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E-farsas – Desvendando fake news desde 2002!

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Anita Roddick, dona da rede The Body Shop, foi roubada pelo Cacique Raoni?

Crimes

Anita Roddick, dona da rede The Body Shop, foi roubada pelo Cacique Raoni?

Anita Roddick, dona da rede The Body Shop, foi roubada pelo Cacique Raoni?

É verdade que a fundadora da rede de cosméticos The Body Shop foi enganada e roubada pelo Cacique Raoni através da ONG Cobra Coral?

O texto começou a se espalhar através das redes sociais no final de setembro de 2019 e conta uma das passagens que teria sido retirada do livro da empresária britânica Anita Roddick, fundadora da rede de produtos de beleza The Body Shop.

De acordo com a história bastante compartilhada, a mulher que havia começado a fabricar cosméticos e perfumaria com ingredientes naturais e se transformando em uma gigante da indústria teria conhecido a Amazônia e o Cacique Raoni nos anos 80, para quem fez doações de 10 milhões de dólares através da ONG Cobra Coral!

O texto afirma também que a empresária, após algum tempo, teria descoberto que a tal da Fundação Cobra Coral do “cacique larápio” havia roubado todo o dinheiro das doações, além de saber que um avião (comprado por ela e doado para a tal ONG) estava apreendido por contrabando!

A publicação, cujo texto teria sido resumido do livro da empresária, termina afirmando ainda que Roddick, após ter sido enganada pela gangue comandada pelo Cacique Raoni, havia determinado que a Body Shop jamais abriria uma loja no Brasil e apenas após o seu falecimento é que a Body Shop foi vendida para Natura, que então abriu a primeira loja da marca no Brasil.

Será que isso é verdade ou mentira?

O cacique Raoni teria comandado uma gangue que roubou uma das maiores empresárias do mundo! Será verdade? (foto: Reprodução/Facebook)

Verdade ou mentira?

Uma das versões dessa historia compartilhada no Facebook!

A britânica Anita Roddick foi uma mega-empresária do ramo de produtos cosméticos e de perfumaria. Grande defensora dos direitos humanos e ativista ambiental, Anita faleceu em 2007 com 64 anos de idade. Como ela havia prometido ainda em vida, a sua propriedade e toda sua fortuna (algo em cerca 51 milhões de libras) foram todas doadas para instituições de caridade.

Anita Roddick, fundadora da rede The Body Shop (foto: Reprodução/Wikipédia)

Livros publicados

Roddick publicou, ao todo, seis livros entre os anos de 1985 e 2005:

  • The Body Shop Book, em 1985;
  • Mamatoto: the Body Shop Celebration of Birth, em 1991;
  • Body and Soul, em 1991;
  • How Globalisation Affects You and Powerful Ways to Challenge It, em 2004;
  • Troubled Water: Saints, Sinners, Truth and Lies about the Global Water Crisis, em 2004;
  • Business as Unusual, em 2005

Em qual desses livros Anita teria contado essa história?

Como a corrente é vaga e não diz de qual dos livros isso teria saído, procuramos em várias resenhas das publicações e não encontramos nada sobre um encontro entre a empresária e o Cacique Raoni. Também não há nenhuma menção ao cacique (ou à ONG Cobra Coral) no site oficial da britânica.

Contato com índios no Brasil

Em 2002, a revista Istoé Dinheiro publicou uma matéria relembrando a primeira visita que Anita Roddick fez ao Brasil, em 1984, e como que ela desenvolveu junto com os índios caiapós alternativas econômicas para que os nativos não precisassem viver do corte de madeira. Segundo a reportagem, Anita resolveu transformá-los em fornecedores dos componentes usados em produtos de beleza da rede The Body Shop e o negócio deu tão certo que a empresária passou a financiar outros projetos na região (que ficava em uma reserva florestal em Altamira, no Pará).

