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segunda-feira, setembro 27, 2021

Crianças com problemas físicos são enterradas vivas por índios!

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Trecho do documentário Hakani mostra índios enterrando crianças com problemas mentais ou físicos, ainda vivas! As cenas são fortes, mas são reais?

O vídeo apareceu na web em 2010, mas voltou a circular com força nas redes sociais em outubro de 2013. Seria um trecho de um documentário chamado Hakani, que mostra que crianças com problemas físicos ou mentais (e também filhos resultantes de relações extraconjugais) são enterradas vivas pelos líderes da tribo!

Vídeo mostra índios enterrando crianças vivas! Verdadeiro ou  falso?
Vídeo mostra índios enterrando crianças vivas! Verdadeiro ou falso? (foto: Reprodução/YouTube)

As cenas são fortes! Um índio adulto agarra um garoto, aparentemente com problemas nas mãos, e o joga em uma vala que haviam acabado de cavar. Depois de deixar o menino desacordado, vai jogando terra sobre o corpo e no rosto do moleque inconsciente até deixa-lo completamente enterrado.

Se tiver nervos de aço, assista ao trecho abaixo e descubra conosco se isso é verdadeiro ou falso:

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Verdadeiro ou falso?

Se você ficou horrorizado(a) com o vídeo acima, pode ficar tranquilo(a). Ele é falso!

Hakani é um pseudo-documentário feito por uma entidade norte-americana chamada Youth With a Mission, que atua aqui no Brasil desde 1975 e conhecida aqui como “Jocum” “Jovens Com Uma Missão”. O diretor do Hakani se chama David L. Cunningham e é filho do fundador da instituição.

No próprio site do projeto Hakani é explicado que o filme foi feito com índios de verdade, mas que eles foram pagos para atuar (receberam cachê). A terra que é usada para cobrir o rosto do indiozinho no chão e, na verdade, BOLO DE CHOCOLATE!

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Essa afirmação também foi repassada a várias agências de notícia como a prestigiada Reuters, por exemplo.

Tudo ali foi encenado!

O filme tem esse nome em homenagem a uma pequena índia da tribo Suruwaha chamada Hakani, que foi adotada por missionários evangélicos, Márcia e Edson Suzuki. Os novos pais da índia afirmam que membros da tribo tentaram matar Hakani, enterrando-a viva aos dois anos de idade, porque ela ainda não havia começado a andar e nem a falar nessa época.

Graças ao irmão mais velho que a teria desenterrado a tempo e fugido com ela, dizem os Suzukis, a garota pode ser adotada por eles e hoje, mais de uma década depois, anda e fala normalmente (Hakani tinha algumas disfunções na tireoide que puderam ser tratadas com sucesso!).

O jornal USA Today afirma que, apesar da família Suzuki possuir os registros hospitalares e fotos do estado debilitado de saúde na qual encontraram a garotinha, não há como verificar se o que dizem a respeito da tribo é verdade ou não.

De qualquer maneira, o casal se uniu ao diretor de cinema americano David Cunningham para criarem o filme Hakani. A ideia seria a de recriar uma suposta tentativa de assassinato de uma criança para mostrar como o infanticídio seria recorrente em todas as tribos indígenas no Brasil.

O documentário foi jogado na internet e exibido em diversas igrejas nos EUA e no Brasil para angariar dinheiro e chamar a atenção para o infanticídio que estaria ocorrendo no nosso país. No entanto, a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) considerou “escusa” a origem do filme e teme a generalização inadequada de uma tradição indígena e garante que o assassinato de crianças com deficiência não é comum a todas as etnias. Mesmo entre as tribos que ainda tem esse costume, já existem alternativas de adoção das crianças doentes por outras famílias para evitar as mortes, afirma a fundação.

Sobre o documentário, o antropólogo britânico Stephen Corry, diretor da ONG Survival International afirma que:

“Há décadas que os missionários evangélicos escondem seu trabalho, especialmente em lugares como América do Sul, que tem uma tradição católica muito forte. A Jocum foi expulsa de certas áreas do Brasil, mas continua lá ilegalmente.”

A Survival acusa o filme de “uma ferramenta feita para grupos cristãos evangélicos para aumentar a sua capacidade de se espalhar a crença religiosa, apesar das preocupações do governo brasileiro sobre os seus métodos!”. A ONG também afirma que a questão do infanticídio amazônico tem sido distorcida e inflada e, por isso, as pessoas pensam que a matança de bebês é comum entre os índios, enquanto que na prática isso é raro de acontecer.

