Imagem

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery“, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

A inspiração veio de uma lenda japonesa em que uma mulher morre no parto e retorna para assombrar os vivos ou algo assim. A escultura foi chamada de “Mother Bird” (“Mãe-Pássaro”, em uma tradução livre para o português), e consiste em uma cabeça com traços humanos, e apoiada em pés de pássaro. O material usado na criação foi apenas borracha e óleos naturais. Com o tempo, a escultura foi se deteriorando.

A imagem sinistra associada a “Momo” era tão somente uma escultura de 1 metro de altura, originalmente criada em 2016, que foi apresentada em uma galeria de arte em Tóquio, chamada “Vanilla Gallery”, no distrito de Ginza, em uma exposição sobre fantasmas e espectros.

Por outro lado, naquela mesma época, também começaram a viralizar vídeos onde mostravam a “Momo” como se estivesse “viva”. No entanto, tais vídeos são falsos, visto que são produtos de manipulação digital através de aplicativos para celular, assim como o Snapchat (algo conhecido como “face swap“).

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso, afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura ainda é facilmente reproduzível, caso ainda haja interessados no futuro. De qualquer forma, em entrevista ao site “The Japan Times“, o artista disse que até aquele momento ninguém havia demonstrado interesse em adquirir uma réplica.

Recentemente, o artista responsável pela escultura, chamado Keisuke Aiso (na foto), afirmou que a jogou no lixo poucos dias antes dela viralizar, no ano passado. Apesar de ter afirmado que se livrou da escultura, ele ainda preservou o molde original, ou seja, a escultura é facilmente reproduzível.

Enfim, por último é importante destacar, que Keisuke Aiso sempre negou qualquer envolvimento na propagação desse fenômeno pela internet.

O Fenômeno “Momo” Deixou Crianças e Adolescentes Feridos ou Fez com que se Suicidassem?

É importante deixar claro que o “Desafio da Momo”, na prática, nunca existiu. Foi feito um grande alarde durante o ano de 2018 sobre esse assunto, que virou alvo de diversas matérias, reportagens, vídeos de YouTubers dos mais diversos tipos, tanto desmistificando quanto alimentando ainda mais esse boato. Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Infelizmente, foi disseminado de maneira totalmente alarmista, que crianças e adolescentes estavam sendo atraídos por um usuário chamado “Momo” para realizar uma série de tarefas perigosas, incluindo ataques violentos, automutilação e suicídio.

Apesar das alegações de que o fenômeno havia atingido proporções mundiais, o número de queixas comprovadamente verídicas era relativamente pequeno, e nenhum departamento de polícia confirmou, que alguém teria sofrido quaisquer danos físicos como resultado direto disso. A preocupação e a angústia relatadas pelas crianças foram impulsionadas principalmente pelos relatos publicados pela mídia, e não como resultado direto da “Momo”, ou seja, os alertas sobre o suposto fenômeno se tornaram mais prejudiciais do que benéficos, levando a uma espécie de “profecia autorrealizável”, que pode ter encorajado as crianças a procurar material violento nas redes sociais.

Ao fazer uma busca na internet podemos ver inúmeras manchetes tentando atribuir o fenômeno “Momo” a casos de suicídios entre crianças e adolescentes, porém todos os casos que acessamos se tratavam de hipóteses, especulações ou possibilidades, que não foram confirmadas pela polícia.

Verdadeiro ou Falso? O Fenômeno “Momo” Retornou Através de Inserções Durante a Exibição de Vídeos Infantis Através do Aplicativo YouTube Kids?

Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem. Explicaremos tudo isso direitinho, porque o assunto é bem polêmico.

Vamos tentar traçar inicialmente uma linha cronológica sobre esse suposto retorno do fenômeno “Momo”. Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019. Esse tal “alerta” teria sido enviado para a página por um morador(a)/pai ou mãe, que não quis se identificar. Não encontramos o texto na página do Facebook – provavelmente foi apagado – porém encontramos capturas de tela disponibilizadas publicamente na internet:

Aparentemente, toda essa história teria começado através de um “alerta” publicado em uma página chamada “Love Westhoughton” (dedicada a pequena cidade de Westhoughton, na região da Grande Manchester, na Inglaterra), no Facebook, no dia 17 de fevereiro de 2019.

Essa pessoa que enviou o relato, ou seja, uma evidência puramente anedótica, alegou que a professora de uma escola local onde o filho estudava havia chamado sua atenção, porque o filho havia feito três crianças chorarem ao dizer para elas, que a “Momo” iria visitá-las em seus quartos, à noite, e iria matá-las. Ao conversar com o filho, essa pessoa teria descoberto, que algumas crianças teriam o incitado a procurar pelo termo “momo challenge“. Essa pessoa resolveu pesquisar e encontrou que o tal desafio, que sabemos que nunca existiu, consistia em crianças enviando mensagens para um número e falando com um personagem chamado “Momo”. Esse personagem diria para eles se machucarem, algo que poderia levar ao suicídio devido ao roubo de informações pessoais da criança.

A pessoa também disse que o filho assistiu um vídeo da personagem “Momo”, que mandava ele dizer para todo mundo temer a “Momo” ou então ela o mataria durante o sono. Em nenhum momento essa pessoa disse que o vídeo estava publicado no YouTube ou incluiu quaisquer links ou capturas de tela para provar o que estava dizendo. É simplesmente um relato aleatório em uma página que possui atualmente cerca de 500 seguidores. Porém, isso foi o suficiente para a questionável mídia britânica.

O Caldeirão Britânico

Entre os dia 17  e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News“, no dia 20 de fevereiro. O site simplesmente disseminou um mero relato como se fosse algo que realmente tivesse acontecido, sem sequer verificar pela autenticidade do mesmo. Algo extremamente grave em se tratando de jornalismo, porém comum entre diversos veículos de comunicação do Reino Unido.

Entre os dia 17  e 19 de fevereiro praticamente ninguém estava se importando com a “Momo”, porém isso começou a mudar a partir de uma notícia divulgada pelo site do jornal “The Manchester Evening News”, no dia 20 de fevereiro.

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail“, “The Sun“, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

A receita do desastre virtual estava pronta, visto que no dia seguinte começaram a surgir relatos semelhantes na mídia britânica. Sites de tabloides como o “Daily Mail”, “The Sun”, “Daily Mirror” e “Daily Star” começaram a reproduzir relatos de pais, que diziam que seus filhos tinham sido aterrorizados pela “Momo”, porém sem apresentar nenhuma prova sobre isso!

Apesar dos relatos serem diferentes, eles possuíam um mesmo padrão: um pai ou uma mãe alegava, que seu filho(a) viu a Momo em um vídeo do YouTube ou que um número do WhatsApp com a imagem da “Momo” mandou mensagem para ele(a). Esses pais definiam a situação como um “jogo” ou um “desafio”, que incitava seus filhos a cometerem atos violentos, e até a se filmarem enquanto os realizavam. No entanto, nem os relatos propagados pelas redes sociais, nem as próprias notícias forneciam qualquer link ou evidência concreta de que tal conteúdo tivesse sido publicado no YouTube.

A Polícia da Irlanda do Norte Ajudou a Dar Credibilidade a Tais Relatos que Sequer Foram Verificados

No dia 22 de fevereiro, o assunto ganhou a mídia impressa, e no dia 24 de fevereiro adicionaram a “cereja do bolo” de toda essa história: sem qualquer evidência ou prova concreta do que estava ocorrendo, a PSNI (Serviço de Polícia da Irlanda do Norte) emitiu um alerta sobre esse assunto, em sua página oficial no Facebook.