No livro de 2002 chamado Esverdeando a Amazônia, de Anthony Bennett Anderson,  e Jason W. Clay, é explicado que o investimento inicial da Body Shop no negócio com os índios foi de 80.000 dólares. Um valor muito abaixo dos 10 milhões que o texto afirma no Facebook. O autor dessa corrente compartilhada nas redes sociais não deixa claro, mas dá a entender que as doações de 10 milhões teriam ocorrido mais de uma vez:

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 - t.me/efarsas

Trecho do livro Esverdeando a Amazônia, de2002 (Reprodução/Google Books)

Nessa outra reportagem (que conta com uma entrevista concedida pela própria empresária), não há nenhuma citação ao Cacique Raoni ou a alguma fraude que ela tenha sido vítima aqui no Brasil.

Como podemos verificar no livro citado acima, a Body Shop tomou prejuízo com o investimento, mas os autores explicaram que o custo de produção era muito alto e não havia nenhum lucro no projeto! 

Outro dado incorreto que a corrente espalhada nas redes sociais dissemina é a quantidade de filiais que a rede fundada por Anita teria. No texto é afirmado que a Body Shop tem “mais de 5.400 lojas”, mas a verdade é que a rede possui cerca de 2.500 filiais em todo o mundo:

Reprodução/Google

Nessa reportagem de 2013 é afirmado que a rede possuía 1.800 filiais e, novamente, o caso envolvendo o suposto roubo comandado por Raoni não foi mencionado… Também encontramos essa entrevista concedida em Nova York, no ano de 2001, quando a empresária afirmou ter planos para o Brasil e… nada de Raoni!

Quanto ao fato da rede The Body Shop nunca ter aberto uma filial no Brasil, no site SDR há uma explicação que, segundo o autor, havia sido dada pela própria Anita Roddick. A empresária teria explicado que a decisão era uma ferramenta de marketing:

“A Body Shop não tem, e não pretende abrir até 2004, nenhuma loja no Brasil. A ação social não é uma ferramenta de marketing, diz Anita. É muito mais. Para manter as 25 comunidades de fornecedores, espalhados entre África, Ásia e América Latina, a companhia investe anualmente US$ 3,3 milhões. Trata-se de uma filosofia que Anita criou no mundo dos negócios. Sob o termo “Trade not Aid” – algo que pode ser traduzido como “Transação; não ajuda”, a empresária passou a buscar alternativas econômicas para comunidades carentes. Mas quem acaba lucrando é a The Body Shop. Temos a simpatia dos clientes, diz Anita. Ou seja, a companhia ganha uma história atrás da marca. Além disso, vira sinônimo de responsabilidade social. Já fez campanha em prol dos direitos humanos ou contra o uso de animais como cobaias.”

Fundação Cobra Coral

Não encontramos nenhuma fundação com o nome de Cobra Coral na Amazônia. O cacique Raoni Metuktire nasceu no estado do Mato Grosso e um grande defensor da Amazônia. Sua luta ganhou notoriedade em 1987, após conhecer o cantor inglês Sting, que fundou a ONG Rainforest Foundation, organização criada para sustentar os projetos de Raoni.    

Atualmente, Raoni é presidente honorário da ONG Forêt vierge, sediada em Paris! Não encontramos reportagens a respeito de crime de desvio de recursos comandado pelo índio. Quem encontrar, por favor, deixe os links nos comentários! 

Há, de fato, uma fundação chamada Cacique Cobra Coral, mas trata-se de uma entidade esotérica, com sede em Guarulhos (SP) e ficou conhecida por manter contratos com alguns órgãos do Estado brasileiro para intervir misticamente no tempo para não atrapalhar a realização de eventos. Por favor, não ria! Essa fundação afirma ter o poder de fazer parar de chover (ou de fazer chover) e não tem nenhuma relação com o cacique Raoni.  

Por mais estranho que isso possa parecer, a tal fundação já teve contrato com o Município de São Paulo, mas isso é outra história que iremos tratar um dia!

No trecho final da corrente, o texto afirma que:

“Após o seu falecimento o The Body Shop foi vendido para Natura que então abriu a primeira loja da marca no Brasil”

A informação acima também está incorreta. Antes mesmo da compra da rede pela Natura, a Body Shop já havia entrado em terras brasileiras. A primeira filial brasileira da rede foi inaugurada em 2014. Já a compra da rede pela Natura foi concretizada somente em 2019 pela “mixaria” de 1 bilhão de euros, após 2 anos de negociações.