Para refutar ainda mais essa história, a ONG também argumenta que: “Enquanto que as tribos indígenas do Brasil estão sendo expulsas de suas terras ou mortas por fazendeiros, mineradores e madeireiros… A questão do infanticídio é apenas uma distração destrutiva.“.

A jornalista Sandra Terena! (foto: Divulgação)
A jornalista Sandra Terena! (foto: Divulgação)

O outro lado

Em 2009, uma jornalista e documentarista descendente de índios chamada Sandra Terena, após assistir ao filme Hakani, resolveu verificar em campo essa história de infanticídio indígena e descobriu que seu próprio povo ainda praticava o infanticídio. Naquele mesmo ano ela produziu o documentário “Quebrando o Silêncio” que acabou ganhando o Prêmio Internacional Jovem da Paz.

Nota do E-farsas

Uma coisa importante a deixar claro aqui é que a cultura indígena é diferente da do “homem branco”. O que parece ser uma coisa monstruosa aqui para nós é vista com outros olhos pelos índios. De forma inversa, é de se imaginar que algumas tribos poderiam achar terrível os brancos que deixam os filhos quase morrendo, a espera de um atendimento no hospital (sempre lotado por causa da falta de médicos, que não ganham o suficiente para se manter ali ou sem remédios adequados, pois a verba para a saúde não foi administrada corretamente), ou que muitos governantes deixem crianças passando fome nas escolas, pois desviam toda a verba da alimentação para seus bolsos.

O que dizer então das crianças que morrem todos os dias nas ruas das grandes cidades? Muitas delas sem direito à educação, moradia, pais, alimentação…

Pensando de forma fria, a comunidade indígena vive em forma de cooperação. Indivíduos que não podem contribuir com as atividades rotineiras da tribo podem causar um peso extra ao grupo, que correria o risco de não conseguir alimentos para todos.

É fácil para nós, que temos como conseguir facilmente alimento ou medicamento até pela internet e no conforto dos nossos lares, julgar o infanticídio indígena (se é que ainda ocorre).

Algumas tribos vivem em situação de miséria e não tem a quem recorrer no caso de uma doença grave. O governo? Esse não dá conta nem dos seus eleitores… Enquanto isso, o líder da tribo vai usando do conhecimento da sua comunidade e trata seus enfermos com chazinhos e pedidos aos deuses para que a cura (ou a morte) venha rápido!

Conclusão

O vídeo é falso! Foram usados atores na produção e o indiozinho não foi enterrado de verdade. Seu rosto foi coberto com farelos de bolo de chocolate. O assassinato de crianças doentes pode ter sido uma prática ocorrida em algumas tribos indígenas, mas não acontece da maneira como foi mostrado no vídeo.

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Gilmar Lopes
Gilmar Henrique Lopes é Analista de Sistemas. Trabalha com PHP e banco de dados Oracle e é especializado em criação de ferramentas para Intranet. Em 2002, criou o E-farsas.com (o mais antigo site de fact checking do país!) que tenta desvendar os boatos que circulam pela Web. Gilmar também tem um espaço semanal dentro do programa “Olá, Curiosos!” no YouTube e co-apresenta o Fake em Nóis ao lado do biólogo Pirulla!

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41 COMENTÁRIOS

  1. O políticamente correto sempre fortaleceu a teoria do bom selvagem. É conveniente eximir o indivíduo de qualquer responsabilidade… Afinal é de uma massa amorfa e generalista que os governos totalitários necessitam.
    E apesar de sermos classificados como defensores do colonialismo, como qualquer que defenda os valores cristãos que , apesar de tudo, fizeram da Europa a base da civilização cujos benefícios todos aproveitamos, temos que afirmar:
    – Quem pretende os direitos assegurados por um sistema cultural, deve igualmente assumir os deveres.
    – Os índios enquanto indivíduos não deveriam estar acima da lei comum; o fato de possuírem vários sistemas culturais não os tornam incapazes de discernimento.
    O Brasil esclarecido necessita assumir alguns fatos históricos, principalmente em relação a alguns grupos considerados minorias, que tem sido endeusados de tal maneira, que a imagem romântica se sobrepôs á realidade. E mais não comento, pois este tema levaria a outros contextos igualmente afetados por esta visão superficial que nos tem sido imposta há algumas décadas.

    • Em última análise o politicamente correto nada mais é do que anti-Cristianismo disfarçado, já que essa ideologia foi uma “evolução” do marxismo-leninisto surgida na escola de Frankfurt.