Basicamente, era um alerta direcionado aos pais sobre os perigos, que as crianças poderiam estar expostas. Segundo o site do jornal “Belfast Telegraph“, um porta-voz da polícia chegou a dizer, que o tal desafio estava tendo como principal alvo as crianças da Irlanda do Norte, embora não houvesse um único caso sequer denunciado por parte dos pais ou boletim de ocorrência registrado diretamente na polícia. No comunicado, a polícia chegou a dizer:

Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube

No comunicado, a polícia chegou a dizer que: “Nosso conselho, como sempre, é supervisionar os jogos que seus filhos jogam e ser extremamente conscientes dos vídeos que estão assistindo no YouTube”.

Entretanto, foi justamente esse comunicado, que estimulou definitivamente as buscas por esse assunto, ressurgindo com o fenômeno “Momo”, conforme podemos ver no gráfico abaixo, que foi elaborado pelo britânico “The Guardian”:

Gráfico elaborado pelo britânico “The Guardian” mostrando a recente escalada de viralização sobre a “Momo”

Escolas na Reino Unido Também Ajudaram a dar Credibilidade a Tais Relatos

No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull‏”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez a seguinte publicação através do Twitter:

IMPORTANTE: estamos cientes de que alguns desafios sórdidos (Desafio da ‘Momo’) estão invadindo os programas infantis. Os desafios aparecem no meio do YouTube Kids, Fortnite, e Peppa Pig para evitar a detecção por adultos. Por favor, estejam vigilante com seus filhos usando TI. As imagens são muito perturbadoras

No dia 26 de fevereiro, novamente sem oferecer quaisquer provas, a “Northcott School Hull‏”, uma escola na cidade inglesa de Hull, fez uma publicação totalmente alarmista através do Twitter.

A “Ash Field Academy“, em Leicester, também tuitou um aviso aos pais, e a “Haslingden Primary School“, em Rossendale, compartilhou uma mensagem semelhante no Facebook.

A Tentativa de Apagar o Incêndio

Um dos poucos veículos que tentaram apagar o incêndio, que estava sendo propagado pela mídia, departamentos de polícia e escolas britânicas foi o “The Guardian”. Eles fizeram questão de ressaltar a posição de instituições de caridade, assim como a Samaritanos e a NSPCC (Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade às Crianças). Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

O “Safer Internet Center” do Reino Unido, uma organização que visa promover o uso seguro e responsável da tecnologia para os jovens, chamou os relatos de “fake news” (“notícias falsas”). A NSPCC disse que não havia evidências confirmadas de que o fenômeno estivesse representando uma ameaça para as crianças britânicas, e disse que havia recebido mais telefonemas sobre isso de membros da mídia do que pais preocupados.

Um porta-voz dos Samaritanos foi igualmente cético, dizendo: “Essas histórias sendo altamente divulgadas, e iniciando pânico, significa que as pessoas vulneráveis ​​ficam sabendo da história, e isso cria um risco“. Eles recomendaram que os meios de comunicação seguissem suas diretrizes sobre reportar suicídio, e sugeriram que a cobertura da imprensa estivesse “aumentando o risco de dano“.

Ambas as instituições descartaram os relatos viralizados nas redes sociais, uma vez que não havia nenhuma evidência de que o tal, e inexistente “Desafio da Momo”, tivesse causado qualquer dano físico em crianças e adolescentes. A histeria propagada pela mídia, no entanto, poderia estar colocando pessoas vulneráveis em risco, encorajando-as a pensar em automutilação.

Atualmente, não estamos cientes de qualquer evidência verificada neste país ou qualquer outro, ligando Momo ao suicídio“, disse o porta-voz dos samaritanos. “O mais importante é que os pais e as pessoas que trabalham com crianças se concentrem em diretrizes gerais de segurança on-line“, completou.

Defensores da segurança infantil disseram, que a história se espalhou devido a preocupações legítimas sobre segurança infantil online, o compartilhamento de material não verificado em grupos locais do Facebook, e comentários oficiais das forças policiais e escolas britânicas, baseadas em poucas evidências concretas. Embora algumas pessoas tenham se apressado para compartilhar mensagens alertando sobre o risco da “Momo”, havia temores de que elas tivessem exagerado na dose, ou seja, assustando as crianças, espalhando as imagens, e fazendo uma perigosa associação com a automutilação. Complicado!

Entretanto, o “The Guardian” não teve força para impedir a viralização que iria ocorrer nos Estados Unidos e aqui no Brasil.

A Viralização nos Estados Unidos e a Participação de uma Celebridade

Não demorou muito tempo para o suposto ressurgimento da “Momo” viralizasse nos Estados Unidos e no Brasil. Nos Estados Unidos, um exemplo claro disso veio através de uma matéria publicada pela “CBS News“, falando basicamente sobre o que estava acontecendo na Inglaterra, no dia 27 de fevereiro, além de um vídeo publicado no YouTube, na própria conta da emissora:

Reparem na descrição do vídeo (devidamente traduzida):

Um personagem assustador chamado ‘Momo’ está espalhando mensagens perigosas em vídeos no YouTube Kids e em outros sites infantis, e pais e escolas estão preocupados, relata Ginna Roe, da KUTV“.

A curta reportagem promovida pela “CBS News” foi assistida mais de 3,6 milhões de vezes, e apresentou um desse vídeos relacionados a “Momo”, que supostamente estariam sendo inseridos em outros com conteúdo infantil, no YouTube. Porém, há um gravíssimo problema nessa reportagem. O vídeo é reproduzido diretamente na tela do celular, mas não indica que fizesse parte de um outro vídeo ou muito menos que estivesse hospedado no YouTube.

Há um gravíssimo problema nessa reportagem. O vídeo é reproduzido diretamente na tela do celular, mas não indica que fizesse parte de um outro vídeo ou muito menos que estivesse hospedado no YouTube.

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Tudo indica, que o vídeo foi recebido por um outro meio, seja através do Facebook, Twitter ou aplicativos de troca de mensagens pelo celular, assim como o WhatsApp. Em nenhum momento foi mostrada uma prova concreta sobre a alegação, que associasse aquele vídeo ao aplicativo YouTube Kids, por exemplo. Entenderam a gravidade da situação?

E vocês pensam, que parou por aí? Não parou não! Ainda no dia 27, Kim Kardashian, uma modelo e empresária norte-americana usou sua conta no Instagram para fazer um apelo ao YouTube. O pedido realizado através do “Stories” era para que o YouTube removesse todos os vídeos sobre o “Desafio da Momo” de sua plataforma. Porém, ela expôs seus 130 milhões de seguidores a onda de especulações e relatos não comprovados, que estavam sendo disseminados no Facebook. Para agravar ainda mais a situação, ela não disse que o personagem “Momo” não era real!

Ainda no dia 27, Kim Kardashian, uma modelo e empresária norte-americana usou sua conta no Instagram para fazer um apelo ao YouTube. O pedido realizado através do “Stories” era para que o YouTube removesse todos os vídeos sobre o “Desafio da Momo” de sua plataforma.

A Posição Oficial do YouTube Sobre o Assunto e a Desmonetização de Vídeos Relacionados a “Momo”

Entre os dias 27 e 28 de fevereiro, o YouTube comentou sobre toda essa histeria promovida pela mídia. Eis um trecho da resposta que eles deram:

“Muitos de vocês compartilharam suas preocupações conosco nos últimos dias sobre o Desafio da Momo – prestamos muita atenção a esses relatos. Depois de muita análise, não vimos nenhuma evidência recente de vídeos promovendo o Desafio da Momo no YouTube. Vídeos incentivando desafios prejudiciais e perigosos são claramente contra nossas políticas, incluindo o Desafio da Momo. Apesar dos relatos da imprensa sobre esse desafio, não temos links recentes sinalizados ou compartilhados conosco do YouTube, que violam nossas diretrizes da comunidade.