Conclusão

A corrente espalhada nas redes sociais afirmando que a empresária Anita Roddick foi roubada pelo cacique Raoni, nos anos 80, é falsa! Essa fake news começou a se espalhar pouco tempo após o cacique fazer um pronunciamento pedindo para que o presidente Jair Bolsonaro deixe o cargo!

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52 Comentários

52 Comments

  1. Carlos

    28 de setembro de 2019 em 1:18

    Nunca vcs do e-farsas tiveram tanto trabalho quanto agora no governo do Bozo kkkkkkkk

    • Maria

      28 de setembro de 2019 em 11:57

      @Carlos , bom, pelo menos a cada Fake News desmascarada pelo E-Farsas só traz mais prestígio e reputação acumulativos para eles, enquanto que o Governo Bolsonaro e apoiadores ficam cada vez mais conhecidos como “O GOVERNO DAS FAKE NEWS“. 😉 KKKKKKKKKKKKKKKKKKK! 😀

      • RUDIMAR VIEIRA DE AGUIAR

        29 de setembro de 2019 em 12:59

        Quem foi multado pelo STE foi a campanha do Haddad, do partido mais corrupto da história mundial junto com o Luladrão

        • Maria

          30 de setembro de 2019 em 11:17

          @RUDIMAR VIEIRA DE AGUIAR , não se preocupe! O E-Farsas desmente e já desmentiu farsas digitais da Esquerda. É só você achar uma deles e pedir uma análise. 😉

  2. Yria

    28 de setembro de 2019 em 8:47

    Só queria comentar que existe uma Fundação Cacique Cobra Coral, mas que é dito que é sediada em Guarulho, SP. Pelo que se conta por ai e no site dela ela é uma empresa com contratos por ai a fora pra fazer chover através do médium dela… até chineses estavam tentando fazer a empresa mudar de sede pra china pra fazer chover por la… eu nem sei o que dizer, mas pra mim é que não manjo de mundo espiritual me parece ser só lavagem de dinheiro publico.

    https://pt.wikipedia.org/wiki/Funda%C3%A7%C3%A3o_Cacique_Cobra_Coral

    http://www.fccc.org.br/quem_somos.asp

  3. Bernardo Meyer

    28 de setembro de 2019 em 11:38

    É a segunda vez que este site se engana quanto a uma versão dos fatos. O livro está no Google Books e confirma que o dinheiro, na segunda vez, foi pedido e usado indevida.

    • Gilmar Lopes

      28 de setembro de 2019 em 13:06

      Lê direito lá! No livro não há nenhuma menção ao Raoni! O que o livro diz é que a empresa tomou prejuízo por causa do alto custo da extração e também pela inexperiência dos índios em relação ao empreendedorismo. Na pagina 42, os autores explicam que os índios desconheciam os conceitos de “empréstimo” e de “capital de giro”, o que atrapalhou um pouco os planos da empresária. Está claro que não houve má fé dos índios e, mesmo que tivesse sido uma falcatrua (O QUE NÃO FOI) foram 80.000 dólares e não vários empréstimos de 10 milhões!

      • Bernardo Meyer

        28 de setembro de 2019 em 13:28

        A tribo e a área de negocios coincidem.
        A relação dela com Sting coincide. A época da parceria Sting e Tão no coincide. As tribos só fazem negócios com autorização do cacique.
        Use sua capacidade humana de dedução.
        Releia e faça a escala de tempo.

        • Gilmar Lopes

          28 de setembro de 2019 em 19:56

          Trabalho na mesma cidade onde o Manual do Mundo trabalha!
          Faço vídeos no YouTube (que é a mesma plataforma de vídeos onde o Manual do Mundo atua)!
          Tenho amigos em comum com o Iberê Tenório (do Manual do Mundo)!
          Se fossemos seguir esse seu raciocínio, eu e o Iberê temos negócio em comum. No entanto, a verdade é que eu nunca falei pessoalmente com o Iberê.
          Esse é um exemplo bobo para mostrar como a gente pode criar inúmeras teorias juntando fatos reais pra chegar a um resultado fictício.
          Não podemos trabalhar apenas com “capacidade humana de dedução”, mas com provas. Pedi no artigo que quem encontrar provas dessa história que nos envie para que possamos atualizar o texto e até agora nada. Apenas “deduções”.

