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Exposição Santander-Queermuseu tinha espaço para crianças se tocarem?

Crimes

Exposição Santander-Queermuseu tinha espaço para crianças se tocarem?

Será verdade que um exposição patrocinada pelo banco Santander tinha espaço aberto para as crianças se tocarem nas genitálias para que “alterassem a percepção de gênero”?

Notícia acompanhada de fotos afirma que a exposição polêmica Santander-Queermuseu tinha espaço onde as crianças vendadas vestiam trajes interligados e eram obrigadas se tocarem umas nas outras através de aberturas nas roupas, para que sentissem a genitália alheia e alterassem a percepção de gênero!

Várias publicações indignadas no Facebook e em outras redes sociais se espalharam no dia 12 de setembro de 2017 condenando essa forma de arte que, segundo alguns, seria um claro movimento de exposição precoce da sexualidade para as crianças!

Abaixo, uma das fotos das crianças participando da instalação, durante a Santander-Queermuseu, mas será que essa notícia é verdadeira ou falsa?

Será que isso é verdade? (foto: Reprodução/Twitter)

Verdade ou farsa?

A exposição Santander-Queermuseu  – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira estava em cartaz durante quase um mês no Santander Cultural, em Porto Alegre, e foi cancelada no dia 10 de setembro de 2017 depois de protestos feitos nas nas redes sociais de pessoas que se queixavam de que algumas das obras desrespeitam símbolos religiosos, além de fazer apologia à zoofilia e pedofilia.

Acontece que o assunto foi um dos mais comentados nos últimos dias na web, o que fez com que vários boatos surgissem e se espalhasse através das redes sociais…

Uma delas foi a que afirmava que as crianças eram vendadas e praticamente obrigadas a entrar em trajes especiais, com várias aberturas e interligados entre si, onde podiam (e deveriam) tocar nas partes íntimas umas das outras, para que pudessem “alterar as suas percepção de gênero”.

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Logo de cara, descobrimos que a imagem usada na notícia espalhada pelas redes sociais não é dessa exposição, mas de uma instalação de 1967 chamada “O Eu e o TU”, da artista Lygia Clark (falecida em 1988), como podemos ver nesse artigo de 2006 da revista IstoéGente.

Na foto original é possível ver que, na verdade, são adultos que estão dentro dos trajes:

Foto: Reprodução

O filho da artista Lygia Clark, Alvaro Clark, que administra as obras da mãe através de uma associação cultural, disse em entrevista que a obra “O Eu e o TU” foi feita para para ser manuseada, mas na exposição Queermuseu a obra só podia ser observada (pois estavam vestindo manequins). Alvaro ainda explicou que, mesmo que a obra pudesse ser vestida, os macacões são grandes demais para que crianças as vestissem e não há zíperes nas áreas dos órgãos sexuais e tampouco contato direto com a pele.

Na foto abaixo, tirada no local da exposição pelo fotógrafo Roger Lerina, a serviço da Folhapress, podemos ver que os trajes estavam mesmo vestindo manequins:

Foto: Reprodução/Roger Lerina/ Folhapress

Conclusão

Na exposição Santander-Queermuseu não tinha um espaço reservado para crianças se tocarem! Notícia falsa!

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