É importante notar, que permitimos que os criadores discutam, denunciem ou eduquem as pessoas sobre o desafio/personagem Momo no YouTube. Vimos capturas de tela de vídeos e/ou miniaturas com esse personagem neles. Para deixar claro, não é contra nossas políticas incluir a imagem da personagem Momo no YouTube. Dito isto, esta imagem não é permitida na aplicativo YouTube Kids, e estamos implementando garantias para a exclusão do conteúdo no YouTube Kids.”

Resposta do YouTube após ser questionado sobre o suposto ressurgimento da “Momo”

No dia 1º de março, diversos sites de notícias anunciaram, que o YouTube passou a desmonetizar todo e qualquer vídeo relacionado ao “Desafio da Momo”. Esse foi um verdadeiro “banho de água fria” em todos aqueles, que pensavam que conseguiriam lucrar de maneira predatória em cima de vidas inocentes.

O Surgimento de um Estranho Vídeo, que Supostamente Comprovaria que a “Momo” Estaria “Infiltrada” em Vídeos com Conteúdo Infantil, no YouTube Kids.

No dia 2 de março, um usuário chamado ” QuakerBaker9” da plataforma de compartilhamento de vídeos “Live Leak“, publicou algo que seria inicialmente um simples vídeo infantil, mas que em poucos segundos se transformava em uma espécie de “pesadelo hipnótico”, onde a “Momo” tentava induzir e ensinava crianças a cometerem suicídio.

O usuário não disse de qual vídeo publicado no YouTube aquilo havia sido extraído, se limitando apenas a dizer, que o tal vídeo estava viralizando na internet. Uma outra usuária, dessa vez no YouTube, chamada Lex Calia, naquele mesmo dia, também publicou uma versão editada desse vídeo, ou seja, removendo as partes mais perturbadoras, por assim dizer, porque o YouTube obviamente restringiu o acesso ao material já naquela época.

Confira o vídeo abaixo:

Seu vídeo obteve mais de 2 milhões de visualizações, porém falhou exatamente no mesmo ponto que os demais: não forneceu quaisquer links para vídeos publicados, no YouTube, que mostrassem tais inserções. Ela chegou a fazer anteriormente um outro vídeo sobre esse assunto, mas, novamente, não forneceu quaisquer evidências concretas, que tais inserções e relatos de terceiros nas redes sociais fossem realmente verdadeiros.

Aliás, esse vídeo “hipnótico”, em específico, provavelmente é apenas uma montagem bem elaborada, e que começou a ser disseminada intencionalmente por um site muito estranho chamado “Guff Dump” (além de contas associadas a esse site nas redes sociais, algo que já iremos explicar). Esse site é atualmente restrito (acessível apenas por usuário e senha), porém eles divulgaram uma notícia sobre o ressurgimento da “Momo”, no dia 28 de fevereiro, acompanhada de alguns vídeos que estariam circulando nas redes sociais.

Aliás, esse vídeo “hipnótico”, em específico, talvez seja uma montagem bem elaborada, e que começou a ser disseminada por um site muito estranho chamado “Guff Dump”. Esse site é atualmente restrito (acessível apenas por usuário e senha), porém eles divulgaram uma notícia sobre o ressurgimento da “Momo”, no dia 28 de fevereiro. Os vídeos, no entanto, aparentemente foram publicados posteriormente na página, somente no mês de março.

Ao acessar o cache do Google, conseguimos encontrar o conteúdo publicado pelo site:

Conteúdo do site “Guff Dump” disponibilizado pelo cache do Google

A razão pela qual esse site é tão estranho? Bem, ele foi criado recentemente, no dia 15 de fevereiro de 2019, dois dias antes de toda essa história começar a ser disseminada pela página “Love Westhoughton“, no Facebook. Estranho, não é mesmo? Além disso, as contas no Twitter (criada em fevereiro deste ano) e Facebook (criada em 7 de março deste ano) também são recentes.

A razão pela qual esse site é tão estranho? Bem, ele foi criado recentemente, no dia 15 de fevereiro de 2019, dois dias antes de toda essa história começar a ser disseminada pela página “Love Westhoughton”, no Facebook. Estranho, não é mesmo?

Existe, no entanto, uma conta que não é tão recente assim: a do YouTube, que foi criada em fevereiro de 2017.

Foi justamente essa conta no YouTube, que acabou me chamando a atenção. Segundo o site da “Revista Encontro”, um dos canais no YouTube em que teria sido encontrado esse vídeo seria chamado de “RetroFeed”. Agora, reparem na curiosa “coincidência”, quando pesquisamos pelos termos “retrofeed guffdump” no Google:

Reparem na curiosa “coincidência”, quando pesquisamos pelos termos “guffdump retrofeed” no Google

No primeiro link (1) podemos perceber que uma página chamada “RetroFeed” disseminou o mesmo vídeo, que seria publicado no “Live Leak“, através do Facebook. Já no segundo (2) temos um canal no YouTube chamado “RetroFeed” que, na verdade, é o canal “Guffdump”!

Assim sendo, acrescente o fato de que existe uma marca d’água do “Guffdump” presente em todos os vídeos “hipnóticos”, e teremos um forte indício que o vídeo pode ter sido realmente criado e disseminado pelo “Retrofeed/Guffdump” – talvez para promover o site recém-criado. Pode ser que, uma vez viralizado, eles tenham apagado os vídeos de suas respectivas contas, na tentativa de evitar um eventual rastreamento. Se isso ocorreu, não funcionou!

O canal “Retrofeed”, na verdade, é o canal “Guffdump”

De qualquer forma, esse vídeo não prova a existência de inserções maliciosas referente a “Momo”, durante a exibição de vídeos com conteúdo infantil, acessados através do aplicativo YouTube Kids. A razão é muito clara, visto que isso foi publicado com o único intuito de viralizar em canais ou páginas, que não possuem nenhuma relação com vídeos destinados a crianças e adolescentes, muito menos aprovados para estarem no YouTube Kids.

Muito provavelmente, estamos diante de uma montagem para fazer parecer, que foi originado a partir de um vídeo verdadeiro. Entenderam?

A Viralização dessa História no Brasil

A divulgação de toda essa história no Brasil foi relativamente tímida até a segunda quinzena de março. Foi somente a partir da publicação de uma matéria no site da Revista Crescer, da editora Globo, no dia 15 de março de 2019, que esse assunto começou realmente a viralizar nas redes sociais.

Intitulada originalmente como “Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem” (conforme pode ser visto aqui e aqui), e posteriormente editada para “Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem, diz mãe“, no dia 18 de março, a matéria se tornou alvo de questionamentos.

A divulgação de toda essa história no Brasil foi relativamente tímida até a segunda quinzena de março. Foi somente a partir da publicação de uma matéria no site da Revista Crescer, da editora Globo, no dia 15 de março de 2019, que esse assunto começou realmente a viralizar nas redes sociais.

Mais uma captura de tela do Google Trends mostrando a responsabilidade inicial da Revista Crescer na viralização desse assunto no Brasil, quando o termo “momo” é consultado.

No texto foi mencionado, que uma mãe, moradora de Campinas, no interior do Estado de São Paulo, teria recebido o tal vídeo “hipnótico” da Momo por meio de um grupo no WhatsApp da família do marido. Assim sendo, o marido teria proposto uma conversa com a filha do casal, de apenas 8 anos de idade. Mais tarde, quando o casal sentou para conversar com a filha, teria vindo a surpresa: Bianca já teria assistido o vídeo cerca de três vezes, e teria ficado muito assustada e amedrontada com o que vira. Eles explicaram para a menina, que tudo era mentira, e que a Momo jamais apareceria para ela. Basicamente isso.