          • JS

            29 de setembro de 2019 em 1:49

            Tem um site q mostra q houve litígios entre a Body shop e a tribo Caiapó. xingumais.org.br/acervo/body-shop-brasil : são os indígenas pedindo direito de imagens. No q eu recebi dizia q Raoni era Yanomami. Desconfiei pq ele é Kaiapó

        • Maria

          28 de setembro de 2019 em 20:59

          @Bernado Meyer , olha, na Internet quase todo mundo vira “macho“, “Sherlock Holmes“, “especialista“ em coisas que não são, “justiceiro“ etc, MAS se você FOR PEGO e PROCESSADO pela parte que acusou, eu DUVIDO que NA FRENTE DE UM JUIZ você utilize esse tipo de argumento como “prova“, heim!? 😉 KKKKKKKKKKKKKKKKK! 😀

        • Bastos

          28 de setembro de 2019 em 23:19

          Bernardo esse comentário rola faz tempo! O Raoni que dava entrevistas falando em português agora já ñ fala mais como se nunca houvesse pronunciado palavras em português, eu vi há mtos anos a reportagem e o Sting com a cobra no pescoço, já que ñ podem provar que é mentira quero ver provarem que não é verdade! Raoni escroto

        • Pri

          4 de outubro de 2019 em 15:00

          estranho q tu não comprovou sobre os 10 milhões ne?? hahahaha Moço Eu li o livro no google, pfv releia:
          nao cita o cacique e esta nítido q foi 80 mil nao 10 milhões. FORA Q A REPORTAGEM AQUI TRÁS OUTRAS PROVAS MAS VC IGNORA NE?

    • Nina

      28 de setembro de 2019 em 16:31

      Exatamente

  4. Maria

    28 de setembro de 2019 em 17:56

    Essa mania que alguns internautas, sites, blogs etc SEM NOÇÃO tem de acusar, ofender, atacar etc pessoas, empresas, instituições etc SEM PROVAS ROBUSTAS pode gerar PROCESSOS JUDICIAIS e INDENIZAÇÕES bem pesadas. O pessoal brinca com o perigo, tenta deletar seus rastros quando desmascarados (não adianta nada) e depois ficam choramingando com as CONSEQUÊNCIAS! 😐 KKKKKKKKKKKKKK! 😀

  5. Valmor Fieg

    28 de setembro de 2019 em 18:10

    Ainda tem a questão do cantor Sting se apresentar com uma cobra sucuri. Não encontro registro deste fato.

    • Gilmar Lopes

      28 de setembro de 2019 em 19:41

      Também não encontrei

  6. Sergio

    28 de setembro de 2019 em 21:28

    Encontrei algumas informações e entendo ter mais cautela, sabendo de como funcionam os bastidores da região e ONGs, garimpos, invasores, usurpadores etc. na Amazônia, o fato pode ser verdadeiro. tem este link para um arquivo pdf.
    Não fui mais além, mas algo realmente aconteceu envolvendo essa senhora e empresa junto aos indígenas.

    https://acervo.socioambiental.org/sites/default/files/documents/AHD00019.pdf

    • Yoptim

      30 de setembro de 2019 em 1:20

      O arquivo que você postou em nenhum momento cita o Raoni. O texto, supostamente, é uma crítica feita por um indigenista ao modo que a Body Shop operava no Brasil. O autor elenca diversas ocasiões em que a empresa (em especial o marido da Anitta, Gordon Roddick) teria passado a perna nos índios, justamente o contrário do que é alegado na corrente.
      Em nenhum momento se negou que havia alguma relação entre a empresa e os indígenas. Essa é a filosofia da empresa: construir relações comerciais com comunidades carentes pelo mundo, buscando o desenvolvimento sustentável (não sei até que ponto tal filosofia é de fato posta em prática).

