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Dados do INPE mostram o menor índice de queimadas na Amazônia desde 1998?

Fora de Contexto

Dados do INPE mostram o menor índice de queimadas na Amazônia desde 1998?

Dados do INPE mostram o menor índice de queimadas na Amazônia desde 1998?

Conforme vocês já devem ter percebido, as queimadas na Amazônia viraram destaque na mídia brasileira e internacional. Embora a divulgação do que esteja acontecendo seja essencial, a superexposição de um assunto invariavelmente gera alarmismo e a disseminação de muita informação falsa. A quantidade de fotos e vídeos não relacionados a Amazônia ou retratando cenários de anos ou décadas anteriores é avassaladora.

Recentemente, também houve a disseminação de informações muito peculiares. Duas delas, em particular, nos chamaram a atenção:

Confira algumas publicações propagadas através do Twitter nesse sentido:

Entretanto, será que tais alegações são realmente verdadeiras? Os dados são oficiais? A situação na Amazônia é muito menos grave ou está dentro da normalidade? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Verdadeiro ou Falso?

As alegações genéricas de que dados do INPE mostrariam que o índice de queimadas na Amazônia é o menor desde 1998 ou que incêndios florestais estariam abaixo da média em relação aos últimos anos na referida região são, no mínimo, imprecisas! Embora os gráficos tenham sido extraídos diretamente do site do INPE, eles foram, intencionalmente ou não, tirados de seus contextos originais.

Para que vocês entendam melhor, vamos explicar direitinho essa história!

A Realidade por Trás dos Gráficos do INPE!

Um determinado usuário chamado “Allan dos Santos” publicou ontem, no Twitter, duas imagens contendo dados extraídos do site do INPE. Segundo o usuário, eles mostrariam que os incêndios florestais estariam abaixo da média dos últimos anos. Eis a primeira imagem divulgada por ele:

Primeira imagem divulgada pelo usuário “Allan dos Santos”.

Não é Tão Simples Assim

Entretanto, há dois problemas cruciais ao fazer tais alegações sobre esse gráfico acima:

  • Os números não representam necessariamente incêndios florestais ou queimadas, mas focos de incêndio.

Um foco precisa ter pelo menos 30 metros de extensão por 1 metro de largura para que os chamados satélites de órbita possam detectá-lo. No caso dos satélites geoestacionários, a frente de fogo precisa ter o dobro de tamanho para ser localizada. Além disso, um foco indica a existência de fogo em um píxel de imagem de satélite. Neste píxel pode haver uma ou várias queimadas distintas. Se uma queimada for muito extensa, ela será detectada também com píxels vizinhos àquele, ou seja, vários focos estarão associados a uma só queimada. Neste contexto, o número produzido é um indicador, e não uma medida absoluta. Resumindo? A relação foco versus queimada não é direta nas imagens de satélite.

Para completar, detalhes precisos do que está queimando e quanto queimou são informações impossíveis de se obter com os sensores atuais.

  • Os números de focos de incêndio que constam no gráfico são referentes somente ao Estado de São Paulo até o dia e horário que a pesquisa é realizada. O valor de 1.545 é referente apenas ao período entre 01/01 a 23/08 deste ano.

Embora até o momento o número de focos de incêndio, especificamente no Estado de São Paulo, esteja abaixo da média histórica, não há dados que garantam que fechará o ano abaixo da média histórica.

Como Conferir Isso Diretamente no Site do INPE?

Para conferir esses números basta clicar aqui, filtrar por “Estado” e selecionar “São Paulo“.

A primeira imagem divulgada refere-se somente ao Estado de São Paulo.

Publicar tal gráfico sem citar que se refere somente ao Estado de São Paulo e sem informações complementares induz o seguidor mais desavisado ao erro.

Um Tuíte Posterior

Em seguida, esse mesmo usuário publicou uma outra imagem sobre a região amazônica:

Segunda imagem divulgada pelo usuário “Allan dos Santos”.

Novamente, há graves problemas ao alegar que os incêndios florestais estariam abaixo da média histórica na região amazônica (Amazônia Legal):

  • O gráfico é referente a focos de incêndio, não incêndios florestais. Foco de incêndio, queimada e incêndio florestal possuem definições diferentes;
  • O gráfico mostra claramente, que o número de focos ativos nos meses de fevereiro, março, abril e maio de 2019 ficou acima da média histórica;
  • Até o momento, somente os meses de janeiro, junho e julho de 2019 ficaram ligeiramente abaixo da média histórica;
  • Considerando as informações obtidas às 10h do dia 24/08, tudo indica que o mês de agosto de 2019 irá superar a média histórica. Isso, é claro, se nada for feito. Já são mais de 30 mil focos de incêndio e ainda falta uma semana para agosto terminar. A média histórica para o mês são cerca de 34 mil focos;
  • O valor de 54.906 é referente à soma parcial de focos num determinado período computado pelo INPE. É a mesma situação do caso anterior, ou seja, é o número que temos até o momento da consulta! Não é referente ao ano inteiro e não pode ser utilizado em contraste com os demais;

Se fôssemos considerar somente a imagem publicada pelo usuário, teríamos uma situação bem interessante. No ano passado tivemos cerca de 33.632 focos entre 1º de janeiro e 31 de agosto. E o que isso significa? São 62% menos focos que 2019, sendo que essa diferença tende a aumentar.