No texto foi mencionado, que uma mãe, moradora de Campinas, no interior do Estado de São Paulo, teria recebido o tal vídeo “hipnótico” da Momo por meio de um grupo no WhatsApp da família do marido. Assim sendo, o marido teria proposto uma conversa com a filha do casal, de apenas 8 anos de idade.

Entretanto, essa matéria, novamente, falha exatamente no mesmo ponto das anteriores (cansativo repetir isso, não?). Eis os motivos:

  • A mãe recebeu o vídeo “hipnótico” da Momo através de um grupo do WhatsApp, porém tudo indica, que não viu absolutamente nada através do YouTube ou pelo aplicativo YouTube Kids.
  • A filha alegou ter visto o vídeo cerca de três vezes, porém onde ela viu esse video? No WhatsApp? No Facebook? No Twitter? No YouTube? No YouTube Kids? O vídeo estava inserido dentro de outro? Em qual canal? Qual era o nome do vídeo? Existe algum link verificável, que ficou salvo no histórico?
  • A matéria é repleta de capturas de tela do vídeo “hipnótico” da Momo, porém nos créditos aparece apenas “Reprodução/YouTube”. De qual canal e vídeo as imagens foram extraídas, uma vez que desde o início do mês, o YouTube apertou consideravelmente o cerco contra vídeos sobre a Momo (a exemplo da usuária Lex Calia)?

Infelizmente, não temos respostas para esses questionamentos. De qualquer forma, é bom deixar claro, que em momento algum estamos dizendo que a família ou a revista estejam mentindo. O que estamos dizendo é que seria muito interessante, que tais respostas viessem à tona para esclarecer os fatos. Caso contrário estaríamos apenas diante de evidências puramente anedóticas, e nenhuma prova realmente válida diante de alegações tão sérias.

As Novas Declarações por Parte do YouTube

Ontem (18), a revista Crescer publicou uma nova matéria sobre esse assunto. Dessa vez foi alegado, que no próprio post em que divulgaram a matéria, no Facebook, centenas de leitores relataram que seus filhos também tiveram acesso aos vídeos assustadores, que teriam aparecido no meio de conteúdos inocentes do aplicativo YouTube Kids. Porém, mais uma vez, ao acessar os comentários (pelo menos uma boa parte deles), não vimos um único link sequer que contivesse tais inserções, cujo vídeo estivesse disponível pelo aplicativo YouTube Kids. Infelizmente, inúmeras pessoas acabaram replicando tais discursos por mero viés de confirmação, sem ter uma única prova sobre o ocorrido.

Ontem (18), a revista Crescer publicou uma nova matéria sobre esse assunto. Dessa vez foi alegado, que no próprio post em que divulgaram a matéria, no Facebook, centenas de leitores relataram que seus filhos também tiveram acesso aos vídeos assustadores, que teriam aparecido no meio de conteúdos inocentes do aplicativo YouTube Kids

A revista Crescer chegou a conversar por telefone com o Cauã Taborda, gerente de comunicação do YouTube na América Latina, para entender o que a empresa tinha a dizer aos pais sobre o assunto. O porta-voz garantiu que os filtros que se aplicam ao YouTube Kids jamais deixariam passar um conteúdo desse tipo, mesmo que “entrasse” de maneira aleatória no vídeo.

Além da análise automática, que existe também no YouTube convencional, no YouTube Kids, contamos com a curadoria humana feita por mais de 10 mil pessoas. Elas, basicamente, pegam o conteúdo que está disponível no YouTube e filtram os conteúdos infantis, certificando-se que, de fato, são adequados para esse público. Só então aquele conteúdo fica disponível para o Kids“, disse Cauã.

O gerente de comunicação também afirmou, que o conteúdo do YouTube Kids não é passível de ser burlado ou hackeado:

Para que um hacker ou qualquer pessoa mal intencionada possa fazer uma alteração grave dessas nos vídeos já existentes, seria necessário que ela retirasse o vídeo do ar e fizesse novamente o upload no aplicativo. Mas ainda assim ele seria barrado“, completou.

A Crescer chegou a conversar por telefone com om Cauã Taborda, gerente de comunicação do YouTube na América Latina, para entender o que a empresa tinha a dizer aos pais sobre o assunto. O porta-voz garantiu que os filtros que se aplicam ao YouTube Kids jamais deixariam passar um conteúdo desse tipo, mesmo que “entrasse” de maneira aleatória no vídeo.

Questionado também sobre o fato de tantos pais terem relatado que os filhos teriam visto vídeos da Momo entre os desenhos do YouTube Kids, Cauã disse:

As pessoas confundem o que é o Yotube Kids e o que é o YouTube convencional. Se um adulto estiver logado na sua conta do Youtube convencional e procurar por ‘Momo’, poderá, sim, encontrar vários vídeos em que ela aparece. O mesmo poderá acontecer com a criança, caso pegue o tablet ou o celular dos pais, com os apps logados na conta deles. Mesmo que o conteúdo seja adequado e, portanto, liberado, se o pai julgar que não gosta de determinada animação, por exemplo, ele pode bloquear o vídeo ou até mesmo o canal em questão, atuando, assim, como um curador do conteúdo também“, recomendou.

Questionado ainda sobre as imagens da Momo, que, por si só, podem causar medo, Cauã diz que não se trata de uma imagem de uso proibido.

Barrar todas as imagens desse tipo do YouTube resultaria também em retirar conteúdos jornalísticos, como a própria matéria da CRESCER, caso estivesse na plataforma, além de vídeos explicativos e tantas outras abordagens, que não são nocivas e falam sobre a Momo. Seria não respeitar a liberdade de expressão das pessoas“, finalizou.

A Investigação Realizada pela Jornalista Sofia Venâncio

Para terminar essa postagem gostaria de expor, que no dia 2 de março, a jornalista portuguesa Sofia Venâncio, que trabalha para a revista digital “MAGG” fez um teste e passou uma tarde inteira à procura da “Momo” no YouTube e no YouTube Kids. O resultado? Ela não encontrou absolutamente nada, tanto no YouTube convencional, quanto no YouTube Kids.

No dia 2 de março, a jornalista portuguesa Sofia Venâncio, que trabalha para a revista digital “MAGG” fez um teste e passou uma tarde inteira à procura da “Momo” no YouTube e no YouTube Kids. O resultado? Ela não encontrou absolutamente nada, tanto no YouTube convencional, quanto no YouTube Kids.

De qualquer forma, Sofia não está sozinha. Assim como ela, dezenas de outros usuários também não encontraram quaisquer inserções maliciosas em meio a vídeos infantis, ainda mais em vídeos acessados através do aplicativo YouTube Kids!

Conclusão

Até o exato momento da publicação desta postagem podemos dizer que esse suposto retorno do fenômeno “Momo” é falso! Não encontramos quaisquer evidências concretas, de que as alegações sejam verdadeiras, ou seja, de que realmente existiram vídeos infantis publicados e acessados através do aplicativo “YouTube Kids”, que contivessem inserções maliciosas da “Momo” orientando crianças a se suicidarem no período entre o início de fevereiro e início de março deste ano.

A prática predatória de boa parte da mídia em querer lucrar com esse assunto, sem verificar devidamente cada caso, por sua vez, expôs milhões de crianças ao redor do mundo a, talvez, se interessarem por esse tipo de conteúdo e irem atrás de tais vídeos. Algo que provavelmente teria um curto período de vida, e que poderia ser resolvido ao adotar medidas padrões de segurança digital voltadas para crianças e adolescentes, acabou tomando uma proporção muito maior do que o esperado. Resumindo? Boa parte da mídia, infelizmente, estimulou a viralização de vídeos relacionados a Momo, não o contrário. Aliás, não seria de se estranhar caso, a partir de toda essa viralização promovida, que surgissem situações realmente verídicas ao longo do tempo. Vamos torcer, é claro, para que isso não aconteça.