  7. Sergio

    28 de setembro de 2019 em 21:31

    Um dos trechos do PDF

    Anita Roddick e Paulinho Paiakan fizeram uma gravação de vídeo alertando sobre o perigo que corria o chefe indígena P propondo a compra de um avião monomotor para faciliatar os seus des|ocamentos e a ôompra de um apartamento em Brasília para que ele pudesse colocar a sua família em local seguro. De volta para a Inglaterra, Anitja’ mostrou o vídeo na reunião internacional dos headfranchisees da empresa e iniciou uma campanha de arrrecadação de fundos para Paulinho; Paiakan. De imediato Anita Roddick recebeu US$ 800 mil em doações. j :Com o dinheiro Anita Roddick criou a Fundação Bcjdy Shop, comprou nos Estados Unidos, por US$ 49.500, um avião mèriomotor Cessna 206. fabricado em 1975 e doou para a Comunidade Indígena A-Ukre. Com a quantia de US$ 50,500 e administrada por David> Suzuki, da Fundação Suzuki, do Canadá, Anita ajudou com o transporte dò avião para o Brasil e na manutenção e pagamento do piloto nos primeiros i meses de utilização da aeronave pelos índios.

    • Gilmar Lopes

      29 de setembro de 2019 em 21:12

      E onde entram os empréstimos de 10 milhões? E onde entra o Raoni? E onde entra o trecho afirmando que o avião doado estava sendo usado para o tráfico?

    • Yopitim

      30 de setembro de 2019 em 4:02

      Resumindo a história – de acordo com o texto – dos US$ 800 mil, que começa alguns parágrafos antes do trecho que você citou.
      Em fevereiro de 1989, ocorria o I Encontro dos Povos Indígenas do Xingu, que tinha como principal objetivo obstaculizar a construção de hidroelétricas no Rio Xingu. Anita Roddick estava assistindo ao evento, quando foi procurada pela brasileira residente em Londres, Junéia Mallas, que pediu a sua ajuda na proteção de Paulinho Paiakan (uma liderança indígena distinta do Raoni), que estaria jurado de morte por fazendeiros (isso três meses após o assassinato de Chico Mendes, ocorrido em 22/12/1988).
      Anitta, comovida com a história, gravou o vídeo relatando a situação. Na Inglaterra, a empresária realizou uma campanha, na qual arrecadou US$ 800 mil em doações. Ou seja, ainda que uma parte do dinheiro pudesse ser da Anitta ou da empresa, não era a totalidade.

      • Yopitim

        30 de setembro de 2019 em 4:03

        (continuação)De acordo com parágrafo seguinte, com o dinheiro, a própria Anitta, criou a Fundação Body Shop (que não se confunde com a empresa homônoma, que já existia) e comprou, nos Estados Unidos, em nome da fundação, um avião de US$ 49.500, que veio a ser doado à Comunidade Indígena A-Ukre. Outros US$ 50.500 teriam sido utilizados no transporte da aeronave para o Brasil e na manutenção dela durante os primeiros meses de utilização.

        • Yopitim

          30 de setembro de 2019 em 4:05

          (continuação) Em sequência, o autor diz que o carro chefe da campanha (de doações?) Bepkororoti Paiaxxx (trecho ilegível, mas, somado ao contexto, parece-me uma grafia alternativa do nome indígena do Paulinho Paiakan – Benkaroty Kayapó, segundo a Wikipédia) ficou a ver navios, e até aquela data esperava pela prestação de contas sobre o que teria sido feito com o restante do dinheiro.

          • Yopitim

            30 de setembro de 2019 em 4:06

            (continuação) Era certo, segundo o texto, que ao menos parte da quantia, teria sido usada, pela Body Shop, para pagar os investimentos iniciais da unidade produtora de óleo de castanha, o salário de consultor do subscritor do texto e doações para ONGs.

