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Material didático destinado a crianças contém cena de duas mulheres se beijando?

Indeterminado

Material didático destinado a crianças contém cena de duas mulheres se beijando?

Material didático destinado a crianças contém cena de duas mulheres se beijando?

Recentemente, uma usuária em nosso grupo no Facebook nos questionou sobre um determinado material didático. Na verdade, o principal foco era uma imagem contida num livro utilizado por crianças, do quinto ano do Ensino Fundamental (entre 10 e 11 anos de idade), de um colégio particular de Santa Catarina. Algumas fotos desse livro passaram a ser compartilhadas nas redes sociais desde o dia 9 de julho de 2019.

Confira a publicação que ela compartilhou conosco:

Publicação do grupo de Pais Maristas em Defesa do Ensino Religioso.

Vale destacar que as fotos teriam sido tiradas pelos pais de uma aluna do Colégio Marista São Luís de Jaraguá do Sul/SC.

Confira as fotos em maiores detalhes:

Imagem onde duas mulheres aparecem supostamente se beijando.

Páginas internas do livro/apostila que estaria sendo utilizado por crianças do 5º ano do Ensino Fundamental.

Capa do livro/apostila “Faça! Geografia” da Editora FTD.

Entretanto, será que estamos diante de um material verdadeiro? Será que não se trata de uma montagem? O material didático foi realmente oferecido a crianças do quinto ano do Ensino Fundamental? A imagem realmente reflete duas mulheres se beijando? Descubra agora, aqui, no E-Farsas!

Entrando em Contato com o Grupo de Pais Maristas em Defesa do Ensino Religioso

Segundo a página do grupo, no Facebook, este teria sido formado em meados de 2018. Na época, pais maristas, cujos filhos frequentavam o “Ensino Fundamental I” no Colégio Marista São Luís, em Jaraguá do Sul/SC, começaram a perceber que as atividades desenvolvidas pelo colégio, na disciplina “Ensino Religioso”, reuniam certas informações que não eram compatíveis com a melhor tradição da escola.

Assim sendo, a partir da formação deste grupo iniciaram-se as tratativas, seja individualmente (por cada família) ou coletivamente, com o Colégio Marista, cujos objetivos eram debater, questionar, analisar e polir, com uma perspectiva cristã, dentro do grau de maturidade das crianças, o Ensino Religioso. Portanto, a intenção era torná-lo mais respeitoso, tanto com o Cristianismo, quanto em relação aos ensinamentos da Igreja Católica.

Segundo a página do grupo, no Facebook, este teria sido formado em meados de 2018.

Novas Fotos do Material Didático

Diante do questionamento entramos em contato com os responsáveis pela página. Queríamos saber maiores informações sobre o que estava acontecendo, além de obter outras fotos além daquelas que tinham sido originalmente compartilhadas. Assim sendo, nos foram enviadas outras fotos e informações do material didático. Confira algumas das imagens abaixo:

Diante do questionamento entramos em contato com os responsáveis pela página.

Queríamos saber maiores informações sobre o que estava acontecendo…

…além de obter outras fotos além daquelas que tinham sido originalmente compartilhadas.

Assim sendo, em pouco tempo, nos foram enviadas outras fotos e informações do material didático.

Nova foto do mesmo trecho do livro questionado pelo grupo de Pais Maristas em Defesa do Ensino Religioso.

Em algumas fotos que recebemos ainda havia a presença de uma etiqueta com o nome da aluna e de um código exclusivo para o cadastro do livro no site da Editora FTD. Portanto, não há muitas dúvidas quanto a autenticidade do material. Não estamos diante, por exemplo, de uma manipulação digital ou falsificação. Trata-se realmente da 1ª edição do livro “Faça! Geografia”, lançado em 2016, pela Editora FTD.

O Autor do Livro

Seu autor, Silas Martins Junqueira, é bacharel e licenciado em Geografia pela FFLCH – Universidade de São Paulo. É alegado que ele possui experiência como professor e coordenador pedagógico das redes pública e privada. Ele também aparece como autor de materiais didáticos para a rede privada e de referenciais oficiais para redes públicas municipais e estaduais.

