Conecte com a gente

E-farsas – Desvendando fake news desde 2002!

E-farsas – Desvendando fake news desde 2002!

É verdade que o presidente da Nestlé quer privatizar a água?

Conspirações

É verdade que o presidente da Nestlé quer privatizar a água?

Será verdade que Peter Brabeck-Letmathe, presidente do grupo Nestlé, quer privatizar a água do planeta e transforma-la em um produto como outro qualquer alimento?

A notícia bombástica voltou a circular na web em janeiro de 2015 e afirma que o presidente do grupo alimentício Nestlé – o austríaco Peter Brabeck-Letmathe – teria afirmado que a água deveria ser privatizada e tratada como um produto alimentício qualquer, regido pela lei da oferta e da procura. Brabeck teria dito também que seria necessário privatizar o fornecimento da água para que tomemos consciência de sua importância e acabássemos com os desperdícios!

Será que o presidente da Nestlé disse isso mesmo? A água deveria ser privatizada?

Presidente da Nestlé deseja privatizar a água do planeta! Será verdade? (foto: Reprodução/Facebook)

Presidente da Nestlé deseja privatizar a água do planeta! Será verdade? (foto: Reprodução/Facebook)

 

Verdadeiro ou falso?

A notícia não é nova! Apareceu em diversos sites e blogs em janeiro de 2013 e, desde então, volta a circular pela web ano após ano. Em 2015, o assunto veio à tona novamente devido à crise hídrica que assola o país.

O fato é que Peter Brabeck-Letmathe, presidente do grupo Nestlé, fez algumas declarações a respeito do direito à água a todos, em uma entrevista que deu em 2005, mas suas afirmações foram tiradas do contexto e deturpadas de modo a dar a entender que a Nestlé queria toda água do mundo para ela (clique na legenda para ler em português):

[iframe: width=”600″ height=”338″ src=”https://www.youtube.com/embed/5a8qzsM9Kqg” frameborder=”0″ allowfullscreen] 

O próprio Peter explica em um post seu publicado no blog da Nestlé que:

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 - t.me/efarsas

“A água que você precisa para a sobrevivência é um direito humano, e deve ser disponibilizada a todos, onde quer que estejam, mesmo que eles não possam se dar ao luxo de pagar por isso. No entanto, também acredito que a água tem um valor. As pessoas que usam a água canalizada para a sua casa para irrigar seu gramado, ou lavar o carro, devem arcar com o custo da infra-estrutura necessária para a sua apresentação.”

Em outra publicação, de 2012, o presidente da Nestlé argumenta que a água está sendo esbanjada e que alguma coisa deve ser feita a respeito! Nada de privatização da água em nenhuma das suas postagens.

Nesse outro vídeo, gravado em um fórum em 2012, Peter Brabeck-Letmathe explica melhor o seu ponto de vista com relação ao desperdício de água no planeta!

Para exemplificar melhor o seu lado da história, o CEO da Nestlé gravou mais esse vídeo, onde ele reafirma que a água é, sim, um direito humano:

[iframe: width=”600″ height=”338″ src=”https://www.youtube.com/embed/-dMA0_cLdeE” frameborder=”0″ allowfullscreen]

E aqui, Peter responde a alguma perguntas relacionadas ao assunto. Segundo ele, a água é um direito de todos, no entanto, ele não acredita que seja justo que mais de dois bilhões de pessoas no mundo não terem sequer um banheiro simples – e mais de um bilhão não terem acesso a qualquer tipo de fonte de água potável – enquanto que em outras partes do mundo as pessoas podem usar quantidades excessivas deste recurso precioso e cada vez mais escasso para fins não essenciais, sem ter de suportar um custo para sua infra-estrutura.

Em um artigo publicado no jornal de língua inglesa Huffington Post, em 2013, Peter Brabeck-Letmathe disse que defende a cobrança pelo uso da água para que as pessoas passassem a usar o precioso liquido com mais cuidado e sem desperdício (algo que já acontece com as companhias de saneamento básico).