Na imagem divulgada, esse número de focos estava BEM PRÓXIMO da média histórica desde o começo do ano. No entanto, dados atualizados mostram que esse número já é SUPERIOR a média histórica.

Como Conferir Isso Diretamente no Site do INPE?

Para conferir esses números basta clicar aqui, filtrar por “Região” e selecionar “Amazônia Legal“.

A publicação do gráfico, sem citar o período correto e sem informações complementares, induz o seguidor mais desavisado ao erro.

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 - t.me/efarsas

A Realidade por Trás dos Gráficos Mostrando as Séries Históricas

Um usuário apelidado de “Isentões” apresentou dois gráficos para alegar que o governo de Jair Bolsonaro mantinha os menores índices de queimadas na Amazônia desde 1998. Vamos mostrar novamente, que essas informações também foram interpretadas de maneira equivocada.

Um dos gráficos publicados pode ser acessado aqui. Basta filtrar por “Bioma” e selecionar “Amazônia“. Ao fazer isso, eis o que você irá encontrar:

Dados do INPE referentes ao “Bioma da Amazônia”.

Confira abaixo o que podemos verdadeiramente observar no gráfico com a ajuda do comparativo acima (obtido dia 24/08 às 11h):

  • O total de focos de incêndio nos meses de fevereiro, março e abril de 2019 foi acima da média histórica para os respectivos períodos;
  • O total de focos de incêndio nos meses de janeiro, maio, junho e julho de 2019 foi abaixo da média histórica para os respectivos períodos;
  • Ainda faltando uma semana para o mês de agosto de 2019 terminar, o número de total de focos ativos é praticamente semelhante a média histórica do referido mês;
  • O número de 41.332 focos refere-se apenas ao período entre 1º de janeiro a 24 de agosto de 2019. Ainda não sabemos o número total de focos que haverá até o fim deste mês! Também não sabemos o que ocorrerá nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro de 2019;
  • Se considerássemos a mínima histórica desses meses fecharíamos o ano com mais de 65 mil focos. Logo, esse índice seria maior do que os anos de 1998, 1999, 2000, 2011 e 2014.

A publicação de tal gráfico, de forma isolada e sem informações complementares, induz o seguidor mais desavisado ao erro.

O Governo Bolsonaro x Outros Governos

Toda e qualquer comparação envolvendo períodos de tempo diferentes será imprecisa. Logo, querer comparar oito meses incompletos do atual governo com períodos de tempo muito maiores de governos anteriores é impreciso. Para ter o mínimo de coerência e justiça seria necessário comparar períodos de tempo semelhantes para situações minimamente semelhantes.

Seria mais justo, nesse caso, comparar os sete primeiros meses completos de cada mandato. Seja a partir do momento que o candidato eleito assumiu oficialmente o cargo de presidente ou período equivalente no ano posterior. Essa segunda opção seria em caso de impeachment no meio do ano anterior.

Para ter o mínimo de coerência e justiça seria necessário comparar períodos de tempo semelhantes para situações minimamente semelhantes.

O Comparativo Entre Períodos de Tempo Minimamente Semelhantes

Assim sendo, confira o comparativo abaixo:

  • Nos primeiros sete meses do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, em 1999, o INPE registrou 6.407 focos de incêndio no Bioma da Amazônia;
  • Nos primeiros sete meses do primeiro mandato de Lula, em 2003, o INPE registrou 22.766 focos de incêndio no Bioma da Amazônia;
  • Nos primeiros sete meses do segundo mandato de Lula, em 2007, o INPE registrou 16.761 focos de incêndio no Bioma da Amazônia;
  • Nos primeiros sete meses do primeiro mandato de Dilma Rousseff, em 2011, o INPE registrou 5.990 focos de incêndio no Bioma da Amazônia;
  • Nos primeiros sete meses do segundo mandato de Dilma Rousseff, em 2015, o INPE registrou 8.934 focos de incêndio no Bioma da Amazônia;
  • Entre janeiro e julho de 2017, durante a presidência de Michel Temer, o INPE registrou 13.079 focos de incêndio no Bioma da Amazônia;
  • Nos primeiros sete meses do mandato de Jair Bolsonaro, em 2019, o INPE registrou 15.924 focos de incêndio no Bioma da Amazônia;

Portanto, até o momento, o governo de Jair Bolsonaro não possui o menor índice de queimadas considerando o “Bioma da Amazônia”. Isso também não aconteceria caso utilizássemos a “Amazônia Legal” como filtro.

Ah, mas e a NASA?

Essa história da NASA foi uma verdadeira confusão! Segundo o site da revista Superinteressante, inúmeros perfis nas redes sociais compartilharam uma nota divulgada pelo site “Earth Observatory”, mantido pela agência espacial norte-americana, que comentava sobre imagens de incêndios no Norte e Centro-Oeste do Brasil, nos dias 11 e 13 de agosto de 2019.