Em seu perfil público no Facebook, Silas aparece como autor da Editora FTD desde 2013.

Entramos em Contato com o Autor do Livro

Entramos em contato com Silas, que antecipadamente classificou como “série de inverdades” alguns comentários da página do grupo de pais. Contudo, ele disse que analisaria o material e entraria em contato com a Editora FTD antes de se manifestar. Após algum tempo ele retornou o contato dizendo que, em princípio, não havia a necessidade de se manifestar sobre o caso, visto que a editora estava providenciando uma resposta.

O Livro Está Sendo Utilizado em Outros Colégios Maristas?

Questionamos o responsável pela página do grupo, se esse material didático estava sendo utilizado em outros colégios. Ele classificou como “bem possível que sim”. Disse que mantinha contato com diversas comissões de pais maristas de várias cidades do país, e todos estariam reclamando de problemas semelhantes no material didático. Ele, inclusive, disse que estava aguardando o recebimento do material didático do livro de Geografia do sétimo ano, que teria indicações de filme com conteúdo pornográfico.

Por fim, ele mencionou que uma reunião teria acontecido na semana passada entre o grupo e o Airton Bonet, diretor-geral do Colégio Marista São Luís, de Jaraguá do Sul/SC. Nessa reunião eles teriam recebido a informação que a FTD irá modificar o material didático no ano que vem. Todavia, o grupo só acreditava nessa promessa, caso houvesse uma posição oficial da FTD sobre o assunto.

Em uma rápida pesquisa em mecanismos de busca verificamos que o livro “Faça! Geografia” aparece na atual relação de livros de outras escolas. Embora a imagem de capa seja diferente, o ISBN (978-85-96-00490-9) é o mesmo. Como exemplo, podemos citar a lista do Colégio Marista São Luís de Santa Cruz do Sul/RS e do Colégio Marista de Natal/RN. Contudo, não temos como afirmar que todos os colégios maristas utilizem esse livro.

O Colégio Santa Amália, que possui duas unidades em São Paulo, mas que não possui vínculos maristas, por exemplo, também utiliza esse livro.

Tentamos Contato com o Diretor-Geral do Colégio São Luís de Jaraguá do Sul/SC

Tentamos contato com Airton Bonet na manhã de ontem (15), mas não obtivemos nenhuma resposta até o fechamento desta matéria. Em um primeiro contato, fomos informados que ele estava participando de um evento/cerimônia juntamente com professores. Posteriormente, fomos informados que ele estava em atendimento. Deixamos nosso contato telefônico, porém não recebemos nenhuma mensagem ou ligação. Caso isso aconteça, atualizaremos vocês em tempo oportuno.

Entramos em Contato com a Assessoria de Imprensa da Editora FTD

Entramos em contato com a Editora FTD de modo a garantir o amplo direito de resposta. Assim sendo, recebemos ontem um posicionamento da editora sobre o assunto, através da assessora de imprensa Carolina Bessa, da Ogilvy Brasil.

Entramos em contato com a Editora FTD de modo a garantir o amplo direito de resposta.

Confira abaixo o conteúdo da nota, ipsis litteris:

Entre em contato com o E-farsas

(11) 96075-5663 - t.me/efarsas

A FTD Educação esclarece que a obra citada no referido post é a xilogravura Forró sertanejo, do reconhecido artista J. Borges. Suas obras são baseadas na cultura do sertanejo do Nordeste (retirantes, feiras, festas, costumes religiosos), nas lendas urbanas e no imaginário popular. Considerando esse histórico cultural, as duas mulheres com as línguas de fora simbolizam fofoqueiras: pessoas com a “língua afiada”, que costumeiramente falam da vida alheia. Um detalhe que torna essa intenção perceptível é o fato de as duas mulheres não estarem de braços dados, como representado em todos os outros personagens que dançam forró. O uso da referida imagem no livro Faça!, Geografia, 5º ano, editado pela FTD Educação, teve o objetivo de contextualizar a cultura popular nordestina, tendo em vista que a Região Nordeste é o principal tema desenvolvido na unidade

Entretanto, será que foi exatamente isso que o artista J.Borges quis transmitir em sua obra? É exatamente isso que vamos descobrir a seguir.