Atualização 03/02/2015

Conforme foi muito bem lembrado por diversos leitores, atualmente as companhias de saneamento básico cobram apenas pelo serviço de fornecimento de água e pelo recolhimento do esgoto. A água mesmo, na teoria, não é cobrada! O que Peter Brabeck-Letmathe defende é a cobrança da água também.

Conclusão

O presidente da Nestlé afirmou que suas declarações a respeito do direito à água foram tiradas descontextualizadas, mas disse que apoia a ideia de uma cobrança maior pelo uso da água para que seja reduzido o desperdício. É claro que, como executivo, a ideia da venda do liquido como um produto é bom para os negócios, mas o boato sobre a privatização da água pela Nestlé é um exagero que volta a circular ano após ano!

Continue lendo
31 Comentários

31 Comments

  1. jessé

    3 de fevereiro de 2015 em 4:53

    Mas a água é um produto vendido.
    Ou alguém aqui tem água encanada de graça?

    • Gilmar Lopes

      3 de fevereiro de 2015 em 7:10

      Fiz uma pequena atualização no artigo para explicar esse ponto. Atualmente, pagamos às companhias de saneamento básico apenas pelo serviço de fornecimento de água. A água mesmo não é cobrada (na teoria, é claro).
      Obrigado pela observação!

      • Marcia

        5 de fevereiro de 2015 em 16:19

        Acredito que valha a pena buscar mais informações diretamente com os “mais prejudicados” com a “privatização” da água. Seja pela Nestlé ou qualquer outra empresa.

        Vide: https://www.youtube.com/watch?v=L6DmfBOMq14#t=63

      • israel

        15 de abril de 2015 em 10:28

        Bom dia, Gilmar. Sério mesmo. Eu ainda não vi o vídeo, sobre esse assunto, mas pude ficar com suas palavras, no princípio, pensei que você estava louco mas percebi que você apenas repetiu o que ouviu. Segundo suas palavras o fato de privatizar ou não no final o que se entende é que o CEO da Nestré acharia uma boa ideia que fosse privatizada e como representante de uma empresa de alimentos só faz perceber que ele dominaria esse assunto. Em alguns países a água estão sendo privatizadas. Protestos e mais protestos foram feitos. Pessoas foram mortas e feridas por isso. Então, tudo indica que a Nestê, está dentro dessa jogada, não sei se comandando ou se apenas operando. Pesquise, e acrescente as ultimas notícia e formule uma redação enriquecida, isso se sua missão nesse site for de querer ajudar o povo. Se essa não for sua intensão então cara, deixa como está. Está ótimo para convencer qualquer pessoa. Abraços e que nossa água da chuva também não seja privatizada como já foi privatizada em certo país(não vou dizer o nome do país pesquisem quem quiser) não ocorra por aqui.

        • Gilmar Lopes

          15 de abril de 2015 em 10:36

          Obrigado pela ajuda e, como costumo dizer aqui, não acredite em tudo o que você lê na web. Inclusive, duvide até do E-farsas.
          Acredito que o nosso papel aqui com o E-farsas é, antes de tudo, fazer com que o leitor descubra que ele também pode fazer suas próprias pesquisas e questionar se aquilo que ele leu é verdade ou não.
          É claro que há interesses econômicos por parte de grandes empresas além da suposta ideia de “ajudar a humanidade” com a conscientização do uso da água, mas nesse caso em específico, acredito que não seria bom para a Nestlé criar um valor para a água que ela teria que comprar do Governo. A empresa já é dona de grandes áreas de mananciais de onde extrai a água que precisa e se tiver que comprar do governo sairia muito mais caro o processo.