Devido a imprecisões no texto, já corrigidas pela NASA, o conteúdo virou argumento para quem alegava que a temporada de queimadas no Brasil está mais amena do que em anos anteriores. Antes, o texto alegava que o número de incêndios na Amazônia estava abaixo da média dos últimos 15 anos:

A partir de 16 de agosto de 2019, observações por satélite indicaram que a atividade total de incêndios na bacia amazônica estava ligeiramente abaixo da média em comparação com os últimos 15 anos. Embora a atividade esteja acima da média no Amazonas e, em menor grau, em Rondônia, ela ficou abaixo da média no Mato Grosso e no Pará, de acordo com o Global Fire Emissions Database

Antiga nota.

Atualmente, o texto destaca que:

A partir de 16 de agosto de 2019, uma análise dos dados de satélite da NASA indicou que a atividade total de incêndios na bacia amazônica neste ano vem estando próxima da média em comparação com os últimos 15 anos. (A Amazônia se espalha por todo o Brasil, Peru, Colômbia e partes de outros países.) Embora a atividade aparente estar acima da média nos estados do Amazonas e Rondônia, até agora ela ficou abaixo da média em Mato Grosso e Pará, segundo estimativas da o Global Fire Emissions Database, um projeto de pesquisa que compila e analisa dados da NASA

Nota corrigida.

Para muitos essa mudança soou “conspiratória”, mas tem explicação.

Por que Essa Confusão Aconteceu?

Toda essa confusão aconteceu basicamente por dois motivos básicos:

Enfim! Os dados já foram devidamente atualizados, mas isso gerou um enorme caos nas redes sociais.

Numa atualização publicada hoje (24), foi confirmado que 2019 é o ano com maior número de incêndios desde 2012 nos sete estados que compõem a Amazônia brasileira. Além disso, os incêndios em 2019 são mais intensos que os anos anteriores em termos de poder radiativo. Isso também é consistente com o aumento observado no desmatamento.

Atualização publicada hoje (24) no site Global Data Emissions Database.

Conclusão

Dados do INPE que vem sendo divulgados nas redes sociais não mostram que o índice de queimadas na Amazônia é o menor desde 1998 ou que incêndios florestais estariam abaixo da média em relação aos últimos anos na referida região. Tais dados vêm sendo, intencionalmente ou não, tirados de seus contextos originais. Portanto, classificamos a situação como “Fora de Contexto”.

Para maiores informações confira o artigo na íntegra.

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50 Comentários

50 Comments

  1. Pingback: Dados do INPE mostram o menor índice de queimadas na Amazônia desde 1998? - Meu Mundo Digital

  2. Maria

    24 de agosto de 2019 em 23:47

    @Marco Faustino , nossa, eu fico CONTENTÍSSIMA que você entrou nesse assunto para ajudar a resolver dúvidas. Estava procurando justamente a análise desses dados, fui lá no canal YouTube do Pirulla, ele apresentou isso mas de forma um pouco improvisada e rápida (acho que faltou pirulas 😉 ). Mas agora que você está ajudando é justamente aqui que você prova na prática o seu TALENTO e VALOR com dados, informações, análises, detalhismo, formatação, apresentação etc de ALTÍSSIMA QUALIDADE e deu para concluir de modo conjunto ao trabalho do Pirulla que as informações que esses FAJUTOS soltaram são FAKES e/ou, no mínimo, ENVIESADAS e FORA DE CONTEXTO. Parabéns pelo EXCELENTE TRABALHO! 🙂

    • João Carlos

      26 de agosto de 2019 em 13:01

      Levando em consideração os números o pico das queimadas e ou focos de incêndios são os meses de agosto a setembro. a tendência é que de setembro em diante diminua consideravelmente como vem sendo nos anos anteriores e seguindo os dados dos gráficos apresentados. a questão é porque falar sobre a assunto de queimadas na Amazônia agora? sera porque estamos no pico das queimadas? vejo que a política do oportunismo esta viva e se aproveitando da falta de informação dos formadores de opinião de plantão… se não houvesse tanto alarde passaria, como em outras ocasiões, sem ser percebidas… mídias aproveitadoras se deliciam com fakes. Nós brasileiros estamos sendo prejudicados pos aqueles que só pencão em si mesmo…

      • Maria

        26 de agosto de 2019 em 20:18

        @João Carlos , eu acho que é basicamente por dois motivos: Bolsonaro foi o 1º Presidente do Brasil a declarar suas intenções de desmatar a Amazônia e outras áreas florestais para Agronegócio, Mineração etc o que, obviamente, trará antipatia de um monte de gente e, segundo, Fake News digitais de cunho político, infelizmente, é uma REALIDADE recente que temos que enfrentar. Mais ou menos começou lá nos EUA com o Trump e o Brasil copiou essa porcaria e trouxe para cá nas eleições de 2018. É impressionante a mania do Brasil de copiar e trazer tudo o que não presta lá de fora! 🙁

      • ROGERIO PEREIRA CORREA

        31 de agosto de 2019 em 19:32

        Pra ser mais justo, devemos comparar apenas governos completos. Desta maneira teremos o Lula como o maior responsável pelo número de incêndios na Amazônia, com incríveis 218.637 focos de incêndio (INPE 2004). Pra completar, em 2005 a Revista Veja denunciou um esquema de vendas de florestas para madeireiras, o que provavelmente teve influência direta no desmatamento e focos de incêndio registrados no período. #lulalivre

        • Fabio

          4 de setembro de 2019 em 19:48

          Analisar nível de desmatamento de um governo pelos primeiros anos não é justo pois ainda vem de modelo ambiental do governo anterior. O desmatamento na amazônia está em alta desde o ano de segundo mandato do governo Dilma em 2015, e nos três anos seguintes pós golpe com temer. Portanto analisar os 7 primeiros meses do bolsonaro acabará imputando os níveis de desmatamento ao governo atual por medidas ambientais dos dois mandatários anteriores. Apear de que incentivo pró agropecuária aos fazendeiros por parte do governo de reduzir fiscalização e depoimentos de que amazônia deve ser explorada pelo agronegócio e mineradoras pode servir como incentivos para fazendeiros desmatar mais.