J.Borges: Um dos Mais Importantes Xilogravadores do Brasil

A imagem que virou alvo de polêmica é uma xilogravura de José Francisco Borges, 83 anos, conhecido artisticamente como J. Borges. Ele é um artista, cordelista e poeta brasileiro, que já expôs suas obras em diversos países do mundo.

J. Borges foi condecorado com a comenda da Ordem do Mérito pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, recebeu o Prêmio Arte na Escola Cidadã (Instituto Arte na Escola e Unesco), em 2000 e, em 2002, foi um dos artistas escolhidos para ilustrar o calendário anual das Nações Unidas. Sua xilogravura “A Vida na Floresta”, inclusive, abria o ano no calendário.

José Francisco Borges (83), conhecido artisticamente como J. Borges.

Em 2006, J. Borges foi considerado “Patrimônio Vivo de Pernambuco”, título outorgado pelo Governo do Estado. Não obstante, o escritor Ariano Suassuna o considerava o melhor gravador popular do Nordeste.

Enfim! Há inúmeros sites que vocês podem consultar para conhecer sua trajetória de vida e seus trabalhos. Entre eles gostaríamos de destacar o blog “Arte Popular Brasil” e a revista “Prosa Verso e Arte“. Alternativamente, leiam também uma ótima matéria, que foi publicada no site do jornal “O Globo”, em 2016!

Em 2006, J. Borges foi considerado “Patrimônio Vivo de Pernambuco”, título outorgado pelo Governo do Estado.

J. Borges continua trabalhando com seus filhos no seu atelier na cidade de Bezerros/PE, onde máquinas tipográficas dividem espaço com centenas de matrizes, gravuras e folhetos de cordel. Suas obras podem ser adquiridas através da página “Memorial J. Borges”, no Facebook.

Aliás, por falar em suas obras, elas representam o cotidiano do pobre, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrupção, os folguedos populares, a religiosidade e a picardia, sempre ligados ao povo nordestino.

A Xilogravura “Forró Sertanejo” de J. Borges: A Opinião do Autor e o que Ela Realmente Representa!

Assim sendo, diante de todo o questionamento, entramos em contato a página “Memorial J. Borges”, que por sua vez representa um espaço físico, na cidade de Bezerros, dedicado a expor as obras do artista. Quem nos atendeu foi a Edna, nora de J. Borges e secretária do memorial. Ela administra as páginas do artista, provê autorizações, assim como atende a todos aqueles interessados em suas obras.

Placa indicando o Memorial J. Borges, em Bezerros/PE.

Eis o que ela nos disse:

J.Borges é um dos mais reconhecidos xilogravadores do país. É um artista popular que tem todo seu trabalho voltado para os costumes, lendas, folclore, cultura, ditados populares, as paisagens, animais e as festividades da nossa região. Ele representa tudo o que vê, o povo é sua inspiração principal. Como ele gosta de dizer, ele cria suas artes para todas as pessoas, para que todos possam ter acesso. Em relação a gravura que está sendo questionada por alguns, ela é simplesmente um forró como o título já diz. Foi criada, acredito que em 2011, e é apenas uma obra que retrata uma das danças mais populares do Nordeste. E sim, é um casal de mulheres, que pra ele é tão normal quanto qualquer outro casal hétero. E, pelo que vemos, em nenhum momento a editora dá destaque ao casal, mas sim a dança

E, pelo que vemos, em nenhum momento a editora dá destaque ao casal, mas sim a dança“, disse Edna.

Edna disse que J. Borges vê tudo com muita naturalidade. Ela também repassou o caso ao próprio artista. De acordo com ela, J.Borges se limitou a dizer que não entendia a razão de tanto questionamento, e que ele não quis passar nada além do forró, em sua arte.

Duas Mulheres se Beijando ou Estirando a Língua Uma Para Outra?