Por fim, é importante ressaltar que, independentemente de ser ou não falso, é necessário que os pais acompanhem de perto o que seus filhos fazem na internet, e também parem de fazer parte de toda essa histeria coletiva, que não colabora em nada para estancar os perigos inerentes as redes sociais. Não é possível que os pais joguem a responsabilidade da criação de seus filhos ao se apoiarem na reação inflamada de algumas pessoas, que surgem em grupos e páginas na internet, e muito menos do que é propagado nas redes sociais de forma deliberada, anônima e que beira a clandestinidade. É preciso parar, sentar, ter conversas sinceras, educar, e ter acompanhamento constante. Sinceramente, é hora dos pais pararem de olhar para a tela dos próprios celulares e agirem, simplesmente, como pais.

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93 Comentários

93 Comments

  1. Katagiri

    19 de março de 2019 em 7:45

    Acredito que a escultura tenha sido baseada na Ubume, uma mulher pássaro que antes foi humana.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 8:12

      Olá Katagiri! Sim, Ubume (産女) é um youkai japonês ou bakemono, que incorpora o espírito de uma mulher que morreu no parto. Às vezes elas assumem uma aparência jovem e bonita e em outras vezes, tem a aparência de uma mulher feia e velha. Muitas vezes aparecem como geralmente os espíritos japoneses aparecem, usando robes brancas, e tendo um cabelo longo e escuro (https://www.japaoemfoco.com/10-criaturas-interessantes-do-folclore-japones/) 🙂

  2. Thiago Lopes

    19 de março de 2019 em 9:02

    Esse camarada é um brother que conheço a alguns anos em redes sociais, confiram o relato dele.
    https://www.facebook.com/carlos.artside/posts/2075066132529363

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 9:48

      Respeito seu amigo, Thiago, porém, infelizmente, relatos são evidências anedóticas. Qual o nome do vídeo e do canal, que o menino acessou dentro do YouTube Kids?

      • Victor gomes

        19 de março de 2019 em 15:30

        Esse a tá ganhando demais com AdSense kkkkk, boa sorte aí mano! Seu site hj bateu 1000 online parabéns!!! Ótimo conteúdo, mais se eu fosse vc colocaria um anúncio grande encima do site! Renderia mais

      • Frank cesar

        20 de março de 2019 em 5:51

        Marcos bom dia!
        Já te acompanho a algum tempo e respeito e admiro seu trabalho, mas minha filha de 5 anos teve assesso a um trecho de vídeo dessa moma aí no YouTube convencional quando assistia a um vídeo da Peppa, ela pedia para criança tampar a respiração até não aguentar no final ela falava que era trolagem e que a criança iria morrer, eu fiquei sabendo dela somente depois quando eu a confrontei para saber se ela conhecia a personagem. Fica alerta para seus seguidores para monitorar o que as crianças Assistem, minha filha replicou direitinho o que o vídeo ensinou em uma hora de stress. Eu não sou vinculado à nenhuma imprensa mas ficarmos atentos nunca é demais
        Abraços

        • Marco Faustino

          20 de março de 2019 em 10:52

          Olá Frank! Agradeço por me acompanhar! Algumas perguntas são pertinentes: Isso foi recente? Você tem o link desse vídeo?

          É importante ressaltar, que essa postagem é referente ao YouTube Kids, plataforma na qual o YouTube recomenda que seja feito o acesso por menores de 13 anos, e na qual há um controle muito maior que o convencional. Infelizmente, deixar uma criança de 5 anos exposta a uma plataforma de vídeo, independentemente de qual ela seja, que não possua qualquer tipo de controle parental é um risco, por menor ou maior que ele seja (embora o YouTube tenha tomado medidas e reforçado o cerco desde que essa propagação midiática começou). Permitir isso, expõe sua filha a qualquer outro tipo de conteúdo não recomendado para a idade dela, visto que ela pode pesquisar por qualquer coisa. Para completar, depois da viralização que foi feita, novamente em grande parte por responsabilidade da imprensa, explodiram o número de vídeos citando a “Momo” em diversas plataformas. Espero, obviamente, que esteja tudo bem com sua filha.

          De qualquer forma, seguem links recentes sobre o assunto:

          https://oglobo.globo.com/sociedade/atencao-pais-parem-de-compartilhar-videos-sobre-desafio-da-boneca-momo-23532209
          https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2019/03/folha-busca-momo-por-dois-dias-no-youtube-kids-mas-figura-nao-aparece.shtml

    • ALEXANDRE DO NASCIMENTO MENDES

      19 de março de 2019 em 14:15

      Seu amigo é tão real que o perfil dele ou a postagem não existem mais

      • Adriele Moreno

        24 de março de 2019 em 1:43

        Agradeço pelos esclarecimentos dos fatos. Confesso q estava realmente preocupada, mas ao revirar todos os videos que meu filho de 3 anos assistiu, não encontrei nada e ja estava começando a duvidar mesmo dessa história. Fico mais aliviada depois dessa materia bem detalhada. Mas não quer dizer que vou simplesmente largar o you tube nas maos do meu filho e não ficar de olho… Quando se trata de crianças, todo cuidado é pouco com toda a certeza. Obrigada Marcos, primeira visita no seu site e ja virei fá!!!

        • Marco Faustino

          25 de março de 2019 em 9:13

          Imagina, Adriele! Fico feliz em poder ajudar a esclarecer toda essa história! 🙂

  3. Stefano

    19 de março de 2019 em 9:23

    Marco Faustino, há dezenas de relatos no facebook de mães e pais falando que seus filhos VIRAM os vídeos infiltrados no YouTube Kids e ficaram extremamente assustados. Já temos dois casos de suicídio de crianças no Brasil, uma menina de 11 anos que pegou a arma da gaveta do pai e deu um tiro na cabeça e um garoto pernambucano que se enforcou. Apesar de que não encontraram relações comprovadas entre os dois casos e o vídeo do momo, mas aconteceram e são casos extremamente graves. Tem também o caso de um garoto que cortou os pulsos mas sobreviveu.

    Faça uma averiguação mais profunda Marco, o site e-Farsas é uma fonte de credibilidade, esse assunto é de responsabilidade alta. Não é certo você publicar a matéria que vc diz que não há nada comprovado, mas está tendendo a afirmar que os vídeos no YouTube kids não existem.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 9:43

      Olá Stefano, até o momento da publicação desta postagem não há vídeos no YouTube Kids que contenham inserções da Momo, durante a exibição desses vídeos, orientando que crianças ou adolescentes se suicidem. O mesmo vale para o período entre o início de fevereiro e início de março. Não sou apenas eu que estou falando, são instituições de caridade no Reino Unido, organizações de voltadas a segurança digital de crianças, além de jornalistas sérios e competentes que se deram ao trabalho de pesquisar os casos. Não há qualquer gravação, captura de tela ou link para qualquer vídeo, dentro do YouTube Kids, que mostre que isso tais orientações foram inseridas nos vídeos disponibilizados por lá.

      Quanto ao caso do menino alegadamente de quatro anos, acesse: http://www.e-farsas.com/um-menino-de-4-anos-cortou-os-pulsos-em-goioere-por-causa-da-momo.html.
      Essa outra postagem é do Gilmar, talvez você também queria questionar a credibilidade do dono do site.

      • Emanuelle

        20 de março de 2019 em 7:42

        Infelizmente também recebi esse alerta. Se era verdade ou não compartilhei a reportagem da Crescer. Obrigada por esclarecerem as informações mas serve de alerta que devemos estar atentos ao que as crianças tem consumido na internet.

      • Cindystar4

        20 de março de 2019 em 9:23

        GENTE! no Facebook tem mais mentira que a Xuxa dizendo que nunca fez plástica e que Pablo Vitar é a mulher mais bonita do Brasil, acooooooooooordem!