      Já parou para pensar que quando algo é considerado atrasado é chamado de “medieval” em vez de “paleolítico”, que é a situação/era civilizacional na qual ainda se encontram os indígenas que praticam esses assassinatos? Resposta: preconceito anti-cristão.

  2. “Muitas das mortes por infanticídio vêm mascaradas nos dados oficiais como morte por desnutrição ou por outras causas misteriosas (causas mal definidas – 12,5%, causas externas – 2,3%, outras causas – 2,3%).

    Segundo a pesquisa de Rachel Alcântara, da UNB, só no Parque Xingu são assassinadas cerca de 30 crianças todos os anos. E de acordo com o levantamento feito pelo médico sanitarista Marcos Pellegrini, que até 2006 coordenava as ações do DSEI-Yanomami, em Roraima, 98 crianças indígenas foram assassinadas pelas mães em 2004. Em 2003 foram 68, fazendo dessa prática cultural a principal causa de mortalidade entre os yanomami.

    A prática do infanticídio tem sido registrada em diversas etnias, entre elas estão os uaiuai, bororo, mehinaco, tapirapé, ticuna, amondaua, uru-eu-uau-uau, suruwaha, deni, jarawara, jaminawa, waurá, kuikuro, kamayurá, parintintin, yanomami, paracanã e kajabi.

    “Não existem dados precisos… O pouco que se sabe sobre esse assunto provém de fontes como missões religiosas, estudos antropológicos ou algum coordenador de posto de Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) que repassa as informações para a imprensa, antes que elas sejam enviadas ao Ministério da Saúde e lá se transformem em “mortes por causas mal definidas” ou “externas”. Marcelo Santos, em “Bebês Indígenas Marcados para Morrer” (Revista Problemas Brasileiros, SESC-SP, maio-junho/2007”

    • “A cultura da morte, que vitimiza todas as culturas, é promovida pelo “relativismo cultural”, pelo pensamento de que um mal, como o infanticídio, pode ser um mal numa sociedade e um bem em outra”. Há cerca de 20 etnias das mais de 200 etnias do país que fazem essa prática e o número de mortes é desconhecido, onde as crianças serão protegidas com a Lei as autoridades que se omitirem diante do infanticídio indígena serão punidas. Há relatos de morte em algumas dessas comunidades mais de 200 crianças.

  3. Muito boa a publicação deste vídeo e muito importante a exposição da situação. Ocorre no Brasil (e em outros países, claro!) uma manifestação de tomada de posicionamento reacionário, que beira ao fascismo.
    Nas redes sociais, há gente querendo fazer uma força tarefa e invadir as terras indígenas para evitar estes acontecimentos. Como fizeram com o Instituto Royal.
    Tá sobrando justiça com as próprias mãos e faltando bom senso.
    Parabéns pelo seu site, que lamentavelmente conheci há pouco tempo, por prestar esse ótimo serviço de esclarecimento à população.
    Evidentemente que os malas vão continuar duvidando de suas matérias, mas isso é outra questão, é de saúde mental.

  4. Em que mundo lindo vocês vivem?
    Será as pisadas em cima do menino também são irreais?
    O infanticídio realmente acontece em tribos indígenas no Amazonas. Vejam essa reportagem: http://www.istoe.com.br/reportagens/1006_O+GAROTO+INDIO+QUE+FOI+ENTERRADO+VIVO
    O que pode acontecer é que alguns órgãos tentam convencer as pessoas de que essas práticas não acontecem mais, porque preferem fechar os olhos diante de tais práticas maléficas que vão de encontro à vida humana, sob o manto do relativismo cultural.

    • Dissemos no artigo que existe, sim, a prática entre algumas tribos.
      Quanto ao artigo enviado por você, note que quem escreveu a matéria ouviu apenas um lado da história e, inclusive, entrevistou Edson Suzuki (que é um dos idealizadores do documentário Hakani).

      • Lara, as pisadas sobre o menino podem ser irreais, sim. Ou você nunca foi ao cinema? Se você se apegou ao que foi filmado e achou aquilo real, bom, é melhor rever alguns conceitos.

    • O que o e-farsas fez foi nos mostrar que o tal vídeo que circula por aí é FALSO. Quanto a existirem tribos indígenas que praticam esse ato cruel a nossos olhos é outra coisa e eles mesmo disseram que existem sim.