Questionamos de forma mais enfática, se o casal de mulheres estaria ou não se beijando. Eis o que Edna nos respondeu:

Olhando direito a imagem e sabendo que Borges representa os costumes populares, quem sabe essa imagem, na verdade, não são duas mulheres estirando a língua uma pra outra invés de ser um casal? Elas não estão abraçadas e podem, simplesmente, estar fazendo birra uma para outra. Cada um veja do jeito que quiser. Sim, são duas línguas. Se beijando ou fazendo birra

Portanto, ao contrário do que foi mencionado pela FTD Educação, a xilogravura abre margem para que os espectadores interpretem a cena como se houvesse duas mulheres se beijando. Nesse ponto é importante destacar, que existem outros casais de mulheres na cena, mas isso não foi alvo de questionamento.

Analisando bem a imagem e comparando-a com outras obras do artista, temos a nítida impressão de que todos os casais presentes são de mulheres, visto que os esteriótipos são bem sutis. Há quem diga também que todos os personagens da cena, na verdade, são mulheres! Assim sendo, dependeria da visão artística de cada um.

Quantos casais de mulheres existem em cena? Para algumas pessoas todos os casais são compostos por mulheres.

Também existem outras obras, onde J. Borges protagoniza as mulheres. Como exemplo, podemos citar as obras “Santa Ceia”, Forró do Amor” e “A dança do escandelo”:

A xilogravura chamada “Santa Ceia”.

A xilogravura chamada “O Forró do Amor”.

A xilogravura chamada “A dança do escandelo”.

Conforme podemos notar na xilogravura “O Forró do Amor” existe um predomínio de casais mulheres num contexto romântico. Já em “A dança do escandelo”, também há, no mínimo, um casal de mulheres dançando no canto inferior direito da xilogravura. No entanto, elas não estão tocando suas línguas, apenas a ponta de seus narizes.

Conclusão

O material didático é verdadeiro, ou seja, não se trata de manipulação digital ou falsificação. O livro está sendo realmente utilizado por crianças do quinto ano do Ensino Fundamental do Colégio Marista São Luís de Jaraguá do Sul/SC, sendo que o mesmo faz parte da lista de livros didáticos de outros colégios maristas ou considerados tradicionais espalhados pelo Brasil.

Segundo o grupo de pais que questionou o material didático, Airton Bonet, diretor-geral do referido colégio teria reconhecido um equívoco e prometeu que o material será alterado no ano que vem. Tentamos contato com Airton Bonet, mas não obtivemos nenhuma resposta até o fechamento desta matéria.

Em nota, a Editora FTD disse que o uso da referida imagem no livro “Faça! Geografia”, do quinto ano do Ensino Fundamental teve o objetivo de contextualizar a cultura popular nordestina, tendo em vista que a Região Nordeste é o principal tema desenvolvido na unidade. Segundo a editora, as duas mulheres que aparecem com a língua para foram seriam apenas “fofoqueiras”: pessoas com a “língua afiada”, que costumeiramente falam da vida alheia.

Em contato com o Memorial J. Borges, Edna, nora do artista responsável pela xilogravura que virou alvo de polêmica, confirmou que se trata de duas mulheres e aquilo que vemos são línguas. Entretanto, ao ser questionada se as mulheres estariam se beijando, Edna nos disse que J.Borges representa os costumes populares e, assim sendo, as duas mulheres poderiam estar mostrando a língua uma para outra (fazendo birra) ou realmente se beijando. A interpretação seria livre. Já o próprio artista, J. Borges, disse não entender a razão de tanto questionamento. Ele se limitou a dizer não quis passar nada além do forró em sua arte. De acordo com Edna, J. Borges considera um casal de mulheres tão normal quanto qualquer outro casal heterossexual.

Classificação do Caso

Embora a imagem possa, segundo o Memorial J.Borges, representar um casal de mulheres se beijando, ela também permite outras interpretações dependendo da visão artística de cada pessoa. Portanto, classificaremos esse caso como indeterminado. Qualquer afirmação categórica, ainda que implícita, sobre a representatividade da cena não seria completamente correta, exceto sua referência explícita ao forró.