    • Evandro

      20 de março de 2019 em 9:26

      “Faça uma averiguação mais profunda Marco” kkkkkkk eu ri

  4. Denise Cunha

    19 de março de 2019 em 9:26

    Meu Deus a que ponto chegamos, o pior que ninguém quer saber da verdade, sai chutando pra tudo qto è lado. Lamentável.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 9:34

      É muito complicado, Denise! Porém, faz parte do trabalho de desmistificar tais casos! Agradeço pela leitura 🙂

  5. adriana

    19 de março de 2019 em 9:38

    eu desconfiei que fosse falso, minhas filhas vivem assistindo youtube kids e nunca viram nada de momo, eu sempre confiro o que elas assistem e nunca vi nada de mais…povo gosta de fazer alarde mesmo…o lado positivo disso tudo é que os pais ficarão mais alertas ao que seus filhos andam fazendo na internet…

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 9:52

      Complicado, Adriana! Infelizmente, essa história virou o que antigamente chamávamos de “telefone sem fio”!
      Agradecemos por sua opinião sobre o assunto, pela leitura e pela confiança em nosso trabalho! 😀

      • Lucas Cardozo

        19 de março de 2019 em 11:47

        Parabéns por mais uma ótima matéria.

        • Marco Faustino

          19 de março de 2019 em 12:52

          Olá Lucas! Ficamos felizes que tenha gostado! 😀

    • Patrícia Mendes

      19 de março de 2019 em 12:18

      De qualquer forma essa figura é intimidadora minha afilhada recebeu uma ligação da “momo”mas é óbvio ela não atendeu,o número que aparece é muito complexo, eu sugiro que vc tente explicar essa matéria à uma criança, a”momo”é sim real e mesmo que ela não incita nada meche com o psicológico das crianças é”fato”,preste atenção à seus filhos não vai adiantar nada chorar depois,reportagem boa mais eu vi com meus próprios olhos então acredito.

      • Rafael

        19 de março de 2019 em 13:33

        Você leu o post?

      • Natália

        19 de março de 2019 em 18:40

        Como que você sabe que era a Momo se a sua afilhada não atendeu?

      • felipe

        22 de março de 2019 em 16:03

        uaehuaheuaheuha muito bom essa galera…parece até minha mãe acreditando em tudo que o facebook mostra

  6. Cacá Silva

    19 de março de 2019 em 9:50

    Caramba, que baita matéria, bastante esclarecedora. Parabéns Gilmar

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 9:52

      Ficamos felizes que tenha gostado, Cacá 😀

  7. Ana Paula Soares

    19 de março de 2019 em 10:00

    Adorei o esclarecimento de vocês sobre o assunto,isso tem me deixado preocupada e tem preocupado alguns pais próximos a me. Na escola em que trabalho isso virou o assunto principal, mas antes que qualquer coisa resolvi me informar.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 10:07

      Olá Ana Paula! Esperamos que você tenha ficado um pouco mais aliviada, pelo menos em relação ao YouTube Kids. De qualquer forma, é sempre bom relembrar que é necessário manter uma vigilância constante em relação ao que crianças e adolescentes acessam na internet, principalmente através das redes sociais, uma vez que vídeos contendo tais orientações (em inglês, porém de fácil assimilação gráfica) acabaram sendo disseminados em outras plataformas (Facebook, WhatsApp e Twitter) principalmente devido ao frenesi promovido pela imprensa britânica e norte-americana. Crianças são curiosas, espertas, e nem sempre os pais conseguem vigiá-las o tempo todo! 🙂

  8. Rodrigo

    19 de março de 2019 em 10:08

    Parabéns pela pesquisa e matéria!

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 10:09

      Agradecemos pelo carinho e pelo reconhecimento, Rodrigo! 😀

  9. Valéria

    19 de março de 2019 em 10:44

    Parabéns pela matéria! Muito esclarecedora

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:20

      Agradecemos pelo carinho, Valéria! 😀

  10. Débora Aranha

    19 de março de 2019 em 10:51

    Muito esclarecedora a matéria. Apesar de tudo, serve para nós como pais, estarmos mais atentos ao que nossos filhos assistem na internet. Parabéns ao e-farsas!!!!

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:22

      Olá Débora! Sim, sempre! Todo cuidado é pouco, quando se trata de crianças e adolescentes 🙂

  11. Wailler

    19 de março de 2019 em 10:53

    Marco, parabéns pela matéria! Gosto muito do seu estilo de pesquisa e das matérias bem completas, continue nessa pegada! Abraço!

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:25

      Olá Wailler! Agradeço verdadeiramente pelo reconhecimento! Nem sempre é algo fácil, porque invariavelmente acaba se tornando um texto enorme, mas é o que posso fazer para tentar apresentar a realidade por trás de uma determinada situação! Forte abraço! 😀

  12. Edson

    19 de março de 2019 em 10:55

    Pois é mas o fato de o Youtube estar desmonetizando automaticamente, não significa que esses videos não possam estar em outras mídias, sabemos que o Whatsapp (e outros aplicativos semelhantes) são terra sem lei.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:31

      Olá Edson! Sim, claro! Porém, geralmente, quem assim o faz, quase sempre tem razões financeiras por trás. Tanto é que o YouTube virou uma das principais fontes de renda e vitrines para a disseminação das mais variadas e absurdas teorias conspiratórias, a exemplo da Terra Plana. Quando você seca a fonte, acaba desestimulando que novos vídeos semelhantes sejam publicados em uma determinada plataforma. Em redes como Facebook e Twitter, muitas vezes uma página é apenas um meio para divulgar um site ou determinado canal, ou seja, o caminho do dinheiro é diferente e, portanto, a razão da divulgação é diferente (existem obviamente outras razões). De qualquer forma, os pais devem ficar atentos! 🙂

  13. Rafaela

    19 de março de 2019 em 11:15

    A história em si até acredito que que não exista, mase não duvido nada que tenha alguma pessoa malucá se aproveitando de tudo isso.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:33

      Olá Rafaela! Como diria minha falecida avó, “cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém” 😀

  14. Said Costa

    19 de março de 2019 em 11:23

    Ótima matéria, muito esclarecedora. Parabéns!

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:33

      Olá Said! Ficamos felizes que tenha gostado! Agradecemos por ter acompanhado a postagem! 😀

  15. Rafael Aranha

    19 de março de 2019 em 11:29

    Uma verdadeira aula sobre fake news e imprensa marrom na atualidade! Parabéns!

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:42

      Olá Rafael! Nesse mês saiu uma pesquisa da CNT (http://www.cnt.org.br/imprensa/noticia/igreja-mantem-instituicao-brasileiros-confiam-cntmda), onde a porcentagem de confiança na imprensa entre os entrevistados era de apenas 3,7%. Cerca de um ano atrás era de 5%. A polícia, que é geralmente tão criticada (muitas vezes com razão em virtude de certas declarações e atitudes) ficou com 4,1%. Em uma época que se discute tanto sobre livros e armas, é angustiante ver que muitos daqueles têm a nobre missão de informar, simplesmente atiram para todos os lados visando preencher a narrativa que precisam em busca de um “joinha”. Enfim, vida que segue! 🙂

  16. Edson Douglas

    19 de março de 2019 em 11:31

    Com certeza essa é a melhor matéria sobre Momo que eu vi até agora. Parabéns pelo trabalho e fontes colocadas!