  5. Meu caro, sempre tive esse site na melhor estima, e também já enviei materiais para que o investigassem. Mas nesse caso o tiro foi no pé. O filme foi uma encenação sim, mas a história é real. A Hakani foi atotada por um casal cuja mãe é brasileira e o pai é norte-americano, e eles são missionários no Hawai. Tive uma amiga que chegou a trabalhar diretamente com ela, pos ser brasileira e professora de inglês. A TV record já fez uma matéria sobre ela. Pesquise melhor.

    • Olá, Marcus!
      Tenho a impressão que você não leu o artigo completo. O que escrevi foi exatamente o que você está afirmando. O filme é falso, mas os casos de infanticídio, embora raros, existem, sim!
      Obrigado pelo comentário!

      • Meu caro, eu lí sim. O filme é uma ilustração da Hakani. A história dela é real. Uma amiga foi babá dela. Atente para a sua conclusão, pois ela deixou a etender que ela não existiu. Dai o meu comentário.
        Mas mesmo assim, obrigado pela sua atenção.
        Que Deus te abençoe, fica na paz e tudo de bom.

  6. Sempre acompanhei com entusiasmo o E-Farsas, que em várias vezes esclareceu muitas coisas com fatos como o caso da Telexfree.

    Infelizmente, não posso mais confiar na imparcialidade do autor.

    Primeiro ao colocar o vídeo como apenas Falso como se a intenção do autor fosse mentir ao espectador é de uma desonestidade tremenda, que já cabia direito de resposta ao autor do vídeo.

    Segundo que ao justificar o infanticídio com a cultura própria, acaba justificando o assassinato de homossexuais, rebaixamento e humilhação das mulheres, mutilação e tortura dos mais fracos, além de eugenia, própria dos nazi-fascistas, com o argumento da diferença cultural.

    Terceiro que o direito à vida é cláusula universal da nossa Constituição, não cabendo aos indígenas contrariá-la, já que a imensa maioria já conhece nossa cultura.

    Quarto que não cabe a um blog deste gênero emitir uma opinião desonesta que não passa de SENSO COMUM. O ensinamento de Russeau foi distorcido aos nossos indígenas colocando-os como cooperativistas e puros, sendo que são seres humanos, com todos os seus defeitos. Assim, colocá-los como uma cultura acima das pessoas diversas demonstra, e não canso de dizer, a desonestidade do argumento, já que o autor cai na contradição de questionar nossa própria cultura.

    Quinto que além de não ter comprometimento em discutir com seus leitores que discordam do artigo, agradece apenas àqueles que corroboram da sua opinião, o que demonstra mais ainda sua profunda parcialidade do caso.

    Daqui pra frente, vou recomendar alguns artigos apenas, mas alertando sobre a posição do autor.

  7. Gilmar, meu querido, desta vez você realmente revelou alguns pontos de vista pessoais e que me entristeceram muito. Sempre considerei você uma pessoa feliz e apta para investigar verdades ou farsas, sem parcialidade. Penso que você até tentou, mas sua conclusão revela que o fato de existirem outras crianças morrendo por corrupção e descaso governamental e do próprio povo, justifica a prática genocida devido a uma cultura. A pesquisa feita pela jornalista Sandra Terena, deixa muito claro que, infelizmente ainda é uma prática existente entre nossos indígenas. Outro ataque forte, ainda que indireto, foi aos cristãos, generalizados aqui e igualmente criticados. Penso que há gente séria também trabalhando entre os índios, assim como entre nós, no sentido de oferecer e até promover nossa evolução. Não aceito que, para preservar a cultura seja lá de quem for, devemos isolar ou impedir que as pessoas tenham acesso ao mundo global, com suas imperfeições e suas qualidades. Que cada um de nós possa ter o direito a fazer opção de vida, é o que creio ser mais coerente. Li e reli várias vezes aquele parágrafo: “Pensando de forma fria…” e por isso, resolvi deixar aqui meu comentário. Você continua merecendo meu respeito e continuarei a usufruir do precioso E-Farsas. Grata pela sua atenção. Efa