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18 Comentários

18 Comments

  1. vera

    16 de julho de 2019 em 10:01

    nossa que dramalhão. Pior que mostrar uma cena que talvez mostre duas mulheres se beijando que não prejudica ninguém, deviam se preocupar com o preconceito dos pais que estão perpetrando na cabeças das crianças que se tornarão adultos ignorantes. “Ah mas vai ensinar crianças que isso é normal”. É normal, queiram ou não. Ou os gays que cresceram assistindo a vida toda héteros na mídia por acaso se tornaram héteros por manipulação?

    • Paula

      1 de agosto de 2019 em 8:44

      Isso é falta do que fazer…

  2. Liu

    16 de julho de 2019 em 11:43

    Não é papel da escola mostrar para crianças de 10 anos caisais se beijando. Sejam homo ou heteros.
    É inadequado.
    A família que eduque a criança da maneira que acredite ser melhor.
    O Respeito também deve ser dado às famílias chamadas “conservadoras”.

    • Tânia Regina Luiz Meleiro

      16 de julho de 2019 em 13:40

      Preconceito linguístico se os pais sobessem o que é isso evitariam tanto estardalhaço a Ftd é uma editora responsável não iria por uma imagem que prejudicasse ela mesma. Tudo depende de região para região. Talvez os pais devessem saber mais sobre gramatica normativa e deixar essa de conservadorismo hipócrita. E o Sr. Borges um grande artista.

      • Cabeça de ovo

        17 de julho de 2019 em 23:05

        Preconceito coisa nenhuma! Você não sabe ler?
        Não viu que o cara acabou de dizer que não pode nem casal gay e nem hétero?
        Porra,cara! Você acha bonito crianças se beijando de língua?
        Imagine também uma fazendo siririca na outra?
        Ou masturbando?
        É o que ensinam pra elas hoje em dia! Me poupe! (Não me responda, vai perder seu tempo)

        • Professor Tudo

          18 de julho de 2019 em 10:48

          Preconceito coisa nenhuma! Você não sabe ler?
          Ele sabe. Você claramente não.
          Não viu que o cara acabou de dizer que não pode nem casal gay e nem hétero?
          Quem disse que não pode?
          Porra,cara! Você acha bonito crianças se beijando de língua?
          Mas quem está falando em crianças se beijando de língua?
          Imagine também uma fazendo siririca na outra?
          Não precisa imaginar. Eles fazem isso. Com você gostando ou não.
          Ou masturbando?
          Não precisa imaginar. Eles fazem isso. Com você gostando ou não.
          É o que ensinam pra elas hoje em dia!
          Jovem, educação sexual não é isso que você está pensando que é. Sugiro que você estude um pouco antes de vociferar asneiras.
          Me poupe! (Não me responda, vai perder seu tempo)
          Pode deixar que eu respondo.

  3. Antonio

    16 de julho de 2019 em 12:14

    Concordo com a Vera.Isto só demostra o preconceito dos pais. Além disto, ficam horas procurando algum mínimo detalhe na imagem! Como dito no último parágrafo do texto “…permite outras interpretações dependendo da visão artística de cada pessoa.” poderia complementar: dependendo da visão distorcida e doentia de cada pessoa…

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  5. FRANCISCA SUELI FARIAS NUNES

    17 de julho de 2019 em 7:09

    Quanta paranóia! O pior é perceber que a análise também é tendenciosa quando afirma que há outros casais de mulheres. Qual foi a bashe dessa afirmação? Talvez tenha sido o cabelo comprido…

    • Marco Faustino

      17 de julho de 2019 em 9:04

      Olá Francisca! Antes de fazer acusações sobre a tendência da análise, tire dias alguns para pesquisar, coletar informações, e acompanhar os traços artísticos contidos nas obras de J.Borges, não somente nesta. Tudo isso foi feito ao longo de dias para compor este artigo. Provavelmente, você ficará surpresa que mulheres também usam cabelo curto e têm o direito de usar a roupa que quiserem. Sendo mulher, você deveria saber isso.