    • Yopitim

      30 de setembro de 2019 em 4:07

      Resumo do resumo:
      – Paulinho Paiakan e o Raoni são pessoas distintas;
      – Os US$ 800 mil são fruto de uma campanha de doações promovida pela Anitta. Ou seja, o dinheiro não era (todo) dela;
      – Alguns parágrafos depois, o texto indica que quem não prestou contas sobre o que foi feito com o dinheiro remanescente da compra e manutenção do Avião foi a Body Shop, e não as comunidades indígenas.
      – Ao menos parte do valor teria sido usado, PELA EMPRESA, para financiar a linha de produção de óleo de castanha, pagar o salário do consultor que redigiu o documento (ele se apresenta, no início do texto, como Saulo Petean, um indigenista que, até então, havia trabalhado por seis anos para a Body Shop), e em doações para ONGs brasileiras.

      • Gilmar Lopes

        30 de setembro de 2019 em 8:26

        Não sei se adianta explicar, mas obrigado pela ajuda! 🙂

  8. Pingback: Cacique Raoni roubou US$ 10 mi de Anita Roddick (dona da Body Shop) com a ONG Cobra Coral #boato

  9. Tena

    29 de setembro de 2019 em 7:50

    Leia os documentos na página
    https://www.xingumais.org.br/acervo?tag=4869
    E refaça o caminho desta fumaça.
    Procure informações sobre Gordon… Aprofunde seu trabalho, não tente fazer um subgrupo de gado

    • Gilmar Lopes

      29 de setembro de 2019 em 21:10

      Duas perguntas:
      O que é pra eu achar nesses documentos?
      Se as provas estão nesses documentos, por que o autor da corrente não citou isso?

    • Marcelo

      30 de setembro de 2019 em 10:20

      Parabéns pelo trabalho desse site. Tem sido muito útil para combater fake News odiosas nos grupos de família.

  10. All

    29 de setembro de 2019 em 10:21

    Além de criarem a mentira, a milícia virtual do pior presidente já eleito no Brasil tenta emendar o soneto. Haja criminalidade. Eles tem um bandido de estimação debaixo do sovaco e estão esperando arder.

    • Rejane

      1 de outubro de 2019 em 17:24

      Pelo visto, para vocês presidente bom, é o cachaceiro que está preso!

      • Gilmar Lopes

        1 de outubro de 2019 em 17:40

        Caramba! Que fixação é essa pelo Lula?
        O cara já tá preso… deixa ele lá!

  11. Hermes Morsch

    29 de setembro de 2019 em 22:06

    PAREM DE FALAR MAL DO NOSSO PRESIDENTE!

    • Gilmar Lopes

      30 de setembro de 2019 em 8:27

      Oi? Quem aqui falou mal do seu presidente?

  12. José Henrique

    30 de setembro de 2019 em 0:59

    Retaliações por ideologias não levam a nada. A verdade prevalecerá acima de tudo. O que acho estranho são os fatos coincidentes que acontecem todos ao mesmo tempo interno e externo. Não desmereço o blog, mas também não o endosso. Já vi esses tipos de blog desmentir notícias que se confirmaram verídicas posteriormente com todas as provas. Acho que esse tipo de serviço tem mais atrapalhado do que ajudado.

    • Marcelo

      30 de setembro de 2019 em 10:23

      E as fake news de Whatsapp mais ajudam do que atrapalham, Não é mesmo?

    • Maria

      30 de setembro de 2019 em 11:00

      @José Henrique, coincidências e “achismos (ou deduções)“ NÃO SÃO PROVAS, heim cara!? 😐 Vocês precisam estudar as Leis, o Direito e a Justiça! As provas geralmente aceitas (isoladamente ou em conjunto) são: 1) Depoimento Pessoal, 2) Confissão, 3) Exibição de Documento ou Coisa, 4) Prova Documental, 5) Prova Testemunhal, 6) Prova Pericial, 7) Inspeção Judicial e, finalmente, a novíssima 8) Delação Premiada. 😉

  13. Carlos

    30 de setembro de 2019 em 7:30

    Tem que fazer um e-farsas do e-farsas

    • Gilmar Lopes

      30 de setembro de 2019 em 8:25

      Verdade, deveria mesmo! Desde 2002 escuto isso de que alguém vai criar um site para fiscalizar o E-farsas. Sinceramente, acho uma excelente ideia, mas parece que ninguém de fato quer ter esse trabalho (é que dá muito trabalho manter um site, sei como é difícil).
      De qualquer forma, estamos sempre abertos ao debate e não temos nenhum problema em assumir nossos erros. Por isso, sempre deixamos aberto aos leitores que nos mandem provas de que estamos errados. Se tiver alguma correção a respeito desse ou dos demais artigos publicados aqui no E-farsas, pode mandar os links com as provas que faremos updates sem problemas.