    • Obrigado pelo comentário, Efa!
      De fato, uma coisa não justifica outra. Num mundo lindo onde todos tem acesso à saúde, educação e saneamento básico, os índios poderiam recorrer à postos de saúde ou à hospitais públicos. Mas, na realidade, existem muitas tribos que vivem em situação de miséria e a Funai (e outros órgãos governamentais ou não) nem dá a mínima para eles (seja por falta de verba ou por descaso mesmo).
      O que eu estava querendo dizer é que para nós é muito fácil julgar outras culturas estando nessa “vida boa” na qual nos encontramos.
      Nada justifica uma morte de uma criança. Seja ela por uma doença, seja ela por um ataque de um maníaco, seja ela por omissão do Estado!
      Um exemplo:
      Numa entrevista ao programa Roda Viva, o Dr. Drauzio Varella foi perguntado sobre o que ele acha a respeito da eutanásia. A resposta dele foi a seguinte:
      “Ninguém quer morrer! Nenhum dos detentos com AIDS do presídio onde trabalhei por tantos anos declarou que queria morrer. Todos eles lutavam pela vida. No entanto, é difícil salvar as vidas de doentes que morrem todos os dias nas filas dos hospitais, pela omissão dos governantes!”
      Ou seja, é fácil se declarar contra a eutanásia quando se matam mais pacientes por falta de leitos nos hospitais.
      E muito fácil a gente ficar julgando os índios pelos seus atos, mas ir até lá para ajuda-los (e não para tentar converte-los ao cristianismo) poucas pessoas querem, né?

  8. Galera, vamos pesquisar o que é infanticídio? Infanticídio consiste em matar, sob influencia do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após (art. 123, CP). O texto ficou bacana, mas fiquei levemente incomodada vendo o termo infanticídio sendo utilizado no lugar de homicídio, visto que, pelo que eu entendi, as crianças são mortas algum tempo depois do parto, tempo necessário para identificar se elas possuem alguma deficiência.

  9. Gostaria de dizer que gosto muito do belo trabalho que o site E-farsas faz, desvendando boatos virtuais. Porém, fiquei extremamente decepcionado com a postura do site neste artigo em particular.

    “É fácil para nós, que temos como conseguir facilmente alimento ou medicamento até pela internet e no conforto dos nossos lares, julgar o infanticídio indígena (se é que ainda ocorre).”

    Me desculpe se eu houver entendido errado, mas pelo que parece, você está querendo dizer que o infanticídio indígena é tolerável ou justificável, é isso?

    Não consigo concordar com tal absurdo. Se esse bárbaro costume de enterrar crianças faz parte da cultura dos índios, então esta “cultura” é abominável, e precisa ser extinta pelo bem da humanidade.

    Isso é uma coisa que precisa ser registrada e mil vezes repetida: EXISTEM CULTURAS BOAS, QUE MERECEM SER PRESERVADAS, E EXISTEM CULTURAS BÁRBARAS E ABOMINÁVEIS, QUE DEVEM SER EXTINTAS.

    Quem precisa ser protegido é o ser humano, e não as culturas, pois o ser humano sente dor, tristeza e sofrimento, e culturas não. Culturas são entes abstratos, pessoas são seres vivos que sofrem e sentem.

    Espero não ter parecido grosseiro.

    Abraço.

    • Obrigado pelo comentário. Percebo que as pessoas não estão conseguindo imaginar como a grande maioria das tribos está sofrendo aqui no Brasil por falta de ajuda do governo. É muito fácil a gente julgar qualquer um olhando de fora! Na verdade, não estou apoiando o assassinato de crianças, ESTOU COBRANDO DAS AUTORIDADES um apoio aos índios que não tem acesso à saúde básica. Só isso!

  10. Olá Gilmar!

    Antes de tudo quero ressaltar que gosto muito do site e de suas descobertas em suas pesquisas e até o divulgo muitas vezes, mas nesse em questão quero tomar a liberdade de discordar plenamente de você.

    Peço desculpas pelas palavras desde já, mas por favor, faça uma pesquisa mais a fundo sobre o projeto de lei Muwaji (projeto de lei 1057 aprovada em Junho de 2011, seriamente combatido pela FUNAI). A proposta visa proteger crianças indígenas em situação de risco por terem nascido com deficiência física ou mental, ou por serem gêmeas, filhas de mãe solteira, ou por outras razões determinadas pela tradição cultural de cada povo indígena. Essa luta é muito maior! É pelo direito à vida!

    O direito à vida, previsto no artigo 5º da Constituição, está acima de qualquer questão. É um direito primordial, mas proíbe a pena de morte.

    ‘Priorização da criança e defesa do seu direito inalienável à vida.’ Valores da ONG Atini. É um absurdo fechar os olhos para o infanticídio ou genocídio infantil sobre qualquer pretexto. É ser a favor do aborto e não à vida!

