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sábado, julho 24, 2021

Formulário para doutorado na UFPB não tem opção Masculino/Feminino?

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É verdade que a Universidade Federal da Paraíba criou um formulário para o curso de doutorado sem apenas com opção de transgêneros?

A imagem começou a se espalhar através das redes sociais na primeira semana de outubro de 2017 e rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados no Facebook. De acordo com uma imagem que teria sido retirada de um formulário de edital, a UFPB teria colocado opções de identidade de gênero: “Mulher Trans”, “Mulher Cis”, “Homem Cis”, “Travesti”, “Homem Trans” e “Não-Binário”, deixando de lado o simples “Masculino” e “Feminino”.

A publicação indignada de uma usuária do Facebook ganhou milhares de compartilhamentos, mas será que essa imagem é verdadeira ou falsa?

Cadê o Masculino/Feminino?

Verdade ou farsa?

A imagem que se espalhou pelas redes sociais é verdadeira! Aliás, outras versões dessa imagem também foram amplamente compartilhadas por aí, e podemos ver no formulário real que pode ser visto na página da Universidade Federal da Paraíba, no anexo II, página 12:

Reprodução/UFPB

Atualização 08/10/2017

Como muito bem observado pelos brilhantes e atentos leitores desse site, alguns navegadores exibem o documento sem algumas opções no quesito “identidade de gênero”. As opções completas podem ser verificadas no histórico que salvamos aqui:

Na versão do histórico podemos ver que havia mais 3 opções nesse quesito!

O edital se refere ao processo seletivo para o ingresso no curso de Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PPGCI/UFPB).

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Obs.: A designação “CIS” exibida no formulário significa cisgênero, termo utilizado para se referir às pessoas cujo gênero é o mesmo que o designado em seu nascimento. A terminologia é referência ao fenômeno social, e não se trata de uma das identidades de gênero, mas sim o seu alinhamento.

Saiba mais sobre o Decreto Nº 8.727, de 28 de abril de 2016, sobre o uso do nome social e o reconhecimento da identidade de gênero de pessoas travestis e transexuais no âmbito da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Conclusão

A imagem de um formulário da UFPB com várias opções de identidade de gênero é falsa verdadeira, mas as opções “masculino” e “feminino” estão lá (como “Mulher Cis” e “Homem Cis”)!

*Contribuição de Marcio Antunes

*Esse artigo foi atualizado para corrigir a informação sobre a imagem (que é real, mas é exibida diferente em alguns navegadores).

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Gilmar Lopes
Gilmar Henrique Lopes é Analista de Sistemas. Trabalha com PHP e banco de dados Oracle e é especializado em criação de ferramentas para Intranet. Em 2002, criou o E-farsas.com (o mais antigo site de fact checking do país!) que tenta desvendar os boatos que circulam pela Web. Gilmar também tem um espaço semanal dentro do programa “Olá, Curiosos!” no YouTube e co-apresenta o Fake em Nóis ao lado do biólogo Pirulla!

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6 COMENTÁRIOS

  1. Na boa, eu não consigo entender porque eu tenho que me adequar as modinhas, e não um órgão público que deveria ser claro, pois não somos obrigados a saber de todas as mudanças que fazem simplesmente para agradar um grupo ou outro.

    Realmente acho discriminatório não ter um HOMEM ou MULHER simplesmente. E antes que os metidos a sabidôes venham me ofender e dizer que não entendi, reclamo o meu direito de não ter que ver um CIS na frente de tudo, só por conta de homossexuais.

    Continuo a ter meus direitos, assim como eles os deles.

    • Finalmente alguém sensato por aqui. Concordo plenamente com suas palavras. Agora temos que nos adequar aos novos modismos senão estaremos discriminando. Pois é, a discriminação so existe no Homem ou mulher. E ainda acham que todos são obrigados a entender. Ê mundo bom!

  2. Marcelo, homossexual também pode ser seja cis seja trans. Cis simplesmente indica o que você considera a norma, que é “não trans”. Trans sendo “do outro lado”, cis indica “desse lado”. Da mesma forma eu como autista chamo o mundo “normal” de “neurotípico” que quer dizer mais ou menos “aqueles que somente podem pensar dessa forma limitada que chamamos de normal”.

    • Pelo que eu saiba, só existe “cis” e trans” na química orgânica. O uso para justificar anomalias é novidade para mim.
      E o que difere o normal da anomalia é justamente a capacidade de manter a função dentro dos parâmetros para os quais o órgão/estrutura foi projetado(a). Homossexualismo,assim como autismo, é desvio grave da função mental.
      Gritem à vontade, esperneiem, batam os pezinhos no chão: é DOENÇA MENTAL incurável (assim como a depressão, o TOC e o transtorno bipolar) e só vai haver controle quando a Medicina parar de tapar o sol com a peneira e pesquisar de verdade.

  3. “Homossexualismo,assim como autismo, é desvio grave da função mental.”

    Ok. E provar o que afirma, vai quando? Por quê teríamos que acreditar em você?

  4. O termo CIS/TRANS nada tem a ver com sexo, e sim com isomeria de forma. O pior a se marcar, seria o que a primeira vista pensei em marcar: Não binario(binario é masculino ou feminino).

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