      • Luan

        6 de abril de 2016 em 21:32

        Como aplicação desse princípio, temos a cobrança pelo uso da
        água, que é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico
        A cobrança pelo uso de recursos hídricos, um dos instrumentos da
        Política Nacional de Recursos Hídricos, objetiva reconhecer a água como
        bem econômico e dar ao usuário uma indicação de seu real valor;
        incentivar a racionalização do uso; e obter recursos financeiros para o
        financiamento dos programas e intervenções contemplados nos planos de
        recursos hídricos (Artigos 5°, IV e 19, I, II e III da Lei 9.433/97).”””

        (Professor de direito ambiental Rosenval Jr.)

      • Luan

        6 de abril de 2016 em 21:32

        Como aplicação desse princípio (usuário pagador), temos a cobrança pelo uso da
        água, que é um recurso natural limitado, dotado de valor econômico
        A cobrança pelo uso de recursos hídricos, um dos instrumentos da
        Política Nacional de Recursos Hídricos, objetiva reconhecer a água como
        bem econômico e dar ao usuário uma indicação de seu real valor;
        incentivar a racionalização do uso; e obter recursos financeiros para o
        financiamento dos programas e intervenções contemplados nos planos de
        recursos hídricos (Artigos 5°, IV e 19, I, II e III da Lei 9.433/97).”””

        (Professor de direito ambiental Rosenval Jr.)

    • EvandroJGC

      3 de fevereiro de 2015 em 8:21

      Eu tenho, e de dois canos diferentes ainda por cima! O 1º o vizinho (sangue bom) dividiu o dele (também “de grátis”) com nós, já que tinham desviado (roubado) o nosso cano. O outro cano meu pai achou debaixo da casa vizinha (casa que meu irmão tinha comprado), como ninguém veio ver (a gente “testou”), e o cano era fechado, a gente percebeu que não tinha dono mesmo, e agora a gente divide esse com o vizinho, tipo em agradecimento.

      A água parece que vem direto dum rio, de tão ruim que é o tratamento, porque vem folhas, pedras, areia, etc., não valeria pagar por isso. Pelo menos vem (exceto em temporadas, claro).

    • lucas

      23 de Maio de 2015 em 21:32

      vc paga pela estrutura ,a aguá é gratis , mas as bombas , a eletricidade pra manter as bombas em funcionamento ,as caixas de água ,o cloro , a estação de tratamento, o pessoal da manutenção, etc não é de graça, isso que vc está pagando , imagine vc pagar R$0,01 por litro de água sendo que uma residencia consome uma média de pelo menos 300litro de água/Dia faça as contas , 30 dias * 300 litros * R$ 0,01 = R$90 por mês isso mais o custo de estrutura de transporte da água.

  2. troll

    3 de fevereiro de 2015 em 15:21

    Cara, desculpa, mas você não entende mesmo como funciona o sistema (muito menos a mente) empresarial…

    • llort

      7 de fevereiro de 2015 em 11:08

      fui responder mas aí ví seu nome
      essa foi por pouco

      • Alguem

        29 de janeiro de 2017 em 10:13

        Llort é troll ao contrário

  3. Ricardo

    3 de fevereiro de 2015 em 19:54

    Graças ao Aecio Neves, todas as fontes minerais de Minas Gerais já são da Nestlé e da Coca-Cola.
    E o bacana aí vem dizer que a água não tem preço?
    Faz-me rir!

  4. Raven

    3 de fevereiro de 2015 em 19:55

  5. Paulo

    4 de fevereiro de 2015 em 7:55

    Ficaria de bom tamanho se a Sabesp tratasse do esgoto cobrado em contas. A verdade que ninguém teve coragem de mexer com isso a concessão do governo não permite… A água já é privatizada a muito tempo e agora esta mal administrada e muito caro. Quanto a Nestlé ou a Coca-Cola assumir alguem ainda duvida?

