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quarta-feira, outubro 27, 2021

Um aluno foi suspenso após esfregar o ânus na cara do professor?

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Será que o termo de suspensão enviado a um aluno que teria esfregado o ânus no rosto de seu professor por causa de uma nota baixa é verdadeiro ou falso?

A imagem se espalhou rapidamente através das redes sociais no dia 19 de setembro de 2016 e nela podemos ver a reprodução de um termo de suspensão em nome do Colégio Estadual Souza Naves. O que chama a atenção no documento é que ele afirma que um aluno teria sido suspenso após de agredir, ficar nu e “esfregar o ânus na cara do professor”!

O texto, escrito a mão, diz que “O aluno enlouqueceu ao saber que seu professor não arredondaria sua nota de 59 para 60. Ele se despiu por completo, partiu pra cima do professor de Física, jogou ele no chão e esfregou o ânus na cara do professor, o mesmo vomitou e está constrangido”.

No papel, o termo de suspensão mostra o nome da escola e o de um aluno que teria feito as agressões, além da assinatura do diretor do período noturno.

Será que esse documento é real? Será que essa história, que foi amplamente compartilhada no Twitter e no Facebook, é verdadeira ou falsa?

Será que essa história é real? (foto: Reprodução/Facebook)
Será que essa história é real? (foto: Reprodução/Facebook)

Verdade ou farsa?

O Colégio Estadual Souza Naves existe mesmo e fica em Rolândia, a 25 quilômetros de Londrina (PR), mas o tal documento é falso!

Segundo o que foi apurado pelo jornal Paraná Portal, uma funcionária da instituição explicou que alguém teve acesso aos documentos da escola e fez a brincadeira de mau gosto.

“Me falaram que isso aconteceu na última sexta-feira. Depois me disseram que isso aconteceu ontem [19], mas nunca ocorreu de verdade”, disse a funcionária Alda.

O diretor-geral da escola, Rosinaldo Laurano, disse em entrevista ao site Massa News que já identificou o criador da brincadeira: Um aluno que roubou uma folha com o termo de suspensão (em branco) que estava na gaveta da sala de coordenação pedagógica.

“Ele fez isso enquanto fazia uma prova no período noturno”, conta Laurano.

O diretor explicou também que o aluno usou o nome da escola, de brincadeira, e falsificou a assinatura do diretor do período noturno da escola.

Apesar de não confirmar se a escola abriu ou não um boletim de ocorrência pelo ocorrido, mas disse que já estão sendo tomadas as medidas cabíveis!

Conclusão

O termo de suspensão é falso! Um aluno conseguiu uma folha do documento em branco e inventou essa brincadeira, que acabou viralizando nas redes sociais!

*Com a colaboração de Riomar Bruno!

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Gilmar Lopes
Gilmar Henrique Lopes é Analista de Sistemas. Trabalha com PHP e banco de dados Oracle e é especializado em criação de ferramentas para Intranet. Em 2002, criou o E-farsas.com (o mais antigo site de fact checking do país!) que tenta desvendar os boatos que circulam pela Web. Gilmar também tem um espaço semanal dentro do programa “Olá, Curiosos!” no YouTube e co-apresenta o Fake em Nóis ao lado do biólogo Pirulla!
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7 COMENTÁRIOS

  1. Já fiz isso uma vez na época de aluno. Peguei lá o papel de suspensão, nem advertência, escrevi lá um motivo esdrúxulo qualquer (acho que foi uma pergunta tonta que ele tinha feito pra um dos professores antes do intervalo) e entreguei pra um colega meu: “Olha, moça da secretaria pediu pra entregar pra tu”. Maluco ficou desesperado. Mas tive que contar a verdade, quando ele resolveu tirar a limpo. Rimos muito… ele tentou me bater.

  2. E, obviamnet, esse caso absurdo causou a ira dos revolucionários de sofá do afcebosta que tanto se preocupam com a situação por que os professores passam e querem o melhor para eles, até o momento em que um deles dá nota vermelha para o vagabundo do filho.

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