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:43

      Fico feliz que tenha gostado, Edson! Agradeço por ter acompanhado a postagem! Sempre faço questão que apontar cada fonte para mostrar a imparcialidade do trabalho realizado! 😀

  17. Simony

    19 de março de 2019 em 11:36

    Caraca mano, depois de ler uma baita matéria dessa o cara lá do comentário lá de cima ainda insiste em dizer que os tais vídeos ainda estão no YouTube Kids, caraca velho, que desânimo kkkkk

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:50

      Olá Simony! Acredite, sempre haverá situações assim! Com o tempo a gente se acostuma por aqui! Muitas pessoas tentam a todo custo preservar a inocência das crianças, acreditando que estão protegendo-as de todo mal vemos diariamente pela TV e em nossas ruas, mas a verdade é que ninguém se sente seguro. É perfeitamente compreensível, que os pais tenham medo de casos assim, e obviamente devem permanecer alertas. O problema é quando falta ponderação e sensatez por parte de quem deve informar a esses pais o que está acontecendo, e uma boa dose de educação dentro do lar de cada um 🙂

  18. Felipe Rodrigues

    19 de março de 2019 em 12:23

    Parabéns pela matéria! É incrível como as pessoas e principalmente a mídia não vão a fundo e disseminam o
    caos na internet. É tudo no ouvir dizer, famoso fulano postou, beltrano compartilhou, etc… Por fim ótimo trabalho!

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:59

      Agradecemos pelo reconhecimento, Felipe! 😀

    • Rosane

      19 de março de 2019 em 13:20

      Não é farsa. Eu vi um vídeo.

      • Xeroque Rolmes

        21 de março de 2019 em 10:57

        Poderia por gentileza postar o link deste vídeo? Do contrário serei obrigado a duvidar de seu relato.

  19. Carlos

    19 de março de 2019 em 12:47

    Dizer que um codigo ou algoritmo nao pode ser burlado e muita presunçao. Por via das duvidas, tive uma conversa com minha filha sobre isso, pra ela nao acreditar em nada que possa ver ou ouvir em um video desses, venha por onde vier.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 12:52

      Fez o certo, Carlos! 🙂

  20. Maria

    19 de março de 2019 em 14:59

    Marco, isso se tornou uma histeria coletiva incontrolável. Ontem passei a madrugada toda pesquisando também, elaborei minha tese e expliquei às pessoas, confrontei a “fonte” aqui no Brasil, mas parece que não tem jeito. As pessoas ficam cegas de pavor e disseminam as fakes. É uma coisa tão forte que as pessoas acabam acreditando na própria mentira, pois trata com o medo e o imaginário delas e, o pior, dos seus pontos fracos que são suas crianças . Demonstram e afirmam que existe o que nunca viram. Aqui no Brasil a fonte da origem do boato já está inclusive “monetizando” a repercussão da farsa. Aliás, mais um caso a ser estudado…

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 15:14

      É assustador o comportamento de boa parte da imprensa diante desse caso, Maria. Ignoraram toda e qualquer consequência ao propagar efusivamente tão somente relatos, sem qualquer tipo de prova material, na expectativa que algo aconteça e, talvez, possam ficar uma semana inteira falando sobre esse assunto alegando que estavam certos o tempo todo. Terrível.

  21. Luciana Aguiar

    19 de março de 2019 em 15:15

    Talvez o autor da postagem já esteja cansado dessa função de desmistificar farsas da web e isso justifique a agressividade desnecessária voltada para os “pais”… Difícil ter tanto discernimento quanto ao que é real ou não quando veículos de comunicação como a Revista Crescer, oglobo, Pais e Filhos, entre outros, publicam matérias alertando sobre um problema. E foram justamente os pais atentos que ficaram preocupados. Conheço quem entregue o tablet para o filho de 5, 6 anos, sem nenhuma supervisão, e não deu a menor bola para essa história… Não esqueça de que pais e mães trabalham. Não passam 100% do tempo com seus filhos e NÃO CONSEGUEM convencer todos os cuidadores da importância de não entregar o celular nas mãos das crianças. Também não conseguimos impedir que amiguinhos apareçam com seus tablets e nem sempre estamos por perto nessas horas. Tá difícil educar, amigo. E dá muito medo desse tipo de coisa. De todo modo, agradeço por esclarecer a situação. Aqui seguimos probindo o YouTube – Kids ou não – e implorando para que a necessidade de supervisão seja reconhecida pela rede de apoio.

    • Isis

      19 de março de 2019 em 15:55

      Gostaria de dizer que é apenas fale News mas meu marido viu duas vezes,a imagem da momo,enquanto nosso filho de 04 anos assistia ao YouTube. E para completar,hoje mostrei a ele a imagem dela e lhe perguntei quem era: ele com muito medo respondeu: é a moma. Detalhe: ele tem 04 anos e ainda não fala perfeitamente.

      • Osvaldo

        19 de março de 2019 em 19:49

        Certo, e o link do video? Kd?

  22. Giuliano

    19 de março de 2019 em 15:27

    Oi Marco, respeito MUITO seu trabalho, mas dessa vez eu terei de discordar, pois aconteceu com minha filha e eu estava vendo junto com ela (então eu vi). Estávamos vendo um vídeo de Minercraft e apareceu a Momo. Na hora eu nem me atentei. Apenas achei estranho e apenas pulei o vídeo. Depois de todo mundo falando, fui ver o vídeo de novo e não apareceu mais.

    • Giuliano

      19 de março de 2019 em 15:29

      OBS: Era no YoutubeKids (tenho certeza)

    • Gilmar Lopes

      19 de março de 2019 em 15:32

      Tem um link disso pra mandar pra nós?

  23. Nane

    19 de março de 2019 em 16:17

    Parabéns pela excelente matéria Marco. É interessante ver como um texto simples pode provocar uma histeria.
    Compartilhando o link com os amigos.

    • Marco Faustino

      19 de março de 2019 em 16:26

      Agradeço pelo reconhecimento, Nane! Só nos resta torcer para que esse comportamento questionável de boa parte imprensa não acabe gerando tragédias.

  24. Nilson

    19 de março de 2019 em 16:45

    Acho que “Hoax” deveria ser matéria nas escolas, assim ensinariam as crianças desde já a procurar saber se é verdade ou não antes de disseminar isso em grupos e redes sociais, pensando em ajudar as pessoas vc só esta na verdade causando o Panico, eu não compartilho eu dou segmento a algum q eu não tenha plena certeza q isso é mesmo real. Tenho 44 anos e vejo cada compartilhamento que não soma em nada, pelo contrario só prejudica as famílias.

  25. Jardel Melo

    19 de março de 2019 em 20:26

    Ótima matéria, amigo. Muito esclarecedora. O pior é que acabei de ver o SBT dando essa notícia da momo como se fosse real e mostrando uma mãe que ouviu seu filho dizendo que viu o tal vídeo. Esse tipo de assunto é muito complicado, então eles deveriam ter a decência de pesquisarem bem a fundo antes de fazerem uma matéria desse tipo. Fazendo isso, eles acabam que assustando vários pais, já que pra eles a maior fonte de credibilidade são esses jornais.

  26. Natan

    19 de março de 2019 em 21:47

    O jornalismo atual é só um ninho de abutres.É uma pena que instrumentos que deveriam esclarecer as pessoas só pulem feito vampiros em cima de qualquer possibilidade de grana,sem se importarem com as consequências, e sei que isso não é recente.A imprensa brasileira é um ótimo exemplo disso,já não os levo a sério desde o tal Et Bilú.

    • Marco Faustino

      20 de março de 2019 em 0:10

      Olá Natan! Realmente, ET Bilu foi um triste e lamentável episódio.

  27. Joao

    19 de março de 2019 em 22:20

    fake .. momo é minha sogra e ela tá desde desde o carnaval naquela festinha que o bozo fez tanto escândalo, volta só pra pascoa.