  6. Celia Braz Pinto

    4 de fevereiro de 2015 em 11:36

    As multinacionais querem tudo, imaginem o quanto lucrairam com o bem mais precioso do mundo, sem agua nao há vida. Já nos sugam agora querem ter dominio total sobre a vida dos seres humanos. Dominando a agua. Macrabos e diabolicos, isso é o que são,porque não cuidam do que deles e deixa o que é do povo.

  7. Joao Santos

    5 de fevereiro de 2015 em 11:07

    Se não houver uma oposição forte, a estes VAMPIROS, a privatização da água vai inevitavelmente acontecer, não tenham duvidas nenhumas acerca disso.

  8. Luis

    5 de fevereiro de 2015 em 18:09

    Cara, realmente acho que a água deve ser utilizada com mais consciência, mas não entendo pq o presidente da nestlé esta tão preocupado com isso, quem deveria não se preocupar, mas sim informar e reeducar a população sobre conscientização da água é o governo, essa preocupação incondicional do presidente da nestlé, cheira interesse, na realidade fede.

  9. Alex Paiva Lopires

    7 de fevereiro de 2015 em 12:48

    ENTÃO DESCUBRA ESSA FARSA:

    Novo secretário de Recursos Hídricos reacende ameaça de privatização da Sabesp
    Legislação brasileira não reconhece a água como direito social nem humano, o que deixa em aberto a possibilidade de privatização do sistema de saneamento em São Paulo

    Crise pode levar a racionamento severo e até ao esgotamento do Sistema Cantareira, responsável por 40% do fornecimento de água da Região Metropolitana de SP
    São Paulo – Empossado no mês passado na Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o engenheiro civil com mestrado em hidrologia e doutorado em recursos hídricos Benedito Braga parece ter todos os predicados necessários para conduzir a pasta – à qual a Sabesp está subordinada – em um momento delicado como a atual crise de abastecimento, que pode levar a um racionamento de água severo e até ao esgotamento do Sistema Cantareira, responsável por 40% do fornecimento de água da Região Metropolitana de São Paulo.

    Porém, o que tem chamado a atenção de movimentos sociais e especialistas é um item em particular no currículo do novo secretário: a presidência do Conselho Mundial da Água, com mandato de 2012 até dezembro deste ano. O órgão, ligado ao Banco Mundial, foi criado em 1997 e defende a atuação do capital privado no setor e da água como bem econômico.

    O conselho é mantido por cerca de 300 organizações de 70 países, incluindo empresas de água, governos, instituições e associações hidrológicas. Dentre seus membros estão algumas das maiores empresas privadas de água do mundo, como as francesas Suez e Vivendi, que controlam cerca de 70% do mercado mundial de água. Suas diretrizes não falam abertamente em privatização, mas defendem firmemente as parcerias público-privadas (PPPs) como melhor caminho para a universalização do saneamento básico.

    Embora reconheça a água como “necessidade humana básica”, o conselho não referendou a resolução, aprovada em julho de 2010 pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que reconhece o acesso à água potável e ao saneamento como um direito humano essencial.

    “O conselho é uma entidade formada por iniciativa das principais corporações internacionais que tratam a água como mercadoria. Os fóruns mundiais da água organizados por eles são feiras de negócios, onde não se considera a água como direito humano, mas como um investimento”, explica o especialista em direito ambiental e professor da Universidade Federal de São Paulo João Alberto Alves Amorim.

    Segundo Amorim, alguns dos principais ideais sobre a água dos anos 1990 – “a água é um bem, dotado de valor econômico”, “o ser humano só consegue dar valor à água se paga por ela” – surgiram nos fóruns realizados pelo conselho. “O que preocupa é defender que todos têm de pagar. E quem não pode pagar? Não vai ter”, completa.