    A ONG pró-vida ATINI está nessa causa há muitos anos, desde 2006, “com a proposta de dar voz aos indígenas que não concordam com a prática do infanticídio em suas comunidades de origem. A ATINI afirma que os povos indígenas precisam de políticas públicas que propiciem, entre outras coisas, que os indígenas “dissonantes” da maioria ou não, tenham assegurado seu direito de não concordar, de mudar. Aliás, todas as sociedades são dinâmicas, do ponto-de-vista cultural. Com as sociedades indígenas não é diferente.
    A bandeira da ATINI é tão-somente seu compromisso em atender e dar voz aos indígenas, considerados “desviantes” ou não, que pedem ajuda para livrar seus filhos ou netos do infanticídio e isso deve ser levado em conta, não só pelo Estado, mas pelas associações de intelectuais e pesquisadores renomados e reconhecidos pelos seus estudos e pesquisas nas áreas das ciências sociais e dos direitos humanos.”

    Conheço essa realidade e o vídeo foi uma demonstração, uma simulação do que acontece de verdade. O que acontece no Brasil é que dia do Índio é só uma data no calendário onde o país deixa os seus indiozinhos serem mortos.
    Nada justifica ou é tolerável à prática genocida de um povo. Há uma grande preocupação do projeto da ONG Atini junto a governo federal para resolver isso de forma que a FUNAI e seu relativismo cultural, venha apoiar esse trabalho. Não por acaso esta é a bandeira de organizações que promovem o discurso pró-aborto no Brasil.

    Vcs estão fazendo etnocentrismo! Uma banalização da vida!
    É ETNOCÊNTRICO quando alguém ignora a cultura alheia e menospreza caracterizando inferior a sua cultura…peço a você que analise de novo a cultura deles.
    Se vc diz que cobra das autoridades um apoio aos índios por um pouco de respeito quanto ao acesso à saúde básica, devia conhecer melhor a luta deles junto a FUNAI e a Comissão de Direitos Humanos conhecendo a sua cultura e muitos outros que estão nessa luta como o projeto da ATINI voz pela vida!
    Sem falar nos genocídios omissivo “que vem sendo praticado pelos órgãos governamentais, conhecedores da causa que envolve terras em litígio,…visto que a sua responsabilidade de defender os direitos do índio, não passam de um jogo de palavras descompromissadas, cuja administração governamental já não busca o efetivo cumprimento do dever de reintegrar à posse…”

    Tenho orgulho de um deputado chamado Mario Juruna, primeiro deputado brasileiro pertencente a uma etinia indígena.

    Procure saber quem são Eli Ticuna (tem atuado em projetos de educação junto aos povos indígenas da Amazônia), Henrique Terena (líder indígena amplamente conhecido e respeitado, é professor com ênfase em História e Geografia, com vasto conhecimento das questões indígenas. Um árduo defensor dos direitos e liberdades dos povos indígenas), Maíra Barreto (é uma das maiores autoridades brasileiras na questão do infanticídio nas tribos indígenas) entre outros.

    Que o Grande Tupã o abençoe!

    Sue

    #EumeImporto

    “A cultura da morte, que vitimiza todas as culturas, é promovida pelo “relativismo cultural”, pelo pensamento de que um mal, como o infanticídio, pode ser um mal numa sociedade e um bem em outra”. Há cerca de 20 etnias das mais de 200 etnias do país que fazem essa prática e o número de mortes é desconhecido, onde as crianças serão protegidas com a Lei as autoridades que se omitirem diante do infanticídio indígena serão punidas. Há relatos de morte em algumas dessas comunidades mais de 200 crianças.

    Procure saber sobre o projeto de Lei Muwaji
    que trata de “combate às práticas tradicionais que atentem contra a vida”, que tramita na Câmara desde maio passado. A Lei Muwaji, como é chamada em homenagem à índia que enfrentou a tribo para salvar sua filha com paralisia cerebral -caso que inspirou a criação da Atini-, estabelece que “qualquer pessoa” que saiba de casos de uma criança em situação de risco e não informe às autoridades responderá por crime de omissão de socorro. A pena vai de um a seis meses de detenção ou multa.