          E analise final correta nem deveria ser por focos de incêndio, mas sim por área desmatada, e se está aumentando ou diminuindo.

          Este gráfico da INPE sem distorções partidárias de direita ou esquerda detalha muito bem o desmatamento desde 1988, e em quais governos foi tomado medida de combater desmatamento. https://i.imgur.com/sktT8lg.jpg

  3. Maria

    25 de agosto de 2019 em 0:12

    Esse Allan Lopes dos Santos, colunista e/ou dono do Blog Terça Livre (nitidamente enviesado politicamente pró-Bolsonaro), se apresenta como “jornalista”, mas só tem bacharelado em Filosofia, ex professor de Inglês e seminarista e não tem sequer um único mísero cursinho em Jornalismo ou alguma coisa ligada na área. Já soltou várias Fake News e vive no Twitter fofocando. Tem uma platéia amestrada de seguidores convertidos FANÁTICOS de Direita e Extrema Direita considerável. 😐 KKKKKKKKKKK! 😀

    • Marcos Adolfo Chaves

      25 de agosto de 2019 em 7:16

      Bolsominion com muito orgulho! Este problema sempre existiu. Por que só se criou este estardalhaço agora? Será que é porque a fonte do dinheiro fácil pra ONGs apoiadoras dos partidos vermelhos que recebiam fortunas e não investiam na mesma proporção nas causas que aparentemente defendem, secou?
      Tem muito país que destruiu seu bioma e agora anda de olho gordo nas riquezas da Amazônia brasileira né, Macron? Melhor ele aprender a governar a França primeiro, já que não está agradando por lá.

      • Maria

        25 de agosto de 2019 em 9:13

        @Marcos Adolfo Chaves , ora, é porque o Bolsonaro é o primeiro Presidente da República a apoiar e incentivar DECLARADAMENTE e ABERTAMENTE o DESMATAMENTO da Amazônia desde a campanha presidencial dele em favor de interesses de pequenos grupos do agronegócio, mineração etc; além de ser o primeiro a desprezar a CIÊNCIA, dados científicos e exonerar injustificadamente um diretor do INPE, Ricardo Galvão e, principalmente, ignorar o fato de que, atualmente, a Amazônia é considerado um Patrimônio Natural Nacional e Mundial que deve ser preservado e protegido. “Só” por isso! 😉

        • Cristiano Quintela

          25 de agosto de 2019 em 10:14

          Mas o Lula era o oposto das falas do atual presidente, mas é o governo recordista de queimadas até hoje, acho que ações valem mais do que palavras nesse caso, os números são bem claros. Nem tanto ao céu, nem tanto ao inferno.

          Lula era o cara que fazia o discurso que as ONU queria escutar e qual era o resultado na prática? O que vejo de comentário de gente dizendo que prefere o governo do Lula ao do Bolsonaro por causa desse caso na Amazônia…Mas querem o que? Os recordes históricos de queimadas de volta?

          • Maria

            25 de agosto de 2019 em 11:32

            @Cristiano Quintela , eu acredito que, INDEPENDENTEMENTE do que tenha ocorrido no passado e pouco importando os motivos, o fato é que esse evento ATUAL das queimadas na Amazônia gerou uma grave CRISE NACIONAL e INTERNACIONAL e Bolsonaro e seu Governo inevitavelmente serão RESPONSABILIZADOS e COBRADOS para que tome providências na forma de AÇÕES EFETIVAS para resolver o problema, não sendo admitido em HIPÓTESE NENHUMA culpar eventuais terceiros envolvidos como “desculpa”, simplesmente porque Bolsonaro é o ATUAL Presidente da República do Brasil! 😉

      • Maria

        25 de agosto de 2019 em 9:27

        @Marcos Adolfo Chaves, como é que você sabe que foram as ONGs e todas essas atribuições que você citou? Você tem PROVAS ROBUSTAS de suas alegações/acusações? Se tiver mostre aí para nós! Seus opositores falam que foram Latifundiários apoiadores de Bolsonaro, outros dizem que é um fenômeno natural, um colunista do Terça Livre especula que foram “Piroterroristas”, os mais SENSATOS acham que não devemos acusar ninguém pois está sob investigação e eu, pessoalmente, acho que simplesmente era um DRAGÃO que estava caçando algumas Girafas na Floreta Amazônica. E aí? 😉 KKKKKKKKKKKKKKKKK! 😀