    Organizações internacionais, como a estadunidense International Rivers, também denunciam o caráter privatista do Conselho Mundial da Água. Tanto que em 2009, durante o 5º Fórum Mundial da Água em Istambul, capital da Turquia, a entidade organizou um protesto para denunciar que o conselho “tem tutelado a privatização dos sistemas hídricos urbanos, como meio de melhorar o bem-estar das comunidades de países pobres, enquanto a realidade é que a água está sendo usada para gerar lucro e não para solucionar a crescente sede do mundo”. Duas ativistas da entidade acabaram presas e deportadas na ocasião.

    “Bem valioso’

    Em entrevista à revista Época, em setembro do ano passado, Benedito Braga disse: “As pessoas só entenderão que a água é preciosa quando ela custar caro”, defendendo a aplicação de multa para quem aumentasse o consumo na atual falta de água em São Paulo. A medida foi aprovada em 8 de janeiro passado pela Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp). Para ele, a adoção de instrumentos econômicos “para dar sinais ao consumidor de que a água é um bem valioso” é o melhor meio de evitar o desperdício de água.

    Representante brasileiro no conselho, o vice-presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdip), Newton de Lima Azevedo, é ainda mais incisivo ao tratar da perspectiva de atuação da iniciativa privada no abastecimento de água da população. “O saneamento tem restrição da participação privada porque ainda há um discurso babaca, em minha opinião, de dizer que água é direito do cidadão e dever do Estado”, disse em entrevista à revista Brasileiros, também em setembro passado, explicando por que há pouca atuação do setor privado na área.

    Para o coordenador do Fórum Nacional pelo Saneamento Ambiental, Edson Aparecido da Silva, a indicação de Braga é parte da “visão de negócios” com que a gestão da água vem sendo executada em São Paulo. “Essa é uma coincidência muito estranha, em um momento de tamanha gravidade e também de questionamentos sobre como gerir os sistemas e reservas de água, termos um defensor da atuação do setor privado nessa área gerindo a pasta mais importante sobre o tema”, afirmou.

    Desde 2002, a Sabesp é uma empresa de capital aberto. Suas ações são negociadas nas bolsas de valores de São Paulo e Nova York, e hoje 49% da empresa pertence a acionistas privados. Desde 2003, a empresa distribuiu R$ 4,3 bilhões de seus lucros aos acionistas. Dinheiro que deixou de ser investido em fornecimento de água, tratamento de esgotos e sustentabilidade dos reservatórios.

    Nas últimas semanas, Alckmin fez outros dois movimentos no sentido de ampliar a percepção de que a água é uma mercadoria. Primeiro convidou empresários para apresentar propostas de soluções para a falta de água, sob argumento de que não vai faltar dinheiro para bons projetos. E depois, por decreto, incluiu a água como item da cesta básica.

    O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) criticou a medida. “Isso ratifica que água potável, que deveria ser fornecido pelo governo por um preço módico, será um bem escasso. Isso tem que nos deixar em alerta para uma possível privatização da água”, diz a entidade em nota.

    Para os entrevistados, o fato de que a Sabesp e o governo paulista não realizaram as ações necessárias para se antecipar a crise que era previamente conhecida, seguida da omissão em reconhecer a gravidade do problema e a necessidade de um controle rigoroso do consumo de água, indicam um caminho de precarização dos serviços, bem conhecido do período que antecede privatizações, como no caso das telecomunicações no fim dos anos 1990.

    “Com isso você vai criando a possibilidade de empresas privadas darem uma solução mirabolante ao problema. Logo, o abastecimento de água vira um grande negócio, com boa perspectiva de lucro, já que o público-alvo é cativo, pois todos precisam de água”, disse o militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) Gabriel Gonçalves.

    O especialista em Direito Ambiental destaca que o Brasil tem uma legislação aberta à possibilidade de privatização dos recursos hídricos, já que o acesso à água não configura como direito social ou humano. “Não temos, em nenhum nível legal, o reconhecimento do direito humano à água. Junta isso com a mentalidade oriunda do Banco Mundial e podemos ter um prejuízo social inestimável”, conclui Amorim.