  28. Vitória da Hora

    20 de março de 2019 em 0:10

    Adorei a matéria e concordo com você. Minha filha tem 5 anos e só assiste YouTube Kids, eu acompanho pelo áudio e nunca vi nada de suspeito. Qd começou a polêmica, conversei que se ela visse algo diferente, viesse me mostrar. Não falei anda de momo ou ameaças ou qualquer coisa que fugisse do universos dela. Pois hj ela volta da escola assustada pq tinha uma boneca no YouTube que ia matar as crianças… são os pais que estão estimulando os próprios filhos por despertarem neles a curiosidade… e pior que essas crianças vão contaminando outras!! Eu tive o cuidado de assistir vídeos hj do YouTube Kids e não encontrei nada!
    Parabéns pela matéria!!

    • Marco Faustino

      20 de março de 2019 em 0:37

      Olá Vitória! Fico feliz que tenha gostado, e que a matéria possa ser realmente útil para dar um pouco mais de tranquilidade aos pais e mães de crianças, principalmente aquelas menores de 13 anos. Infelizmente, estamos diante de uma boa parte de imprensa totalmente desorientada, baseando-se apenas em relatos e sem oferecer quaisquer evidências concretas, que tais vídeos existem ou existiram no YouTube Kids, antes ou depois que propagassem tais histórias.

      Espero que sua filha fique bem, que você possa dar tranquilidade a ela (se possível assista aos vídeos com ela), tente explicar a situação na medida do possível, e também oriente aos pais dos demais coleguinhas dela sobre esse assunto 🙂

  29. Alexandre Gonçalves Neto

    20 de março de 2019 em 8:29

    Bom, independente de ter ou não tais vídeos, já cortei a muito tempo o acesso irrestrito e integral ao celular, o melhor mesmo é colocar as crianças para brincar, correr, empinar pipa.

  30. Phaola

    20 de março de 2019 em 8:45

    EXCELENTE! Como sempre o e-farsas prestando um serviço impecável para quem realmente quer estar bem informado. Sigo o site há muitos anos e indico sempre para as pessoas. Obrigada por todos os esclarecimentos, agora vamos torcer para que as pessoas leiam toda a matéria e entendam que o problema real não é a “Momo”, mas a falta de supervisão dos pais e também o contato cada vez mais precoce de crianças com o celular. Obrigada a todos!

    • Marco Faustino

      20 de março de 2019 em 10:54

      Olá Phaola! Ficamos felizes que tenha gostado! Sim, vamos torcer para que essa viralização não resulte em nenhuma tragédia 🙂

  31. CANDACE FEITOSA

    20 de março de 2019 em 9:47

    PARABÉNS PELA MATÉRIA, BASTANTE ESCLARECEDORA, CHEIA DE INFORMAÇÕES CONCRETAS, UMA PESQUISA RIQUÍSSIMA. VOU COMPARTILHAR EM TODOS OS GRUPOS QUE RECEBI A NOTÍCIA ATERRORIZANTE, TODOS DEVIAM FAZER O MESMO. PARABÉNS MAIS UMA VEZ.

    • Marco Faustino

      20 de março de 2019 em 11:29

      Olá Candace! Ficamos felizes que tenha gostado! 🙂

  32. Felipe Rodovalho

    20 de março de 2019 em 9:47

    O pior, é que mesmo depois de publicarem a “FAKE NEWS” o pessoal do site da Revista Crescer da Globo, não se deram o trabalho de apagar o post (assinado por Aline Dini) ou mesmo se retratarem!! Continua no ar, como se tudo o que escreveram fosse verdade. UM VERDADEIRO ABSURDO!!!

    • Marco Faustino

      20 de março de 2019 em 10:58

      A pior parte talvez nem seja essa, Felipe. Originalmente (em 15/03), a matéria era intitulada como “Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem”, e posteriormente foi editada para “Momo aparece em vídeos de slime do YouTube Kids e ensina as crianças a se suicidarem, diz mãe“ (em 18/03). Reparou na sutil mudança, mas que faz uma enorme diferença? 🙂

  33. Cesar Crash

    20 de março de 2019 em 10:21

    Pô, jogou fora? Adoraria pagar o frete e recebê-la.

    Os relatos aqui me lembram os palhaços que roubavam órgãos de crianças. Apareceu um monte de criança dizendo que tinha sido perseguida e conseguiu fugir. O Notícias Populares fez retrato falado do palhaço, correu o boato que prenderam a bailarina. São esses relatos evidência de que era verdade?

  34. Ana Serrats

    20 de março de 2019 em 14:15

    Ta foda hoje em dia,as redes sociais e meios de comunicação em geral amplificou o que a fofoqueiras que ficavam fazendo…tudo isso em busca de curtidas ou um pouco de grana que tem nesses anúncios de sites sensacionalistas. Custa muito educar seu filho como usar a internet corretamente?

    • Marília

      22 de março de 2019 em 10:42

      Esses tais vídeos não tem link, pois se trata de anúncios, ou seja, a tal momo aparece em propaganda aleatória no meio dos vídeos infantis ensinando a fazer as tais coisas. A criança pode ou não pular o anúncio. Uma vez que o vídeo é em forma de anúncio, logo não tem link. Acredite, é real!

      • Marco Faustino

        22 de março de 2019 em 11:15

        Não há anúncios da “Momo” incentivando suicídio, tanto no YouTube quanto no YouTube Kids. Pare de mentir 🙂

      • John

        23 de março de 2019 em 14:30

        Cala a boca inútil. O Youtube ganha dinheiro com as propagandas e não iria dar um tiro no próprio pé. Pena que uma Momo não te convence a se matar pra parar de falar merda. Tem gente que ou é burra ou gosta de ver o circo pegar fogo.

  35. HomemDaFoice

    20 de março de 2019 em 23:07

    Nilson, sou professor do 5º ano e concordo contigo, pois sempre que surge um hoax é notória a curiosidade dos alunos. Eles acreditam em tudo e ficam com medo, hoje mesmo me perguntaram sobre a tal Momo (ainda brinquei dizendo que eu conhecia o rei Momo do carnaval) e tive que esclarecer na base da ponderação, como o e-farsas fez aqui.

  36. Pingback: O caso “Momo”: dicas para controlar o que se vê no Youtube

  37. Vee

    21 de março de 2019 em 18:45

    “Ain, mas minha filha viu o vídeo”, “Ain, mas o filho do meu vizinho recebeu uma ligação”, “Ain, a Momo é real sim, eu vi o vídeo no YouTube”. Eu desisto de vez da humanidade. As pessoas não querem mais saber da verdade, dos fatos, a verdade é o que a pessoa quer que seja. Voice escreveu uma matéria esclarecedora com diversas fontes, uma pesquisa completa. Se a Momo está sim no YouTube Kids, então eu vou ali invocar a Loira do Banheiro. Os vídeos da Mulher de Branco são reais, o Pé Grande existe e o Monstro do Lago Ness.

  38. Pingback: Lendas virtuais e creepy pastas em Arquivos Paranormais e Pesadelos Terríveis – Lampião Game Studio

  39. Carlos Souza

    26 de março de 2019 em 14:36

    Ótima matéria, no meio de tanto jornalismo ineficiente ainda há quem faça com responsabilidade e leve a sério, parabéns pelo trabalho.

    • Marco Faustino

      28 de março de 2019 em 9:34

      Olá Carlos! Agradecemos pelas palavras e pela confiança em nosso trabalho! 😀

  40. Marcelo

    27 de março de 2019 em 22:53

    Parabéns pela postagem incrível! Um artigo atualizado e super bem populado com informações sensatas. Um exímio trabalho de pesquisa. Vocês são mais importantes do que nunca nesse mundo de Olavos e Bostonaros.

    Continuem o bom trabalho!!!

    • Marco Faustino

      28 de março de 2019 em 9:33

      Ficamos felizes que tenha gostado, Marcelo! Agradecemos pelo reconhecimento! 😀

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