      • Maria

        25 de agosto de 2019 em 9:36

        @Marcos Adolfo Chaves , “Bolsominion com muito orgulho”!? Não seria mais NOBRE da sua parte dizer que é um BRASILEIRO com muito orgulho, que se preocupa e luta por um Brasil melhor, independentemente dos políticos que estejam no poder e que estes devem ser VIGIADOS, FISCALIZADOS e, principalmente, COBRADOS para atender as demandas da sociedade brasileira? 😐

        • Fabio

          25 de agosto de 2019 em 12:20

          Não foi mudado nenhuma lei, não foi feita nenhuma nova lei ou MP no que diz respeito a desmatamento.
          O que mudou?
          Se Bolsonaro fala, dando sua opinião, sobre agronegocio e mineração já vira lei automaticamente?
          É muito fácil e simples colocar a culpa em uma só pessoa, no caso o presidente, a respeito dos problemas que sempre existiram.
          Há um aumento daz queimadas neste momento em relação a outros anos, mas não dá para colocar a culpa no presidente, se nada mudou na lei.
          O que mudou e isso é fato, é que a mamata das ONGs acabou. Isso gera incomodos em quem recebia muita grana.
          E esse negócio de outros países fazerem “doações” para a Amazônia, só alguém bem sem noção que acredita que eles são só generosos…lógico que há interesses…ninguém dá nada de graça não.
          Quanto ao diretor do INPE, na minha opinião não deveria ser demitido pelos dados apresentados, mas pela falta de respeito ao se dirigir ao presidente da república. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Não tá satisfeito, pede para sair ou faça manifestações pacíficas.
          Agora, melhor de que ficar apontando de quem é a culpa das queimadas e fazer algo específico para ajudar a acabar com elas!
          Cada um pode fazer a sua parte.

          • Maria

            25 de agosto de 2019 em 12:57

            @Fabio , não se trata de “apontar o dedo”. Trata-se de vocês compreenderem ou não O QUE SIGNIFICA ser um líder, chefe, coordenador, administrador, diretor, presidente, CEO etc de uma NAÇÃO e/ou PAÍS. Como disse num post anterior, Bolsonaro é o ATUAL Presidente da República do Brasil e ele e seu Governo inevitavelmente serão RESPONSABILIZADOS e COBRADOS para que tome providências na forma de AÇÕES EFETIVAS para resolver o problema, não sendo admitido em HIPÓTESE NENHUMA culpar eventuais terceiros envolvidos como “desculpa”! 😉

          • Maria

            26 de agosto de 2019 em 0:48

            @Fabio , nós estamos fazendo cada um de nós nossa parte. O E-Farsas desvenda MENTIRAS e/ou Fake News que circulam na rede e, AO MESMO TEMPO, nos informam, esclarecem dúvidas e nos conscientizam sobre a real situação do problema com informações de ALTÍSSIMA QUALIDADE. Já, usuárias comuns e simples como eu e muitos ajudam voluntariamente, de forma direta ou indireta, a discutir o assunto e disseminar isso pela Internet (sem o uso abominável de Fake News) e COBRANDO ativamente medidas efetivas do Governo atual. Não subestime e nem duvide do PODER DA INTERNET de disseminar informações de modo instantâneo, comover, conscientizar e mobilizar uma quantidade absurda de pessoas em torno de uma causa comum. 😉

      • Maria

        25 de agosto de 2019 em 10:52

        @Marcos Adolfo Chaves , o fato de outros países terem destruído sistemática e indiscriminadamente suas Florestas e Biomas nativos em HIPÓTESE NENHUMA deve servir como “desculpa” e/ou “Carta Branca” para que o Brasil faça o mesmo (para falar a verdade, nem deveria ser citado essas porcarias). O erro dos outros NÃO JUSTIFICA eventuais erros nossos! 😉

      • Cesar

        26 de agosto de 2019 em 8:23

        Porque o babaca do seu presidente não tem projeto ambiental e nem de sustentabilidade, e é totalmente favorável ao desmatamento e pesca ilegal e outros mais ilegais, aí da vazão para dúvidas.

      • Cesar Crash

        26 de agosto de 2019 em 18:40

        Está parecendo que o meu comentário não pôde ser enviado, talvez seja por causa dos links, então estou fazendo um resumo do que eu disse.

        Marcos Adolfo, assim como esse problema sempre existiu, a crítica ao governo por causa disso também sempre existiu, veja:
        brasil.elpais.com/brasil/2015/09/22/politica/1442930391_549192.html
        estadao.com.br/noticias/geral,lula-condena-criticas-ao-desmatamento-da-amazonia,82376
        brasildefato.com.br/node/4133/
        folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc0803200621.htm
        g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL741758-5598,00-GREENPEACE+FAZ+IMAGENS+DE+QUEIMADA+NA+AMAZONIA.html
        noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2008/05/31/38519-lula-diz-que-nao-admite-palpites-de-paises-poluidores-na-politica-ambiental-do-brasil.html

        Aí nesses links tem ONGS de proteção ambiental, mídias independentes esquerdistas, gente que criticava o Lula e hoje critica Bolsonaro. O estardalhaço de agora, é por que nunca na história tivemos um povo fanático defendendo um governo indefensável. Os apoiadores do seu Fürher se doem por qualquer coisa mínima que se diga contra ele. Se vocês acham que o excelentíssimo sr. Elinão era o mais capacitado para o cargo, ótimo, ele já ganhou. Agora, pra fazer essa m. dar certo, é preciso pressioná-lo a fazer o que é certo, não dar apoio incondicional a tudo o que ele faz. Até mesmo direitistas quando o criticam minimamente são expulsos do clube.

