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É verdade que um defensor do movimento antivacinas foi internado com catapora?

Saúde

É verdade que um defensor do movimento antivacinas foi internado com catapora?

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Notícia afirma que um político italiano crítico ferrenho das vacinas acabou sendo internado após contrair catapora?

A manchete se espalhou através das redes sociais na segunda quinzena de março de 2019 e afirmava que o político italiano Massimiliano Fedriga teria sido internado após contrair catapora. Mas o que chama a atenção na notícia é que o tal político seria um dos grandes defensor do movimento antivacinas em seu país.

O que torna essa história irônica é que a catapora teria sido facilmente evitada se ele tivesse sido vacinado…

Será que isso é verdade ou mentira?

Será verdade que um apoiador do movimento antivacinas foi internado com catapora? (foto: Reprodrução/Facebook)

Verdade ou mentira?

No dia 15 de março de 2019, o governador da região de Friul-Veneza Júlia, na Itália, Massimiliano Fedriga, revelou em seu Twitter que estava internado após contrair catapora. Fedriga disse que foi bem tratado no hospital nos 4 dias em que ficou internado:

“Felizmente estou bem, acabou. Saí do hospital em Udine ontem, onde os médicos me internaram e me mantiveram em observação por quatro dias. Agora estou em casa em convalescença: descubro, no entanto, que nas redes sociais os habituais haters em série aplaudem, riem, provocam-me e espalham a mentira porque fiquei doente”

Jornais italianos confirmaram a informação e ainda relembraram que o político é um dos líderes de um movimento perigoso antivacinas.

Em 2017, Fedriga era o líder do seu partido na Câmara Italiana, quando o decreto de Lorenzin (que obrigaria a vacinação das crianças nas escolas) foi debatido e ele foi um dos que se posicionaram totalmente contra. Segundo ele, a vacinação obrigatória não era (ao seu ver) a melhor maneira de convencer as famílias de que isso seria bom.

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Apesar de ser contra a vacinação, o próprio governador já admitiu diversas vezes que havia vacinado seus filhos.

Apesar da oposição de dos “simpatizantes” da não-vacinação, o bom-senso venceu e o decreto Lorenzin entrou em vigor na Itália em 2017, tornando a vacinação contra 10 doenças (incluindo poliomielite e sarampo) obrigatória para todas as crianças antes de poderem frequentar a escola.

A catapora é uma doença altamente contagiosa que pode ser mortal em adultos.

No seu perfil do Facebook, o político afirma que a mídia estaria criando fake news envolvendo seu nome, já que – segundo ele mesmo – ele nunca disse ser contra as vacinas, mas ser contra a obrigatoriedade da vacinação (o que, na prática, é o mesmo que ser contra as vacinas):

Se in Italia non siamo messi bene, guardate cosa succede all’estero… per il Daily Mail sarei uno dei principali…

Posted by Massimiliano Fedriga on Tuesday, March 19, 2019

Conclusão

O governador de Friul-Veneza Júlia ficou 4 dias internado após contrair catapora. O político luta pela não-obrigatoriedade da vacinação e teria sido poupado da doença se tivesse sido vacinado!

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11 Comentários

11 Comments

  1. adriano

    20 de março de 2019 em 23:35

    eu fui vacinado contra a catapora e mesmo assim não fui poupado de pegar a doença,a vacina não impede ninguém de pegar catapora,a vacina apenas diminiu a probabilidade de alguém pegar catapora

    • José

      21 de março de 2019 em 16:24

      Adriano, sua mãe me disse q tu tinha pego sarna e não catapora ‘-‘

      • Renan Alex

        21 de março de 2019 em 16:26

        Ser contra a obrigatoriedade da vacinação pelo estado é SIM ser contra as vacinas, o objetivo de se tomar vacina é pra evitar que um novo episódio da “peste negra” aconteça, então, se você tomar e eu não do que vai adiantar????

      • adriano

        21 de março de 2019 em 21:58

        que mentira,a minha mãe morreu quando eu tinha 1 ano de idade

        • Doutor Cicolo

          22 de março de 2019 em 10:54

          Se ela tivesse sido vacinada, não teria morrido.

      • Herick Fernandes

        25 de março de 2019 em 21:53

        A vacina não funciona em todos, por isso é importante todos tomarem, para que não acabem passando a doença pra quem a vacina não funcionou.

  2. Gab Arito

    21 de março de 2019 em 9:00

    Ser contra a obrigatoriedade da vacinação significa exatamente o que está escrito: contra a OBRIGATORIEDADE e não ser contra as vacinas.
    Em outras palavras, caprichando no desenho: significa que o político é contra o Estado forçar o cidadão, contra o Poder Público agir coercitivamente contra a liberdade do indivíduo para fazer isso ou aquilo contra a sua vontade.
    A matéria distorce o fato quando equipara as coisas.
    Ao afirmar “na prática é o mesmo que ser contra as vacinas”, o autor texto produz uma inverdade.
    Seria bom remover esse trecho.

    • Gilmar Lopes

      21 de março de 2019 em 13:47

      O governo tem a obrigação de obrigar a todos a vacinação! é uma questão de saúde pública!
      O político está dizendo AGORA que é apenas contra a obrigatoriedade, mas ele sempre declarou ser contra a vacinação!

  3. Daniel

    25 de março de 2019 em 16:22

    Vejo nos indivíduos apoiadores da obrigatoriedade (de qualquer coisa) os mesmos tipos que apoiam a retirada do saleiro da mesa dos restaurantes sob pretexto de ser pela “saúde pública”. Velhinhas ranhetas querendo mandar na minha vida. Faço campanhas abrangentes contra anti-vaxers, as vacinas figuram entre as melhores invenções da história. Porém, saímos do campo científico puro quando pregamos a obrigatoriedade, especialmente pelo Estado, naturalmente burro e ineficaz em qualquer coisa que ponha a mão. Obrigação a vacinas é hoje tão estúpido quanto na época da Revolta da Vacina, no começo do século XX.

    • Gilmar Lopes

      25 de março de 2019 em 16:49

      pois eu defendo a obrigatoriedade da vacinação e não defendo a proibição dos saleiros das mesas de restaurantes! Se a pessoa quer comer sal até morrer, que coma. Agora, se o sujeito não se vacina, pode acabar infectando outras pessoas!

    • Alan Souza

      1 de abril de 2019 em 18:02

      Se o sujeito quer se entupir de sal e morrer problema é dele. Mas deixar uma criança que não tem como decidir por conta própria morrer por falta de vacina é estupidez. Além de permitir que as doenças se propaguem. Ser contra a vacina ou a obrigatoriedade da vacina dá no mesmo: doenças e epidemias. As pessoas que são contra a obrigatoriedade só mudam o foco do discurso mas querem a mesma coisa que os antivacinas: impedir os filhos de serem vacinados.

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