    • Lucho

      30 de setembro de 2019 em 9:59

      APAE devia proibir os seus aluninhos mais retardados e mongoloides de usar computador com Internet. Caso contrário, acontece de gente como o Carlos que se acha no direito de falar bosta na propriedade privada alheia.

      Maldita inclusão digital.

    • Maria

      30 de setembro de 2019 em 11:08

      @Carlos , já tentaram e NÃO CONSEGUIRAM! A esmagadora maioria que tentou não trouxe/apresentou PROVAS ROBUSTAS e/ou somente xingaram e/ou criticaram o E-Farsas com argumentos estúpidos e rasos. 😉 KKKKKKKKKKKKKKKKK! 😀

      • Gilmar Lopes

        30 de setembro de 2019 em 12:33

        Tô acostumado

  14. Daniel Francisco

    30 de setembro de 2019 em 10:48

    Sempre acompanhei essa história de Indios explorando a Amazônia. Andavam de F1000 sim quando poucos tinham na época. Toda notícia anterior à internet tem-se um pouco de dificuldade em apurar fatos..Depende de pesquisas em revistas de Bibliotecas que não foram digitalizadas.. Com certeza a notícia não está completamente certa mas achei pouco argumento para ser considerada Fake.. Citar livros de outros ativistas a meu ver pode conter tendências ideológicas e não serve para desqualificar.. Enfim, até pode ser fake mas estão fracos os argumentos da E-farsas..

    • Gilmar Lopes

      30 de setembro de 2019 em 12:35

      Não, não! A corrente fala claramente que tudo isso saiu “de um livro da empresária”. Então, se fosse verdade, estaria em um livro dela e não em revistas da época! Aliás, procurei em reportagens da época e não achei nada!
      Mas fique à vontade para acreditar no que quiser. Valeu!

    • Gustavo

      30 de setembro de 2019 em 12:47

      É tudo verdade, eu estava lá,eu era a tampa do tanque de combustível da f1000 que os índios usam para andar dentro da floresta

    • Maria

      30 de setembro de 2019 em 15:29

      @Daniel Francisco , LEIA DIREITO o PRINT SCREEN da acusação, 3º parágrafo: “(como ela mesma descreve em seu livro)“. Logo, são NOS LIVROS DA ANITA RODDICK que vocês precisam procurar provas de suas acusações/alegações. O E-Farsas disse que NÃO ENCONTROU NADA, nem nos livros dela, nem em reportagens da Imprensa e mídias tradicionais a respeito na época. 😐 KKKKKKKKKKKKKKKKKKK! 😀

  15. Krauser

    2 de outubro de 2019 em 1:51

    Bolsobostinhas bolsobostando…

  16. Pri

    4 de outubro de 2019 em 15:02

    estranho q tu não comprovou sobre os 10 milhões ne?? hahahaha Moço Eu li o livro no google, pfv releia:
    nao cita o cacique e esta nítido q foi 80 mil nao 10 milhões. FORA Q A REPORTAGEM AQUI TRÁS OUTRAS PROVAS MAS VC IGNORA NE?

  17. Jaime

    14 de novembro de 2019 em 23:24

    Perceberam que toda vez que alguém é contra o Bolsonaro, sempre surge uma fake news sobre a pessoa? Normalmente falando que ela roubou dinheiro de alguém e e filiado ao PT…..povinho nem tem criatividade, por que não inventam sobre assassinato, estupro ou sei lá…parece que eles têm tanto medo que toquem no dinheiro deles que quem vê pensa que tem dinheiro….

    • Gilmar Lopes

      15 de novembro de 2019 em 8:00

      Exatamente! Parece muito algo orquestrado.

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