        Dizer que Macron tem que aprender a governar por não estar agradando lá é um tiro no pé, pois a desaprovação à pessoa de Bolsonaro acaba de ultrapassar os 50% e estamos apenas no oitavo mês do governo, ainda tem mais três anos, fazendo a aposta alta de que dura isso.

  4. Gilmar de Souza Fontes

    25 de agosto de 2019 em 0:13

    Xará! Como vc aguenta os bolsominions!???

    • FELIPE ARAO FERREIRA LAGO

      25 de agosto de 2019 em 7:42

      Quem aguentou a Dilma suporta QQ coisa nessa vida. Mas n vamos generalizar. Lembre-se que QQ um põe o q quer na mídia sendo esquerdista ou de direita.

  5. Maria

    25 de agosto de 2019 em 0:48

    O meu maior receio é que a partir de agora o INPE pode estar COMPROMETIDO, já que o Bolsonaro despediu/exonerou o antigo diretor do Instituto – Ricardo Magnus Osório Galvão – por divergência de opiniões sobre dados científicos e o substituiu por alguém da “confiança” dele. Espero que os demais funcionários do INPE não se submetam à ameaças, extorsões e manipulações por parte do Governo. 😐

  6. Cristiano Quintela

    25 de agosto de 2019 em 10:07

    O problema nesse rolo todo é a hipocrisia, a turma do Lula livre é a que mais reclama em redes sociais sobre as queimadas, mas onde estava toda essa consternação nos anos anteriores.

    E Gilmar, a maior reclamação do povo bolsominion é sobre o Bolsonaro não ser o pior presidente para a Amazônia, esse cargo fica para seu rival do PT…

    • Maria

      25 de agosto de 2019 em 11:07

      @Cristiano Quintela , eles simplesmente podem estar aproveitando o evento (de modo oportunista ou não) para atacar o governo Bolsonaro. Mas NÃO SE ILUDA não, heim!? Praticamente quase TODOS (Brasil, Mundo, eleitores de Bolsonaro inclusive), independentemente de filiação política são CONTRA qualquer atitude que agrida a Floresta Amazônica (Mata Atlântica, Cerrado e outras inclusive). Como disse antes, a Amazônia é considerado um Patrimônio Natural Nacional e Mundial que deve ser preservado e protegido (outras Florestas idem). Logo, muito CUIDADO vocês, militantes, simpatizantes e apoiadores FANÁTICOS do Bolsonaro, ao abordarem esse tema delicado, heim!? 😐

      • Cristiano Quintela

        25 de agosto de 2019 em 16:51

        Não tem nada de fanatismo Maria, defendo ideais e não políticos.

        Todos os políticos são contra destruir meio ambiente, corrupção, fome, etc…de forma aberta pelo menos.

        Mas me atenho aos números, nem tão ao céu nem tanto ao inferno no caso do Bolsonaro, apenas mais uma segunda-feira na república das bananas.

        • Maria

          25 de agosto de 2019 em 17:31

          @Cristiano Quintela , você não pode se ater somente a números. Números são importantes para análises, entretanto são FRIOS e estamos falando de VIDAS: a vida das Florestas, das árvores, vegetais, animais, indígenas, biomas etc. Já comentei aqui no E-Farsas que, INDEPENDENTEMENTE se os números estão corretos ou não, o presidente Bolsonaro querer tocar na Amazônia no sentido de desmatá-la em favor dos interesses de pequenos grupos (Agronegócio, Garimpeiros, Madeireiras etc) é uma PÉSSIMA ESTRATÉGIA POLÍTICA mal vista por todos. Até o Rodrigo Maia (DEM) presidente do Congresso já comentou algo nesse sentido. 😐

          • Cristiano Quintela

            26 de agosto de 2019 em 9:20

            Mas então tem que fazer como os antecessores mesmo, defender a amazônia de forma aberta e detonar por trás dos panos, afinal não são os números que importam mais, o que importa mesmo é a estratégia política.

            E o Rodrigo Maia quer ser candidato a presidente, ele comenta tudo, mesmo que não perguntado.

          • Maria

            26 de agosto de 2019 em 11:07

            @Cristiano Quintela , para isso existem as denúncias (especialmente instantânea pela Internet), o INPE, aqueles satélites lá em cima etc não é mesmo? E, olha, independentemente de ser estratégia política e/ou pura demagogia, a palavra de ordem é uma só: “NÃO TOQUEM NA AMAZÔNIA!!!”. 😉

          • Roque

            23 de setembro de 2019 em 20:50

            Muito bem detalhada a explicação, mas é uma pena que a mídia veio intensificar só agora as notícias sobre tal. Como se nunca existisse queimada por la. É óbvio que tudo isto é por causa de questões politicas e partidárias. Vamos pra frente bozo. Deus acima de tudo.