    OBS:
    Tomei a liberdade de deixar abaixo algumas pesquisas de links considerados da mídia que julgo importantes para seu conteúdo e pra vc ter uma noção de que é o infanticídio em nosso país e que precisava ser aprovada uma lei contra esse absurdo. A própria FUNAI, a ABA (Associação Brasileira de Antropologia) e CIMI (Conselho Indigenista Missionário da Igreja Católica) tentava impedir junto aos partidos de esquerda que ela fosse aprovada. A própria CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pedia para os deputados em questão do PSOL, PT e outros partidos a fazer oposição e orientado aos deputados a fazerem vistas. A Comissão de Direitos Humanos sempre esteve a par do projeto e apoiou até a aprovação! Acontece que o Congresso não entrava em um acordo em relação a esse projeto de lei até porque a Funai se opõem veementemente contra ela. A FUNAI pressionava a ser engavetado e a Câmara esvaziava e adiava o projeto.
    “As tradições dos povos indígenas devem ser respeitadas, mas o direito à vida é um valor universal e garantido pela Constituição”, afirma o deputado Henrique Afonso/PV-AC

    “Mas não podemos nos calar quando setores importantes da sociedade se colocam contra a simples possibilidade de se oferecer uma alternativa de vida para estas crianças.
    Toda criança tem direito à vida!
    Edson e Márcia Suzuki”

    “Uma visão etnocêntrica demonstra, por vezes, desconhecimento dos diferentes hábitos culturais, levando ao desrespeito, depreciação e intolerância por quem é diferente, originando em seus casos mais extremos, atitudes preconceituosas, radicais e xenófobas”.

    “Há pelo menos 20 etnias no Brasil que ainda matam suas crianças, sob o olhar cúmplice da Funai e do Ministério da Justiça. Certa “antropologia” acha que o “homem branco” não tem de se meter. Em nome do multiculturalismo, considera-se um “direito” matar infantes. As situações que “justificam” a sentença são as mais variadas: deficiência física, nascimento de gêmeos (um tem de ser morto), filho de mãe solteira…Criancinha assassinada não faz lobby na imprensa.” “Não faz muito tempo, houve no Brasil um enfrentamento entre antropólogos e religiosos (se não me engano, batistas, a conferir) por causa de uma tribo ianomâmi.” Reinaldo Azevedo VEJA

    “A proposta é polêmica entre índios e não-índios. Há quem argumente que o infanticídio é parte da cultura indígena…em 1990, o Brasil já havia promulgado a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, que reconhece “que toda criança tem o direito inerente à vida” e que os signatários devem adotar “todas as medidas eficazes e adequadas” para abolir práticas prejudiciais à saúde da criança.O número de índios mortos por infanticídio no Brasil é uma incógnita. Nos dados da Funasa (Fundação Nacional de Saúde) sobre mortalidade infantil indígena, ele aparece somado a óbitos causados por “lesões, envenenamento e outras conseqüências de causas externas”.

    “Aproveito para lhe recomendar o documentário “Quebrando o Silêncio”, da cineasta Sandra Terena, onde ela, como indígena, apresenta imagens e depoimentos provando que o infanticídio ocorre também em outras etnias e que os índios amam seus filhos e querem ajuda para não mais eliminá-los, mesmo que alguns “intelectuais” digam que os índios devem continuar matando seus filhos”. Damares Alves

    “Esse grupo responde por 0,4% do total das mortes de menores de um ano de idade, segundo os últimos dados disponíveis da Funasa, de 2006. Naquele ano, foram 665 óbitos no país por mortalidade infantil indígena.” (Infanticídio põe em xeque respeito à tradição indígena -Folha de São Paulo, domingo, 06 de abril de 2008)

    “O infanticídio para o direito brasileiro é crime. Segundo o art. 123 do Código Penal, matar criança durante o parto ou logo após, com influência do estado puerperal (infanticídio), a pena é de detenção de dois a seis anos. Da mesma maneira, o homicídio (art. 121 do Código Penal) é crime dos mais reprováveis em nossa sociedade.” Correio Brasiliense – INFANTICÍDIO NA FLORESTA 15 de outubro de 2007 Editor: Josemar Dantas

    “É um absurdo fechar os olhos para o genocídio infantil, sob qualquer pretexto”, diz Edson Suzuki, diretor da ONG Atini. “Não se pode preservar uma cultura que vai contra a vida. Ter escravos negros também já foi um direito cultural”, compara.
    “O infanticídio é uma prática tradicional nociva”, ataca a advogada Maíra Barreto, que pesquisa o genocídio indígena para uma tese de doutorado na Universidade de Salamanca, na Espanha. “E o pior é que a Funai está contagiada com esse relativismo cultural que coloca o genocídio como correto”, ataca o deputado Henrique Afonso, do PT do Acre, autor de um projeto de lei que pune qualquer pessoa não índia que se omita de socorrer uma criança que possa ser morta” O Garoto Índio que foi enterrado vivo -Revista Istoé, 20 de Fevereiro de 2008

    vejam nos links
    http://www.hakani.org/pt/noticias_hakani.asp

    http://www.youtube.com/watch?v=IIN9MA4Ph9w&feature=c4-overview&list=UUNDSrIpQd4jrm27tt71YIwQ

    http://www.youtube.com/watch?v=iiluFxWj0H4

    http://www.change.org/pt-BR/peti%C3%A7%C3%B5es/deputados-estaduais-federais-e-demais-autoridades-brasileiras-que-a-crian%C3%A7a-ind%C3%ADgena-receba-atendimento-de-sa%C3%BAde-digno