      Ainda assim, se após sua jornada você ainda não perceber isso, tanto faz. Conforme foi informado pelo Memorial J. Borges, cada um que veja o que quiser 🙂

      • Fabio

        17 de julho de 2019 em 15:19

        Parabéns pelo excelente trabalho de pesquisa!
        É possível agora cada um tirar sua própria conclusão sobre o que relresenta a foto do livro em questão.
        Penso também que se deve respeitar a opinião dos que entendem ser normal a a representação da pintura do artista, mas o mesmo respeito deve se ter pelos que discordam de que crianças que estão no quinto ano do Ensino Fundamental tenham acesso a este tipo de imagem!

        • Daniel

          26 de julho de 2019 em 12:17

          Que tipo de imagem? De dança?

  6. Fábio

    17 de julho de 2019 em 8:59

    Parabéns pelo excelente trabalho de pesquisa!
    É possível agora cada um tirar sua própria conclusão sobre o que relresenta a foto do livro em questão.
    Penso também que se deve respeitar a opinião dos que entendem ser normal a a representação da pintura do artista, mas o mesmo respeito deve se ter pelos que discordam de que crianças que estão no quinto ano do Ensino Fundamental tenham acesso a este tipo de imagem!

    • Marco Faustino

      17 de julho de 2019 em 9:42

      Olá, Fábio! Agradeço pelas palavras e pelo reconhecimento do trabalho realizado!

      Sim, exatamente! A participação do Memorial J.Borges foi fundamental, visto que se dependêssemos apenas de uma única versão (seja da FTD Educação ou do grupo de pais) fatalmente incorreríamos em erro, e estaríamos sendo injustos de alguma forma. Em relação aos pais, uma vez que eles pagam por um serviço educacional, que se propõe a seguir determinados valores e ensinamentos, eles têm o direito de reclamar caso assim julguem necessário. Isso não implica que estejam necessariamente corretos, mas o direito de serem ouvidos precisa ser garantido.

      Alguns daqueles que acham que tais pais são “completamente malucos”, muitas vezes também defendem pessoas consideradas criminosas, e se mostram intolerantes com aqueles que possuem pensamento diferente em outras situações. Porém, ainda assim, essas mesmas pessoas têm o direito de defender quem eles acreditam ser ou não inocentes. Enfim! Esse tipo de comportamento, onde cada um vive dentro de sua própria bolha, é o que mais vejo acontecer ultimamente.

      • Ana Lista

        17 de julho de 2019 em 10:09

        Exatamente. Da mesma forma que alguns se identificam como “pessoas de bem” e “defensoras da moral e dos bons costumes” e da “família brasileira” e cometem crimes, apoiam atores pornô, donos de casas de tolerância e possuem relacionamentos extraconjugais. As bolhas, o viés observacional e a hipocrisia são coisa terríveis!

        • Marco Faustino

          17 de julho de 2019 em 10:22

          Correto! O maior problema está na generalização. Nem todos que aqueles que reclamam ou acusam agem dessa forma.
          Agora, ainda que agissem, isso não pode inteferir no direito que cada um tem de expressar aquilo que pensa ou diante daquilo que foi prometido, desde que isso não incorra em crime contra a honra de outros.

          Se a ação interferisse diretamente no direito, criminosos baleados pela polícia não seriam socorridos ou atendidos em hospitais, por exemplo. Porém, a garantia à vida é um direito constitucional e consta nos direitos humanos 🙂

  7. Lilian

    17 de julho de 2019 em 12:05

    Gostaria de acrescentar apenas um detalhe que me parece, escapou à análise. Em bailes populares, principalmente no interior, é comum a falta de pares masculinos, por isso muitas mulheres formam pares para não ficarem sem dançar, eu mesma já vi várias vezes. E sem nenhum contexto sexual, apenas por diversão mesmo. Quanto ao casal de “linguaruda”, realmente a interpretação é pessoal.

  8. Junior

    22 de julho de 2019 em 16:39

    Se não querem ver ninguém se beijando, coloquem seus filhos em uma nave espacial e os mande para Marte. Lá não haverá humanidade, nem natureza, nem ninguém se beijando.

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