  7. Fabio

    25 de agosto de 2019 em 12:31

    O Bolsonaro tava certo quando disse que “pode” ser ONGs que colocam fogo na mata.
    Saiu no site da globo.com…que não é de direita kkkkk

    https://revistagloborural.globo.com/Noticias/noticia/2019/08/grupo-usou-whatsapp-para-convocar-dia-do-fogo-no-para.html

    • Maria

      25 de agosto de 2019 em 13:51

      @Fabio , em situações de CRISE e/ou falha, o VERDADEIRO líder, capitão, chefe, administrador, diretor, presidente, CEO ou Presidente da República não aponta o dedo para terceiros ou caça culpados. O VERDADEIRO líder ASSUME TODAS AS RESPONSABILIDADES que seu cargo exige, não inventa “desculpas” culpando terceiros e tem as seguintes opções (em conjunto ou não): demitir-se, assumir e pedir desculpas publicamente e/ou tomar rapidamente providências efetivas para resolver a falha/problema. 😉

      • Pedr0.mps

        19 de setembro de 2019 em 7:26

        @Maria, concordo que o Lider deve ser responsabilizado por tudo que ocorre sob sua liderança, estranho, essa sua tese não serviu quando Lula disse que não sabia de nada sobre os aloprados , aliás não sabe de nada até hoje, portanto podemos imputar a responsabilidade de tudo que ocorreu em governos anteriores a seus governantes, mensalão, Waldomiro Diniz, os aloprados, pedaladas, lava-jato e etc?

  8. MILTON CREVELARO

    25 de agosto de 2019 em 12:42

    Moramos em Rondônia desde 1983, e desde que aqui chegamos existe a chamada época das queimadas, nos meses de julho e agosto. No início, elas eram propositais, mas após a conscientização dos proprietários de que o fogo só prejudica a terra para plantio, esses focos de incêndios só ocorrem quando pessoas inescrupulosas atiram tocos de cigarro nas estradas e não podemos descartar os criminosos. Essa celeuma toda em torno do assunto nunca antes foi tão comentada pela mídia a ponto de ser notícia global. Essas pessoas que fazem esse alarde todo, deveriam vir conhecer a Amazônia pessoalmente, ao invés de ficar em suas salas de ar-condicionado, em frente ao seu computar, esperando a Nasa enviar fotos de satélites para fazer suas análises fajutas. Venham conhecer a realidade amazônica e depois sim dar suas opiniões. O desmatamento é outra balela, só para gringos pesquisar nossa floresta e o solo cheio de riquezas. Certos estão nossos governantes em mostrar que a Amazônia é do Brasil e que ninguem deve se usurpar dela. VIVA NOSSA AMAZÕNIA, VIVA O BRASIL.

    • Maria

      25 de agosto de 2019 em 13:34

      @MILTON CREVELARO , a grande VERDADE é que ainda NÃO SABEMOS quais foram as causas e/ou eventuais envolvidos nas queimadas da Amazônia, Rondônia etc, simplesmente porque o evento é RECENTE e ainda está SOB INVESTIGAÇÃO. Quanto a vir “pessoalmente” conhecer a Amazônia que é quase do tamanho da Europa (segundo Bolsorano) para formar uma opinião e/ou EVIDÊNCIA ANEDÓTICA não me parece ser muito confiável, além de ser nítido o seu DESPREZO pela TECNOLOGIA e CIÊNCIA na produção e análise de dados mais precisos e sua SUBESTIMAÇÃO do poder que a Internet tem de informar, conscientizar e mobilizar as pessoas em torno de uma causa comum, mesmo que estejam no conforto dos seus lares e com ar-condicionado. 😉 KKKKKKKKKKKK! 😀

  9. Cesar Crash

    26 de agosto de 2019 em 17:52

    Só um mínimo detalhe: “O valor de 54.906 é referente à soma parcial”. Parabéns pela excelente análise.

    • Marco Faustino

      26 de agosto de 2019 em 18:25

      Agradeço pelo reconhecimenho, Cesar! E a crase foi devidamente colocada, agradeço pelo aviso! 😀

  10. Nilson

    27 de agosto de 2019 em 9:44

    Sim! Agora sim! Fez uma avaliação justa e original. No final do ano poderemos fazer uma avaliação do 1° em relação a todos os presidente. E no final do mandato avaliar de quem foi o menor índice. Porém se observamos na Amazônia legal e no bioma Amazônia que foi a maior quantidade de incêndio neste locais em 20 anos. Outros observação e no período de eleições para presidente a um aumento significante. O que vejo com tudo isso não é a forma xiita como Bolsonaro falou das multas, mas como era conduzido. Toda estas queimadas e devastação era abafada pela imprensa e pelas as ORG. Sempre atacando o CNPJ o empresário e nunca o governo. Foi tira o dinheiro apareceu a podridão de baixo do tapete. De todos os governo ninguém nunca fez força tarefa para conter isso. E vemos que poderá vim mais coisa por aí. Grupos envolvido em incêndios. Daqui a pouco vaza na imprensa só os envolvidos.