  11. Esse relativismo cultural “defende” culturas que mutilam suas crianças (a primeira ideia que surge é das indígenas africanas com o clitóris extirpados), que menosprezam a humanidade das mulheres, que preferem a morte de um paciente que precise de uma transfusão de sangue.
    Faz parte desse movimento que, ao defender o multiculturalismo, arremessa para o limbo pessoas que ficarão a parte da evolução civilizatória humana.

  12. Puxa, que engraçado (#sóquenão) a indignação seletiva dessa turma… a notícia abaixo não chocou ou causou a mesma comoção http://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/01/o-desabafo-do-pai-do-bebe-esfaqueado-em-santa-catarina.html

    É a mesma indignação que faz bater panela e ao mesmo tempo pouco se lixar para roubo de merenda de crianças de escola pública.

    A intervenção com uso da força em outros povos que não agem como você acha que deveriam agir é válida? Então OK se EUA ou países europeus apontarem suas armas nucleares para nós, afinal, nossa sociedade pratica infanticídio institucional contra jovens e crianças através de suas instituições policiais. (Ah, mas aí é contra jovens só que são negros e da periferia, então, não é homicídio em massa, nem genocídio, é limpeza social, aí pode… Nesse caso, a indignação seletiva é o menor dos problemas, pois fascismo + eugenia = nazismo; nazistas diriam que a denúncia da morte de jovens pobres e negros da periferia é mimimi a favor de bandido).

    Nem ouvi indignações contra os militares na ditadura, que mataram milhares de indígenas usando, inclusive, armas “agente laranja” e napalm. Campos de concentração, prisões arbitrárias e torturas também foram usados contra povos indígenas. Indignação seletiva.

    Também estão se lixando para os ataques de ruralistas com químicos como agrotóxicos, contaminando propositalmente as águas usadas por indígenas ou jogando sobre as aldeias com aviões de pulverização. Indignação seletiva mais uma vez.

    O indignado não está nem aí se nosso povo está roubando as terras e o direito de outros povos existirem. Mas se sente no direito de dizer como outros povos devem viver.

  13. Verdadeiro ou falso o vídeo, fato é que as mortes acontecem e é uma prática normal.
    E não foi constatado por mim, mas por amigos missionários.

  14. ” a cultura indígena é diferente da do “homem branco” “. Bom, na Roma Antiga o chefe da família também tinha poder sobre a vida dos indivíduos da família, matar, jogar no lixo, o que for. Só a Cultura Católica mudou isso. Muitos dos valores ditos “naturais”, “universais”, “humanos”, são na verdade valores católicos. Implantados pela Igreja Católica às custas de seu próprio sangue ao longo dos séculos.

  15. Ha algum tempo venho percebendo que o “e-farsas” tem tomado posturas tendenciosas para certos lados, inclusive o da chamada dessa reportagem. Que diz “crianças indígenas são enterradas por problemas físicos?”, aí vem e diz que o VÍDEO é falso. Vamos separar as coisas, ok?! Uma coisa é o video em si, outra coisa é o fato do “abatimento” dos rebentos indígenas por não serem saudáveis. Portanto, peço mais compromisso com a realidade nas chamadas e não apenas “adendos” no final dos artigos.

  16. Claro que o vídeo é uma encenação. Ou você queria que fosse mostrado um infanticídio real? Mas é isso de fato acontece, e que o filme pretende mostrar. Gente estúpida…

  17. INACREDITÁVEL comparar enterrar crianças deficientes vivas com mazelas sociais. Tal “cultura” homicida só poderia ser comparada com os homicídios que ocorrem em qualquer cultura. E infanticídio não é uma coisa aceita na cultura ocidental, a não ser por abortistas que, coincidentemente, defendem esse relativismo cultural.

  18. Nossa vcs estão passando pano pra isso,? afirmando que é uma tradição , sério mesmo e farsas? Perderam totalmente sua credibilidade.

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