  10. Joao

    13 de fevereiro de 2015 em 10:06

    Engraçado .. um bando de zé roelas reclamando .. que água é privatizada .. que num sei o que .. .Cara, o governo fodeu com a água em SP e cobrando um ABSURDO .. agora é multa , é isso ou aquilo … socando no cu do povo .. kkkkkkkkkkkkkkkk agora te pergunto, se fosse uma coca cola, que provavelmente tem um Administrador altamente competente e não um ladrão safado semi analfabeto , vocês acham que SP estaria sem água? que seria tão caro assim ? privatização e esse governo de merda ai , com ex presidente analfabeto fodendo com tudo… o que seria melhor ? contrata um cara que não sabe somar pra cuidar das finanças da sua casa … do seu imposto de renda .. e vê no que dá.

  11. Jose Marinho

    3 de março de 2015 em 14:33

    O Palocci foi o primeiro prefeito a privatizar a água,veja de onde vem esse canalha e veja onde ele está,o que mostra que privatizar não é uma boa.A água é um bem público,e só os larápios se apoderam do que é público,inclusive da sua educação,viu,João?

  12. Sit Kong Sang

    7 de Maio de 2015 em 11:07

    Toda a água já está privatizada…o que aconteceu com o CEO da Nestlé foi um “Ato falho”, ele só falou o que todo empresário quer…monopolizar e lucrar mais.

    Até a Sabesp em SP está na mão do setor privado (49%)…a água em SP vai subir 15% em maio de 2015! E ainda distribui lucros para os acionistas.

    Você deveria saber qual o custo social da privatização da água por empresas privadas…a Nestlé é a maior compradora de óleo de palma da Indonésia…procure saber como estão as florestas de lá e o que a Nestlé faz para ajudar.

    Desse jeito o E-Farsas parece uma farsa Real.

  13. Ebrael

    12 de Maio de 2015 em 13:50

    “O que Peter Brabeck-Letmathe defende é a cobrança da água também.”

    Ora, e conceder a terceiros o direito de cobrança da água, sabendo que os serviços públicos de captação e distribuição estão sofrendo uma onda de privatização, não é privatizar a água? Uai, se a água é um direito de todos, o que se pode fazer é racionalizar seu uso. Ou seja, coibir, por via legal, o uso da água para certos fins, e não fazer todos pagarem por um custo subjetivo e putativo.

    Se a água tem valor comercial, deve-se cobrar seus uso em atividades econômicas, mas não em uso residencial básico. As pessoas, em casa, não lucram em nada com a água. Ela é um direito de todos, mas somente os que forem flagrados em uso incorreto é que devem ser penalizados com a cobrança. Novamente, cobrança como coibição e uma forma de multa, não como taxa extensiva a todos.

  14. agnes

    22 de setembro de 2015 em 9:57

    Olá. Para mim é obvio que ele gravou novos vídeos pois a sinceridade mostrada no vídeo de 2005 não caiu bem para a imagem da empresa, então gravaram um com ele sendo “bonzinho”. Ele não esconde no vídeo de 2005 o que pensa sobre a água. A água é um produto, tem valor, temos que cobrar por isso. E claro, ele disse que sendo CO da empresa em questão ele fará tudo que for necessário para manter a empresa bem. TUDO! Inclusive mentir em vídeos…oras. Bobos somos nós! Ele também diz que a Nestlé cria 4 milhoes e meio de empregos indiretos e para nós rirmos da sua hipocrisia (só nos resta rir tristemente) ele, ao fim do vídeo, mostra um vídeo dentro das dependencias da empresa aonde aparece uma fabrica e ele comenta “veja, tudo automatizado, quase não há pessoas!” , ou seja, ELE ESTÁ POUCO SE LIXANDO PARA EMPREGOS, ELE QUER É TRAZER LUCRO PARA UNS POUCOS EMPRESÁRIOS E SÓ! a gente tem é que se preparar porque a terceira guerra vai ser pela água…