    • Maria

      27 de agosto de 2019 em 19:48

      @Nilson , essas acusações/alegações sobre a Imprensa e as ONGs, o Bolsonaro e vocês tem que PROVAR, heim!? 😐 Se soltarem uma “notícia” dessa e viralizar na Internet e Redes Sociais, o E-Farsas e outras Agências podem analisá-las e, possivelmente, classificá-las como “Não há provas” , “Não encontramos nada a respeito”, “Faltam dados e/ou fontes” etc, o que para os internautas fica como se fosse FAKE NEWS, ok? 😉 KKKKKKKKKKKKK! 😀

      • Carlo

        9 de outubro de 2019 em 19:47

        O site do Inpe é claro. Os números deste ano estão entre os 3 menores dos últimos 17 anos. Falou, falou, falou do que alguém postou mas esqueceu de printar a tabela do Inpe que é incontestável. Esse site tb é uma farsa.

    • Marco Faustino

      28 de agosto de 2019 em 17:34

      Agradeço pelo reconhecimento, Nilson! 😀

  11. Bruno Gonçalves das Neves

    28 de agosto de 2019 em 7:03

    Excelente trabalho!!!! Parabéns!!!

  12. Arley

    28 de agosto de 2019 em 10:56

    Utilizando o último gráfico com o Bioma Amazônia assinalado na busca concordo que a média com alguns anos anteriores pro mês de agosto está perto porém se comparado entre 2002 a 2007 governo que vcs sabem muito bem de quem era foram 2x maior a média e pq não pega esses anos para comparar, já que foram os maior números da história?

    • Marco Faustino

      28 de agosto de 2019 em 17:19

      Olá Arley, comparar períodos diferentes de tempo com propósitos diferentes sempre irá gerar imprecisão. É justamente isso que ambos os lados fazem, pegando os números que bem entendem para dizer que têm a razão. Isso foi explicado no texto. Outro detalhe é que o objetivo do artigo foi verificar alegações específicas que foram feitas por dois usuários no Twitter.

  13. Ricardo Uhalde

    28 de agosto de 2019 em 15:11

    Que comparação mais fajuta! O que tem a ver os primeiros sete meses dos mandatos dos outros presidentes? Seja justo,e compare com os primeiros sete meses de todos os anos.

    Só comparando os meses de julho e agosto, que são os periodos de seca e consequentemente queimadas na Amazonia, temos 2010, 2011, 2004 e 2005 com quase o dobro de focos de 2019.

    Acho que tem que mudar o seu dominio para É FARSA!

    • Marco Faustino

      28 de agosto de 2019 em 17:51

      Olá Ricardo!

      1) Mais justo que esse comparativo? O governo do presidente Jair Bolsonaro possui apenas oito meses incompletos. É bom deixar isso bem claro. Para fazer um comparativo com todos os demais anos e, portanto, com o período de tempo que outros governo tiveram, seria necessário esperar quatro anos. Assim sendo, poderíamos saber qual governo agiu de maneira mais eficaz no combate aos incêndios durante o período de tempo que estiveram no poder. Nosso comparativo visa equilibrar períodos de tempo e situações minimamente semelhantes, ou seja, os primeiros sete meses completos do mandatos de cada um dos presidentes (salvo em caso de impeachment conforme já explicado).

      2) Só comparando os meses de seca citado por você (julho e agosto), dados atualizados (http://queimadas.dgi.inpe.br/queimadas/portal-static/estatisticas_estados/) mostram que já temos a pior situação em relação a Amazônia Legal desde 2012, sendo que o mês ainda não terminou. É possível que, desconsiderando 2010, seja o pior ano desde 2008. Não estamos muito longe dessa marca, faltam apenas 857 focos para superar 2012 (dados obtidos em 28/08 às 18h). Isso significa um baita retrocesso.

      3) O objetivo do artigo não é sair fazendo aleatoriamente comparativos para agradar quaisquer lados, mas verificar duas alegações específicas que foram amplamente disseminadas no Twitter. E isso foi cumprido com êxito. Se você não gostou, porque é contra sua vertente política, sugiro que crie um site para você, forneça os números que você quiser e continue vivendo na bolha da realidade que mais lhe agradar 🙂

  14. ROGERIO PEREIRA CORREA

    31 de agosto de 2019 em 19:25

    Pra ser mais justo, devemos comparar apenas governos completos. Desta maneira teremos o Lula como o maior responsável pelo número de incêndios na Amazônia, com incríveis +-256.000 focos de incêndio (INPE). Pra completar, em 2005 a Revista Veja denunciou um esquema de vendas de florestas para madeiras, o que provavelmente teve influência direta no desmatamento e focos de incêndio. #lulalivre

  15. preseiro

    1 de setembro de 2019 em 11:55

    Não estamos em um mar de chamas e fumaça aqui, mas é e-farsas (esquerdista farsas) insiste nisso.
    Em 2015 tivemos centenas de cancelamentos de vôos de tanta fumaça, em 2012 também, mas só agora a “casa do Macron” está se acabando em chamas! Procurem outra para atingir o governo e soltar o sapo presidiário!
    http://queimadas.dgi.inpe.br/queimadas/portal-static/estatisticas_paises/ vejam vocês mesmos e tirem suas conclusões.

    • Marco Faustino

      1 de setembro de 2019 em 15:16

      Segundo o link que que você mesmo publicou, o mês de agosto fechou com 51.936 focos de incêndio no Brasil.
      Esse número é maior do que a média contabilizada desde 1998 e o maior índice desde 2011 🙂

      Tem certeza que você leu corretamente os números antes de pedir para as pessoas tirarem suas próprias conclusões?

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