  15. HATER do GILMAR

    13 de fevereiro de 2016 em 11:16

    É só assistir o documentário “Bottled Life”, têm até no netflix, para matar a pau esse teu post ridículo defendendo Peter Brabeck-Letmathe, um escroto conservador. GILMAR LOPES, você é um bosta conformista; tu merece mesmo um futuro com a água natural nas mãos de multinacionais. Deve ser um gordo que toma Coca – Cola sabendo o quanto é prejudicial para a saúde, mas se conforma dizendo “DOOHP, vou morrer de qualquer forma”. Que morra mesmo, tomando um copo d’água que o Peter Brabeck mergulhou sua piroca dentro; seu BOSTÃO!!!!!

  16. Elvis

    7 de junho de 2016 em 13:18

    A declaração é contundente… está disponível em:

    https://www.youtube.com/watch?v=5a8qzsM9Kqg

    Ele quer privatizar e entende que água é um alimento e não um direito.

    Não está descontextualizado.

  17. Alexandre

    5 de dezembro de 2016 em 21:03

    É brincadeira querer privatizar a água. Um recurso natural que é de toda a nação.

    • Eu™

      6 de dezembro de 2016 em 7:42

      Claro que é brincadeira. Você não leu o texto?

  18. Moozy

    21 de março de 2018 em 19:33

    Aos fatos envolvendo a Nestlé e a água, o autor do texto no site demonstrou pouca (ou nenhuma) capacidade de interpretação, não conseguindo ‘ler nas entrelinhas’ do discurso envernizado que o presidente da companhia propõe, SIM, privatizar a água. Tal ‘analfabetismo funcional’ seria compreensível numa criança -ou até num adulto alienado, mas não num site que se propõe descobrir farsas, o que pressupõe um mínimo de inteligência crítica. Nos resta agora o Boatos.org pois deste serviço, ou melhor: desserviço, estou saltando fora o mais rápido possível!

    • Von Doom

      23 de abril de 2018 em 18:48

      Criança, pelo contrário, sua prerrogativa de que vc consegue “ler nas entrelinhas” e o autor não é de uma presunção petulante bem como o resto de sua postagem. Usa o argumento rasteiro da acusação de “analfabetismo funcional” só porque a realidade dos FATOS afronta sua concepção de mundo permeado de conspirações corporativas controladas por illuminattis-alienígenas. Inteligência crítica? Novamente pelo contrário, pequeno gafanhoto “moozy”. O autor já atua a muito tempo valendo-se de sua inteligência crítica, que muito certo, deixa vc a anos-luz para trás. Sua afirmativa prepotente já revelou isso. Aliás, para ver o quanto acéfalo você é, o Boatos.org também desmentiu esta FARSA conforme o link:

      http://www.boatos.org/mundo/presidente-nestle-privatizar-agua.html

      Mas espere, me esqueci: Se o Boatos.org também afirma o mesmo, na sua visão, são todos idiotas, analfabetos funcionais e desprovidos de “inteligência crítica”. Só você é o “espertão enteligentti” que sabe das coisas….
      são conspirações, muitas conspirações….!!! Se saltou fora, esta nos fazendo um grande serviço!

  19. Nei

    5 de agosto de 2019 em 14:53

    Não é de hoje que o E-FARSAS trata todos assuntos como Farsa, mas não adianta mascarar e dizer que tudo que acontece é Farsa, cansamos de ver vcs taxarem Farsas, coisas que se mostraram verídicas, vcs dizem ser teorias, mas 90% é a mais pura realidade.. Povo não cai mais na lábia desse tipo de site e mídias.. Vcs do E-FARSAS são uma piada pronta..

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mais Populares

Ajude a Manter o E-farsas!

Categorias

Parceiros

Voltando a Circular

Publicidade

Apoio técnico!

Topo